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Ferrari e os bizarros processos contra fãs, celebridades e até clientes

Marca italiana é uma das mais icônicas do mundo automotivo, mas carrega em sua história alguns casos inusitados de brigas judiciais

Por Renan Bandeira - Atualizado em 15 Maio 2020, 13h15 - Publicado em 15 Maio 2020, 11h54
As rodas eram aro 17
Christian Castanho/Quatro Rodas

Se a Ferrari dispensa apresentações até para quem não é fã de carros, algumas brigas da empresa para zelar a própria imagem podem surpreender (ou desapontar) quem só lembra do fabricante italiano pelo modelos esportivos. Confira algumas delas:

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Ferrari vs. ONG

Thomas Geiger/Quatro Rodas

O mais recente foi no início deste ano, quando a Ferrari processou uma ONG italiana para obter a exclusividade do nome “Purosangue”.

A marca pretende usar este nome em seu SUV que será lançado em 2022. No entanto, a fundação é chamanda de “Purosangue” desde 2013 – data em que iniciou os trabalhos para combater o doping no esporte.

Em sua ação, a fabricante alega que a ONG não utilizou a marca o suficiente nos últimos cinco anos e isso não deve impossibilitar o uso do nome em seu SUV.

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No entanto, o advogado da fundação afirma que a organização já teve dois modelos de tênis lançados em parceria com a Adidas para arrecadar fundos e, que isso, é suficiente para demonstrar que a marca tem sido usada.

O caso ainda não teve um final e a Ferrari não alterou o nome do seu novo veículo até o momento. 

Ferrari vs. fãs

Reprodução/Internet

Em 2008, um adolescente de 15 anos criou uma página de fãs de Ferrari no Facebook. Em pouco tempo, ela cresceu e adquiriu mais de 10 milhões de seguidores.

O sucesso chamou a atenção da empresa italiana, que, em 2010, entrou em contato com o criador, Saamy Wasem, e seus pais, para solicitar o controle da página.

O fundador da fanpage concordou em dividir a liderança com a empresa, mas, depois de alguns anos, sofreu um duro golpe da marca de luxo, que retirou suas permissões de administrador e o colocou como “criador de conteúdo”.

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A mudança fez com que Wasem entrasse em contato com a Ferrari com o pedido para que fosse recolocado como administrador da página. Sua solicitação não foi aceita e a disputa foi à Justiça.

Uma longa batalha judicial foi iniciada. Mas sem final feliz para ambos os lados, o caso foi arquivado, de acordo com o site mexicano Motorpasion.

Ferrari vs. clientes

Reprodução/Internet

O famoso DJ canadense Deadmau5 comprou uma Ferrari 458 Italia e decidiu personalizá-la completamente utilizando o tema Nyan Cat – um meme que se tornou popular no Youtube há alguns anos.

Além disso, trocou as assinaturas do veículo para “Purrari” e adicionou tapetes personalizados ao modelo.

No entanto, a transformação de sua Ferrari não durou muito tempo, já que a marca italiana comunicou o produtor musical de que teria de voltar sua 458 Italia para o estado autêntico, caso contrário, seria levado à Justiça.

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Irritado, o DJ desfez as alterações de seu veículo e o vendeu para comprar um Lamborghini.

Ferrari vs. produtos

Reprodução/Internet

Outro caso que chamou a atenção é o do estilista alemão Phillip Plein, que teve de remover fotos de sua conta no Instagram em que apareciam sua Ferrari 812 Superfast.

A marca alegou que o designer de moda usava a assinatura do veículo para valorizar seus produtos, avaliando como inadequado o uso não remunerado dos logotipos da empresa italiana.

Plein acabou apagando todas as publicações de seus produtos que apareciam ao lado de sua Ferrari em seu perfil na rede social.

Ferrari vs. celebridades

Reprodução/Internet

Rumores indicam que a Ferrari possui uma lista negra de celebridades que não podem comprar veículos da marca.

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De acordo com o Motorpasion, o lutador Floyd Mayweather não pode ter novos modelos devido ao pouco tempo que os carros ficam em sua garagem e também por utilizar os veículos apenas para exibição nas redes sociais.

Ao que parece, a marca pede alguns requisitos antes de vender um de seus veículos, como: já ter possuído um carro da marca, ter uma imagem pública limpa e não se envolver em escândalos.

Caso não seja enquadrado no perfil, a empresa não autoriza a venda de qualquer modelo, independentemente do valor a será pago.

Ferrari vs. admiradores

Dentista construiu a réplica de forma artesanal Arquivo Pessoal/Reprodução/Internet

No Brasil não é diferente. Há cerca de um ano, o dentista Vitor Estevam foi processado pela Ferrari por construir uma réplica da F40 no Brasil.

Em entrevista ao G1, ele afirmou que estava construindo o modelo por paixão, mas decidiu vender, ainda inacabado, por ter sofrido um furto em seu consultório – que prejudicou suas finanças.

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O anúncio pedia R$ 80.000 e chamou a atenção da Ferrari, que efetuou uma denúncia à Polícia Civil, e o projeto foi apreendido.

A empresa acionou o dentista na Justiça, mas perdeu a ação neste ano.

Agora, com a decisão judicial, a defesa de Estevam pediu que o veículo seja devolvido, e entrou com uma ação que pede a indenização de R$ 4 milhões por dano moral e material.

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Fernando Pires/Quatro Rodas
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