Relembre as quatro gerações do Renault Clio – e suas versões esportivas!

Atualmente na 4ª geração, hatch ficou marcado pelo bom espaço interno e versões preparadas para acelerar

Clio de 1ª e 4ª geração Clio de 1ª e 4ª geração

Clio de 1ª e 4ª geração  (/)

Lançado há exatos 26 anos, o Renault Clio é um velho conhecido dos brasileiros. Literalmente velho: a segunda geração, ainda hoje à venda no país, data de 1998. Atualmente na quarta geração na Europa, o hatch foi crescendo em tamanho, sofisticação e preços – o que em parte explica a decisão da filial brasileira de manter o veterano Clio II por aqui.

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Clio I Clio de 1ª geração

Clio de 1ª geração  (/)

Clio – 1ª geração (1991)

Apresentado pela primeira vez ao público no Salão de Paris de 1990, o primeiro Renault Clio, sucessor natural do clássico Renault 5, tinha a proposta de oferecer o “refinamento de carro grande num modelo pequeno”, segundo a marca, e chegou ao mercado nas versões RL e RT, equipadas com motores 1.2, 1.4 e 1.6. Com um visual quadradão, o modelo garantia um bom aproveitamento do espaço interno com as rodas nas extremidades do veículo. Para garantir o tal “refinamento de carro grande”, ele trazia vidros elétricos dianteiros, travamento central e rádio toca-fitas na versão top de linha RT – itens de luxo para sua categoria na época. Ganhou o prêmio de “Melhor Carro Europeu de 1991”, além de novas configurações equipadas com novos propulsores 1.8 16V e 1.9 diesel. Em 1994 sofreu leves mudanças no visual, enquanto em 1996 recebeu alterações mecânicas e de segurança, sendo 1997 o seu último ano de produção. O Clio esteve presente no Brasil ainda na 1ª geração a partir de 1996, trazido da Argentina e vendido nas versões RL e RT, ambas com o motor 1.6.

Clio II Segunda geração do Clio é vendida até hoje no Brasil

Segunda geração do Clio é vendida até hoje no Brasil  (/)

Clio – 2ª geração (1998)

A segunda geração do Clio foi lançada em 1998 no Salão de Genebra. O hatch ganhou linhas redondas e seu característico vidro traseiro abaulado, além de receber alguns centímetros a mais no comprimento. Itens como coberturas dos faróis em policarbonato e para-lamas dianteiros reduziram o peso do carro. Além disso, o hatch era 15% mais econômico que seu antecessor e tinha à disposição freios ABS, direção com assistência e airbags para motorista e passageiro de série – um grande diferencial na época. O segundo Clio ganhou um facelift na Europa em 2001 (no Brasil em 2003) com uma nova grade dianteira e o losango em destaque, ficando mais esportivo, além de leves mudanças na cabine. Outro facelift, em 2004, adicionou molduras cinza nos faróis e marcadores digitais de combustível e temperatura do Clio europeu. E não foi só no Brasil que ele durou bastante: na própria França, foi vendido até 2012, como versão de entrada, em paralelo à 3ª geração, mais sofisticada e cara.

Clio III Clio de 3ª geração

Clio de 3ª geração  (/)

Clio – 3ª geração (2005)

Maior em suas dimensões e com desenho mais ousado, a terceira geração do Clio fez sua estreia no Salão de Frankfurt em 2005. Desconhecido dos brasileiros, o “Clio 3” contava com materiais suaves ao toque no interior, além de sistema de monitoramento de pressão dos pneus e partida do carro por meio de um cartão – igual ao do Mégane e o atual Fluence vendido no Brasil. Tal geração ganhou pela segunda vez o prêmio de “Melhor carro Europeu de 2006”, graças ao seu design e boa dirigibilidade. Comercializado nas versões Extreme, Expression, Dynamique e Dynamique S, o Clio dispunha de motores 16V a gasolina de 1.2, 1.4 e 1.6, além de um 1.5 diesel. Já em 2009 o Clio recebeu uma reestilização conhecida como “Fase 2” que alterou bem sua dianteira, além de uma nova versão GT – essa criada para ser intermediária entre as versões comuns e Renault Sport.

