Os carros mais legais que a equipe de QUATRO RODAS já teve

Se você acha que jornalista automotivo só anda de carrão, vai se surpreender bastante com essa lista

Carros da redação

Jornalistas automotivos estão trocando de carro o tempo todo. Não é raro dirigirmos 4 ou 5 modelos diferentes em apenas uma semana. Mas nenhum nos pertence. São automóveis cedidos em comodato, alugados, emprestados ou adquiridos por QUATRO RODAS, anonimamente, para o teste de Longa Duração.

Porém, casa de ferreiro, espeto de pau. Para vocês não rirem dos nossos carros particulares atuais (quase todos humildes populares), decidimos revelar os mais legais que já passaram por (algumas) de nossas garagens. Claro, só levamos em conta os que tiveram nossos nomes impressos no documento. Tudo o que estiver escrito aqui é opinião pessoal de cada autor, não da QUATRO RODAS.

Ford Jeep 1979 – Fábio Paiva (designer)

Ford Jeep 1979 O designer Fábio Paiva cresceu a bordo de um jipe igual ao da foto. O dele, porém, era azul claro

O designer Fábio Paiva cresceu a bordo de um jipe igual ao da foto. O dele, porém, era azul claro  (/)

Feito na época em que a Ford já havia adquirido a Willys-Overland do Brasil, esse Jeep pertencia a um parente distante da Bahia. Eu passeava no carro quando estava em férias naquele estado, ainda criança, no começo dos anos 80. Em 1995, meu pai comprou e trouxe para São Paulo. Foi reformado e passou para mim quando completei 18 anos. Imagina só, um garotão indo para a aula com um jipe! Estacionava ele na frente da escola, e sempre saia com os amigos para algumas “aventuras”, no asfalto ou na lama. Adorava o carro e tenho centenas de histórias a bordo dele.

 

VW Voyage GLS 1988 – Péricles Malheiros (editor)

VW Voyage 1988 O pequeno sedã foi o primeiro veículo comprado pelo editor Péricles Malheiros

O pequeno sedã foi o primeiro veículo comprado pelo editor Péricles Malheiros  (/)

Não foi o mais bonito nem o mais potente, mas foi, de longe, o que mais me divertiu. Eu tinha 20 anos e o comprei totalmente original, já com sete anos de uso. Consertei o que não estava impecável e acrescentei peças para melhorar o desempenho, como um comando mais bravo, filtro esportivo, escapamento de inox. Queria montar meu próprio esportivo e fiz tudo o que eu queria fazer desde adolescente.

Foram uns cinco anos economizando para comprá-lo. Tinha muito carinho pelo carro, pois o conquistei com muito esforço. Escrevendo sobre ele lembrei até da placa, que na época ainda era amarela.

 

Jetta Variant 2.5 2012 – Sérgio Gwercman (diretor editorial)

VW Jetta Variant Perua baseada no Golf tem motor 2.5 e quase um latifúndio de espaço no porta-malas

Perua baseada no Golf tem motor 2.5 e quase um latifúndio de espaço no porta-malas  (/)

Eu sonhava com uma perua desde os anos 1990, quando eu era adolescente e achava que todos os meus problemas (feiura, timidez, ônibus lotados) se resolveriam com uma Parati GLS 1.8. Mas quando chegou minha vez de comprar carros, as station wagons tinham sumido do mercado. Sobraram praticamente só as marcas de luxo – e a Jetta Variant. Além dos 170 cv, o acabamento interno é bastante caprichado: tem aquecimento de bancos, saídas de ar para quem viaja atrás, couro de boa qualidade. Difícil achar alguma coisa pelo mesmo preço que me faça tão feliz.  

 

Chevrolet Omega GLS 1998 – Ulisses Cavalcante (editor)

Chevrolet Omega O sedã foi um dos últimos nacionais a oferecer tração traseira. O modelo da foto, de 1998, foi um dos últimos a sair da linha de montagem em São Caetano do Sul

O sedã foi um dos últimos nacionais a oferecer tração traseira. O modelo da foto, de 1998, foi um dos últimos a sair da linha de montagem em São Caetano do Sul  (/)

A propaganda da época não mentia: o “Absoluto” era realmente absoluto. Andava bem, incrível na estrada, ergonomia excelente e, claro, tração traseira. Já tinha 13 anos de uso quando o adquiri, mas estava impecável. Comprei de um amigo e vendi para outro, que ainda o preserva. Mas esse não é o único: outro carro que marcou minha juventude foi um Volkswagen Golf 1996. Era o máximo. As importações no Brasil ainda eram novidade e aquele veio do México. Hoje, vinte anos depois, a terceira geração do modelo continua sendo o máximo.

 

Fiat Marea Weekend 2.4 – Zeca Chaves (redator-chefe)

Fiat Marea Weekend O redator-chefe Zeca Chaves escolheu a SW italiana porque precisava de um carro familiar que ainda lhe desse satisfação ao dirigir

O redator-chefe Zeca Chaves escolheu a SW italiana porque precisava de um carro familiar que ainda lhe desse satisfação ao dirigir  (/)

À época meus filhos tinham 4 e 6 anos e eu precisava de um modelo com pegada familiar, mas que não mostrasse pra mim mesmo que eu tinha morrido para o mundo dos carros. Até que eu achei essa Weekend. Fomos muito felizes por quase três anos. Quando, enfim, percebi que eu não era sócio de posto de gasolina, ela me deu a alegria final: após meses tentando revendê-la, foi roubada e ressarcida pelo seguro. Que descanse em paz!

 

Gurgel X-12 Tocantins 1986 – Paulo Campo Grande (editor)

Gurgel X-12 Tocantins ano 1979 Gurgel X-12 Tocantins ano 1979, anterior ao modelo que o editor Paulo Campo Grande teve nos anos 80

Gurgel X-12 Tocantins ano 1979, anterior ao modelo que o editor Paulo Campo Grande teve nos anos 80  (/)

Sempre me perguntam qual é o melhor carro que dirigi. Nessas horas, sempre tenho uma lista pronta na memória. Normalmente, porém, os carros que mais me marcaram ficaram gravados não só por suas qualidades específicas. A situação em que foram dirigidos também conta. E aí, depois de muito meditar, decidi escrever sobre o Gurgel X-12 Tocantins 1986, que eu tive quando tinha 25 anos de idade.

Naquele tempo, eu praticava canoagem e viajava com frequência atrás de lugares com represas, rios e mares para remar. Foram muitas experiências cheias de aventuras e descobertas de paisagens, fauna, flora e locais que eu jamais conheceria sem o caiaque e sem o Gurgel, um carro que encarava todo tipo de terreno. Ele era 4×2, mas contava com tração traseira e um sistema de freio de mão independente para as rodas de trás, o que ajudava nos trechos mais difíceis. A viagem mais ousada que fiz foi quando dirigi de São Paulo até Ariri, no Paraná, e depois atravessei o canal entre o continente e a Ilha do Cardoso, no litoral sul de São Paulo. Até hoje tenho fotos do X-12 com o caiaque e cima prontos para ganhar o mundo.

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