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Mercedes-Benz quer ser referência para os fãs de tecnologia

Empresa promete seguir levando novos recursos a modelos como o Classe C

Por Vitor Matsubara, de Detroit (EUA)* - Atualizado em 9 nov 2016, 12h59 - Publicado em 14 jan 2014, 11h15
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Há alguns anos empenhada no rejuvenescimento de sua imagem, a Mercedes-Benz lança modelos cada vez mais esportivos e modernos, tanto no design quanto no conteúdo. Depois dos compactos Classe A, CLA e GLA, chega a vez do novo Classe C estrear. E o sedã mais vendido da marca alemã incorpora tecnologias antes oferecidas somente nos modelos mais requintados.

Segundo a Mercedes-Benz, a maioria dos itens tecnológicos que equipam o Classe C vieram do Classe S, em um processo que levou apenas oito meses. Se depender do Chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, Thomas Weber, esta agilidade será cada vez mais comum nos futuros lançamentos da marca.

“Oferecer as últimas tecnologias o quanto antes aos nossos clientes faz parte de nossa estratégia no mercado, até porque ao fazermos isso saímos na frente de nossos rivais. Tradicionalmente, oferecemos tecnologias inéditas no Classe S, principalmente no que diz respeito a sistemas de segurança. Mas, desta vez, em apenas oito meses conseguimos disponibilizar diversas novidades do Classe S no Classe C”, declarou, em entrevista concedida a QUATRO RODAS.

“Isso só é possível por oferecermos plataformas compartilhadas entre nossos veículos compactos e também entre os de maior porte, permitindo que nossos modelos adotem as últimas tecnologias o quanto antes. É por isso que o novo Classe C é o mais seguro de sua categoria, podendo trazer até comodidades como a tecnologia de direção autônoma vista no novo Classe S”, afirmou Weber.

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No entanto, de nada adiantaria oferecer modelos ultra-modernos se o nível de qualidade não for condizente com o que os clientes esperam de um Mercedes-Benz. Weber afirma que a marca se preocupa bastante em manter o (alto) padrão de produção de seus modelos, independente de onde eles sejam produzidos. E o mesmo acontecerá com os futuros Classe C e GLA que sairão da planta de Iracemápolis, no interior de São Paulo, a partir de 2016.

“Toda vez que inauguramos uma nova fábrica seguimos uma espécie de cartilha com os princípios de qualidade da Mercedes-Benz. Por isso, aplicamos um programa muito rígido de seleção de nossos fornecedores e investimos na qualificação da mão-de-obra. A produção de nossos carros utiliza diversos componentes vindos da Alemanha, pelo menos até termos certeza de que temos volume e qualidade suficientes para nacionalizar a produção. Estes fatores foram fundamentais no processo de decisão da fábrica de Iracemápolis”.

Questionado sobre a possibilidade de os modelos feitos no Brasil contarem com a tecnologia flexível – algo considerado “indispensável” pelo CEO da Daimler AG, Dieter Zetsche -, Weber afirmou que os carros “brasileiros” poderão rodar com etanol ou gasolina.

“Fizemos várias reuniões até resolvermos este problema, pois sabemos que o Brasil é o mercado mais importante quando falamos em tecnologia flexível. Analisamos se esta decisão faria sentido e pesquisamos o que o mercado pede, até concluirmos que seria interessante apoiar este tipo de decisão (fabricar carros com motores flex)”.

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Por fim, Weber ressaltou que a tecnologia continuará sendo um dos pilares da Mercedes-Benz no desenvolvimento de seus futuros lançamentos.

“Somos a empresa líder em tecnologia. Nós inventamos o carro e acreditamos que podemos fazer tudo que for possível para tornar a vida a bordo mais agradável no futuro. O Classe S, por exemplo, é uma vitrine que traduz nossa filosofia de incluir tudo que há de melhor atualmente. Estamos constantemente desenvolvendo novidades para os próximos anos, e assim vamos continuar fazendo nos próximos anos”.

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*Repórter viajou a convite da Anfavea

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