Clio I e IV geração perfil Clio de 4ª geração

Clio de 4ª geração  (/)

Clio – 4ª geração (2012)

Com visual esportivo e mais assentado ao chão (culpa das bitolas mais largas), a quarta geração do Clio apareceu pela primeira vez no Salão de Paris de 2012. Responsável por inaugurar a atual linguagem de design da Renault, a 4ª geração conta com teto mais baixo, grade com o losango da marca em destaque e lanternas horizontais – deixando o hatch mais esportivo que o anterior. Entre as motorizações disponíveis na Europa, há opções gasolina e diesel com potência entre 91 e 220 cv.

 

Versões esportivas

Clio I Williams Clio Williams foi feito para comemorar o título mundial de F-1

Clio Williams foi feito para comemorar o título mundial de F-1  (/)

A primeira geração (1991) contava com uma versão equipada com motor 1.8 16V, o que deixava o Clio com um comportamento digno de hot hatch, tudo por conta do baixo peso do modelo (menos de 900 quilos) e seus 138 cv. Em 1993 foi apresentada uma das configurações mais conhecidas: o Clio Williams. Ele foi produzido para comemorar o título da Williams (a Renault era a fornecedora de motores) no Mundial da Fórmula 1 daquele ano, além de também servir de laboratório para a divisão Renault Sport nos ralis. Apimentado, ele tinha sob o capô um 2.0 16V de 150 cv atrelada a uma caixa de câmbio com relações bem curtas. O estilo era marcado pela exclusiva cor azul, ressalto no capô e rodas pintadas de dourado.

Clio II geração V6 Clio V6 chamava a atenção pela carroceria alargada e motor de 258 cv

Clio V6 chamava a atenção pela carroceria alargada e motor de 258 cv  (/)

As versões esportivas da segunda geração do Clio ficaram sob os cuidados da divisão Renault Sport (R.S.). Batizado de Clio R.S 712, o primeiro modelo da linhagem se diferenciava pelo propulsor 2.0 de 174 cv de potência, rodas maiores de talas largas e interior mais esportivo. Tempos depois surgiu uma das espécimes mais emblemáticas e disputadas pelos colecionadores, o Clio V6. Sua 1ª aparição foi no Salão de Paris de 1998 (ainda como carro conceito), quando obteve boa receptividade perante o público. O anabolizado hatch ficou marcado pelo body kit que alargava o carro, com rodas raiadas calçadas com largos pneus e, claro, pelo motor 3.0 V6 de 233 cv (258 cv na versão fase 2 em 2003) posicionado no lugar dos bancos traseiros, em posição central.

Clio IV RS Trophy Clio R.S Trophy 220 é o mais potente da gama atual do hatch

Clio R.S Trophy 220 é o mais potente da gama atual do hatch  (/)

Já na geração seguinte, o Clio 197 (197 que remetem à potência em hp) foi lançado em 2006 com um motor de 199 cv e uma transmissão de seis marchas, além de um difusor traseiro inspirado nos modelos de Fórmula 1. Houve ainda a versão R27 F1 Team, que foi produzida para marcar o retorno da marca na Fórmula 1 nos anos de 2005 e 2006. Na quarta e atual geração, o Clio conta com a versão R.S 200, que possui um motor 1.6 turbo de 200 cv atrelado a uma caixa de dupla embreagem. Em 2015 foi mostrada a mais recente versão da Renault Sport atualizada para o hatch: o Clio R.S Trophy 220. Dotado de um motor 1.6 de 220 cv e 26,5 mkgf de torque, conquistou o melhor tempo entre os hatches compactos em Nurburgring, completando o mítico circuito alemão em apenas 8 minutos e 23 segundos.

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