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Fora de perigo

Volvo cria pacote de tecnologias para que nenhum de seus carros se envolva em acidentes graves ou fatais

Por Alexandre Akashi Atualizado em 9 nov 2016, 14h12 - Publicado em 4 dez 2014, 16h11
geral

O que é preciso para eliminar as mortes ou feridos graves nos acidentes de trânsito? Na indústria automobilística, milhares de pessoas trabalham há anos para responder essa pergunta. E todas as soluções apontam para a mesma direção: automatização cada vez maior, afastando os motoristas das decisões mais importantes.

Uma das pioneiras nessa área, a Volvo está desenvolvendo um projeto em parceria com seus fornecedores, centros de pesquisa e universidades suecas que pretente dar fim aos acidentes sérios. O programa Non-Hit Car and Truck define que, a partir de 2020, nenhuma pessoa deverá morrer ou sofrer ferimentos graves dentro de um carro da marca. Para isso, todo Volvo terá de ser equipado com tecnologias que permitirão monitorar o trânsito e todo o espaço ao redor do veículo, intervindo quando for necessário. O sistema emprega câmeras, radares por ondas, radares por laser e GPS, tudo ligado a um processador de dados que pode emitir alertas ao motorista e também acionar os demais sistemas do veículo, para acelerar, frear ou desviar.

A interferência não é total, contudo. Ao detectar a aproximação de um pedestre, por exemplo, um alerta sonoro e visual é emitido, ao mesmo tempo que o freio é acionado levemente. Se o motorista frear, o sistema dá total assistência à frenagem. Mas se, por algum motivo, o motorista não reagir, aí sim o sistema ativa os freios de forma autônoma.

A tecnologia Volvo é capaz também de avaliar o risco em determinadas situações e elaborar alternativas de fuga, para o motorista ou para o carro, se for o caso. Ao lado, veja como tudo funciona.

OLHAR ELETRÔNICO

Câmeras reconhecem sinais de trânsito (velocidade, curva fechada, proibido ultrapassar) e detectam semáforos e objetos em movimento (pedestres, ciclistas e outros veículos). radares instalados nas extremidades da carroceria medem a distância do carro em relação a outros objetos, fazendo uma varredura de 360 graus em volta do veículo.

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SINAL DE ALERTA

o sensor de fadiga não considera só tempo de condução e movimentação do motorista ao volante (ligando rádio, acionando as setas), como alguns carros atuais, mas também o comportamento do veículo (acelerações, frenagens e uso de espaço nas faixas). Assim, identifica sinais de sonolência ou distração. Se isso ocorrer, um convite para uma pausa aparece no painel.

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ROTAS DE FUGA

Com as informações de câmeras e radares, um software gerador de manobras trabalha em tempo real na identificação de situações de risco e de manobras alternativas para evitar acidentes. O sistema pode enviar alertas ao motorista e também interferir diretamente na condução do veículo, freando o carro e até assumindo o volante e desviando do obstáculo automaticamente.

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RESPOSTAS AUTÔNOMAS

Na iminência de acidente, os dispositivos eletrônicos assumem o controle. Os freios são acionados, por exemplo, se o motorista não perceber a aproximação de outro veículo. A direção faz correções se houver mudança de faixa sem que o sinal de seta tenha sido acionado. O motor tem ainda a potência reduzida se o carro estiver prestes a perder tração e estabilidade.

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