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QUATRO RODAS de outubro: novos Hyundai HB20 e Chevrolet Onix lado a lado

Compactos mudam tudo para se manterem no topo. Também aceleramos a Ranger e Cruze de corrida, que, de Ford e GM, não têm nada

Por Redação Atualizado em 30 set 2019, 15h41 - Publicado em 30 set 2019, 15h40
Destaques da edição de outubro da QUATRO RODAS Fabio Black/Quatro Rodas

Os veículos mais vendidos do Brasil estão de cara (e traseira) nova. O Chevrolet Onix e o Hyundai HB20 chegam com novidades para impactar o mercado dos compactos.

A GM mudou tudo em seu compacto, inclusive o nome: sai Prisma, entra Onix Plus. Já o rival sul-coreano manteve a plataforma, mas passou por uma reestilização profunda (e polêmica) para se manter no topo.

E não para por aí! Para comemorar os 40 anos da Stock Car, a QUATRO RODAS convidou os campeões Chico e Daniel Serra para dar uma volta em Interlagos com o antigo Opala e o atual “Cruze” — as aspas se justificam porque o protótipo atual pouco compartilha com o sedã médio homônimo.

O novo Toyota Corolla voltou à revista para saber qual versão se sobressai: o 2.0 aspirado ou 1.8 híbrido? Promovemos um duelo familiar para avaliar o consumo deles em meio ao trânsito caótico paulistano.

E quem gosta de poeira vai poder conferir nossa avaliação exclusiva do protótipo com visual da Ford Ranger que ganhou o Rally dos Sertões 2019.

Ah! E não se esqueça de conferir o resultado de “Os Eleitos – 2019”. Nessa pesquisa exclusiva de QUATRO RODAS, quem avalia os carros são seus próprios consumidores.

Confira outros destaques da edição de outubro:

Segredo: A versão minicupê do T-Cross está na boca do forno: vem aí o VW T-Sport

Chevrolet Cruze Sport6: Linha 2020 pode marcar despedida dos hatches médios do nosso mercado

Cerato 2020: Renovado e bem equipado, ele parte pra cima de Corolla e Civic

Longa Duração: O que os carros da nossa têm de melhor. E pior também

Guia de sobrevivência: Dicas para você identificar (e fugir) dos postos que adulteram combustíveis

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Carta ao leitor

Acervo/Quatro Rodas

Ao mestre com carinho

Zeca Chaves

Redator-chefe

zeca.chaves@abril.com.br

Houve um tempo em que a criação de um automóvel bonito exigia papel, lápis, criatividade e muita paixão pelo que se fazia. Um pouco diferente do cenário atual, comandado pelos softwares gráficos, controle rígido de custos e restrições de engenharia e legislação.

Foi naquela era dourada que despontou Anísio Campos. Maior referência do design automotivo brasileiro, foi único porque aliou talento à realização: colocava nas ruas carros que a maioria só tinha coragem de rabiscar em cadernos escolares.

Nem todos sabem que sua carreira começou como piloto, na década de 50. A proximidade com os modelos de corrida o levou a desenhá-los. Das pistas, vieram projetos que lhe dariam prestígio nacional. Entre eles, o Carcará, recordista brasileiro de velocidade em 1966 – seu motorzinho 1.0 aspirado alcançou 213,9 km/h na antiga Rio–Santos.

Daí em diante, Anísio abraçou o mercado, dando vida a modelos muitas vezes artesanais, como o celebrado Puma-DKW (1967).

Também teve tempo para flertar com o pioneirismo. Concebeu o primeiro buggy brasileiro, o Tropi Kadron (1969), e insistiu em subcompactos, num tempo em que tamanho era documento, caso de Dacon 828 (1982) e PAG Nick (1987).

Se ele não era uma unanimidade no resultado final dos seus desenhos, polêmico demais para o gosto de alguns, em uma coisa todos concordavam: coragem não lhe faltava.

Foi essa ousadia que o fez abraçar um projeto inusitado, até para os anos 60. Ajudar a criar um esportivo especialmente para uma revista de automóveis, que seria sorteado para apenas três leitores.

Assim nasceu o elegante Puma GT 4R, em 1969. Ironicamente, alguns dizem que um de seus mais belos trabalhos é um modelo que nunca foi vendido e pouquíssimos viram ao vivo.

Anísio partiu no último dia 14 de setembro, aos 86 anos. Mas deixou uma conexão especial com a comunidade QUATRO RODAS. Seja pelas dezenas de vezes que avaliamos e testamos seus carros, seja pela obra-prima que concebeu para nós com tanto carinho e talento.

  • Na verdade, ele deixou um legado que é bem maior do que seus 40 anos de dedicação ao design brasileiro.

    Obrigado por tudo, mestre Anísio.

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