Jaguar Land Rover cria porta que abre sozinha para acesso de deficientes

Empresa espera que nova tecnologia possa ser oferecida em todos os modelos das duas marcas no futuro; atleta com três amputações é o "cobaia"

Portas são abertas por uma série de sensores e fecham ao apertar um botão

Portas são abertas por uma série de sensores e fecham ao apertar um botão (Jaguar Land Rover/Divulgação)

Para facilitar o acesso de pessoas com algum tipo de deficiência ao carro, a Jaguar Land Rover desenvolveu o protótipo da chamada porta mobilidade, que abre automaticamente quando o motorista se aproxima. Isso ocorre graças a uma combinação de sensores de movimento, tecnologia de abertura sem chave e controle de gestos.

Uma vez dentro do veículo, os ocupantes podem fechar a porta mobilidade por meio de um botão, evitando a necessidade de alcançar a maçaneta. A empresa afirma que a tecnologia pode facilitar significativamente a vida de motoristas com deficiência, já que muitos reclamam das dificuldades de acesso ao carro. Também é um recurso útil para aqueles que precisam abrir a porta carregando itens pesados.

Atleta Mark Ormrod, que sofreu três amputações, trabalhou diretamente com a marca

Atleta Mark Ormrod, que sofreu três amputações, trabalhou diretamente com a marca (Jaguar Land Rover/Divulgação)

O sistema foi desenvolvido ao longo de seis meses e, agora, vem sendo testado em uma unidade do Range Rover Sport. A JLR espera que a tecnologia possa ser oferecida em todos os seus modelos no futuro, especialmente em veículos compartilhados.

Sensores de radar do lado do motorista detectam carros e outros obstáculos para prevenir danos quando a porta for aberta automaticamente. O sistema de entretenimento mostra o status de cada porta, além de permitir operar as duas dianteiras. O software pode ainda ser usado para programar que as portas sejam fechadas e trancadas também sozinhas quando o motorista se afasta do veículo.

Durante o desenvolvimento do protótipo, a empresa trabalhou com o atleta Mark Ormrod, medalhista de ouro nos Jogos Invictus – evento que reúne diversas modalidades esportivas para pessoas com deficiência –, que teve as duas pernas e o braço direito amputados por uma bomba no Afeganistão há 10 anos.

Ele elogiou o sistema, afirmando que abrir e fechar as portas pode parecer uma tarefa insignificante para a maioria das pessoas, mas acabam se tornando frustrantes para aqueles que precisam conviver com a deficiência física.

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