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Ofuscado pelo Arrizo 6, Caoa Chery Arrizo 5 agora só tem uma versão

Sem margem para erro, fabricante decidiu focar sua produção no Arrizo 6, que vem tendo vendas bem superiores

Por Eduardo Passos 5 mar 2021, 09h43
Para-brisa inclinado confere ar de modernidade à carroceria
Opinião do público levou Arrizo 5 ao paredão Fernando Pires/Quatro Rodas

Imitando a arte, a indústria automotiva colocou mais um modelo em espécie de paredão. A vítima da vez é o Caoa Chery Arrizo 5, que perdeu duas versões e agora é vendido em configuração única.

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Daqui em diante, o Arrizo 5 deixa de contar com as versões RT (de entrada) e RTS (de topo). Resta apenas a intermediária RXS, lançada em janeiro e que custa R$ 87.490. A mecânica é a mesma: motor 1.5 turbo de 150 cv e 21,4 kgfm combinado com câmbio CVT que simula nove marchas.

O elétrico Arrizo 5e também segue vivo e sua linha 2021 está precificada em R$ 159.900.

Em nota, a Caoa Chery esclareceu que a produção foi readequada de acordo “com a demanda do mercado”, já que a procura pelo sedã Arrizo 6 vem sendo cada vez maior. Os números não mentem e, em 2021, o Arrizo 5 vendeu apenas 184 unidades frente a 481 Arrizo 6 emplacados.

O detalhe é que, estruturalmente, Arrizo 5 e Arrizo 6 são praticamente o mesmo carro. O Arrizo 6 é praticamente a reestilização do primeiro, com novas frente e traseira, a ponto de ter porta-malas 32% maior. Além disso, há interior e equipamentos mais refinados, buscando competir com sedãs médios como o Corolla.

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Porta-malas amplo e interior mais refinado ajudaram a impulsionar vendas do Arrizo 6
Porta-malas amplo e interior mais refinado ajudaram a impulsionar vendas do Arrizo 6 Fernando Pires/Quatro Rodas

Obviamente mais caro, o Arrizo 6 também é oferecido em versão única, GSX, a partir de R$ 108.750. O motor, entretanto, é o mesmo de seu companheiro de marca.

Dado o fim do Arrizo 5 RTS, o Arrizo 6 GSX também se torna o sedã mais barato da montadora a oferecer airbags laterais e de cortina como recurso de segurança. 

A decisão da Caoa Chery reforça a escassez de matérias-primas que montadoras ao redor do mundo vêm enfrentando. A principal demanda é por materiais semicondutores, usados na fabricação de chips tanto dos carros quanto de outros eletrônicos.

Arrizo 5 RTS peca na falta de airbags laterais e controle de tração
Arrizo 5 RTS peca na falta de airbags laterais e controle de tração Roberto Assunção/Quatro Rodas

Desde o início da pandemia de covid-19, a produção dos chips foi impactada pelos rigorosos lockdowns asiáticos, ao passo que a demanda aumentou junto à venda de celulares, TVs e outros gadgets úteis ao home office e entretenimento caseiro.

Tendo que reduzir de algum modo a produção, as montadoras vêm agindo “por afinidade”: nos últimos dias, a Toyota anunciou que não venderá mais o Etios no Brasil, fabricando-o em Sorocaba (SP) apenas para exportação. Sua linha de produção será ocupada pelo Corolla Cross. Outro “emparedado” é o Honda Civic, cuja produção em Sumaré (SP) está suspensa.

Procurados por QUATRO RODAS, concessionários da Caoa Chery garantiram que não há risco do Arrizo 5 sair de linha ao longo deste ano. Ao mesmo tempo, as lojas vêm trabalhando com pouco ou nenhum estoque, encomendando unidades sob demanda.

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Arte/Quatro Rodas
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