Estes seis carros estão esquecidos no Brasil, mas ainda são bom negócio

Cobalt, Trailblazer, Tucson, Oroch, Sentra, Lancer: modelos esquecidos pelo mercado ainda são interessantes pelo preço e pelos equipamentos

Esqueceu de algum deles? Acredite, ainda estão nas lojas

Esqueceu de algum deles? Acredite, ainda estão nas lojas (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A ciência por trás do sucesso de alguns carros não é exata. Os automóveis mais vendidos nem sempre são os mais baratos, equipados e potentes, ou as opções mais racionais de seus respectivos segmentos, com os menores custos de propriedade.

Esse comportamento do consumidor tira o sono do departamento de marketing das marcas concorrentes.

QUATRO RODAS reuniu alguns modelos que andam apagados no mercado em diversos segmentos, seja pelo tempo que estão à venda sem grandes mudanças, seja por puro preconceito dos compradores, mas que ainda têm algo bom para mostrar e justificar sua compra.

Levantamentos do custo das peças mais suscetíveis a danos em batidas, do valor do seguro e dos preços das revisões trouxeram boas surpresas, como o SUV que tem manutenções periódicas mais baratas que as do hatch compacto da mesma marca. Ou, então, o sedã com um motor antigo tão eficiente quanto um motor menor e mais moderno.

Por outro lado, não deixamos de considerar os pontos negativos de cada modelo. É hora de descobrir que alguns realmente são injustiçados, mas outros cometem deslizes suficientes para decidir a compra a favor do concorrente.

Renault Duster Oroch – Sua a partir de R$ 64.690

Caçamba tem volume maior que o porta-malas do Duster

Caçamba tem volume maior que o porta-malas do Duster (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Em dimensões, a Renault Duster Oroch fica bem ali entre as picapes compactas e as médias. Os preços, porém, são até menores que os das compactas. A Oroch Express custa R$ 64.990 – ou R$ 67.690 com ar-condicionado, que surpreendentemente não é de série.

Com pacote equivalente, também com assistência na direção e vidros e travas elétricos, a Saveiro Robust Cabine Dupla custa R$ 72.280 e a Fiat Strada Hard Working sai por R$ 73.990.

O painel é o mesmo do SUV e a central é de série na versão Dynamique

O painel é o mesmo do SUV e a central é de série na versão Dynamique (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A versão mais vantajosa é a intermediária, Dynamique, com motor 1.6 16V de 120 cv. Custa R$ 75.490 e tem ainda faróis de neblina, banco do motorista com regulagem de altura e barras no teto, além das rodas de liga leve e dos sensores de estacionamento e da central MediaNav.

Derivada do Duster (que custa R$ 78.990 na versão equivalente), a Oroch tem o mesmo espaço traseiro do SUV, mas troca o porta-malas, de 475 litros, pela caçamba com volume de 683 litros e que pode levar até 650 kg.

Tampa da caçamba da Oroch é uma das mais pesadas do mercado

Tampa da caçamba da Oroch é uma das mais pesadas do mercado (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Em compensação, tem em todas as versões a suspensão traseira multilink similar à usada pelo Duster apenas na versão com tração 4×4. Na prática, é mais firme e rola menos que o SUV em curvas.

Por outro lado, mantém a mesma direção eletro-hidráulica.

A Renault Oroch soa interessante até mesmo para quem não precisa de caçamba, mas vendeu menos da metade que o Duster no primeiro semestre: 6.034 unidades contra 13.012. Considerando as picapes compactas, fica atrás até da velha Chevrolet Montana.

Custos – Renault Duster Oroch Dynamique 1.6

  • Seguro: R$ 1.661
  • Revisões até 60.000 km: R$ 3.106
  • Cesta de peças: R$ 5.634
  • Garantia: 3 anos
  • Pontos positivos: preço, nível de equipamentos, espaço interno, valor do seguro
  • Pontos negativos: direção e tampa da caçamba pesadas, consumo elevado para um 1.6

Ficha técnica – Renault Duster Oroch Dynamique 1.6

  • Preço: R$ 75.490
  • Motor: flex., diant., transv., 4 cil. em linha, 1.597 cm3, 16V, 78 x 83,6 mm, 10,7:1, 120/118 cv a 5.500 rpm, 16,2 mkgf a 4.000 rpm
  • Câmbio: manual, 5 marchas, tração dianteira
  • Suspensão: McPherson (diant.)/multilink (tras.)
  • Freios: disco ventilado (diant.) e tambor (tras.)
  • Direção: eletro-hidráulica
  • Rodas e pneus: liga leve, 215/65 R16
  • Dimensões: comprimento, 469,3 cm; largura, 182,1 cm; altura, 169,5 cm; entre-eixos, 282,9 cm; altura livre do solo, 20,6 cm; caçamba, 683 l (650 kg); tanque de combustível, 50 l; peso, 1.296 kg

Teste – Renault Duster Oroch Dynamique 1.6

Aceleração
0 a 100 km/h: 12,4 s
0 a 1.000 m: 34,1 s – 152 km/h

Retomada
40 a 80 km/h (3a): 8,4 s
60 a 100 km/h (4a): 13,1 s
80 a 120 km/h (5a): 22,1 s

Frenagens
60/80/120 km/h – 0 m: 15,9/28/65,3 m

Consumo
Urbano: 9,7 km/l
Rodoviário: 11,9 km/l

Chevrolet Cobalt – Seu a partir de R$ 68.490

Versão LTZ também tem rodas aro 15, mas com outro desenho das usadas pela extinta versão Elite

Versão LTZ também tem rodas aro 15, mas com outro desenho das usadas pela extinta versão Elite (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O Chevrolet Cobalt é o modelo ideal para quem compra carro por metro quadrado. É maior e mais espaçoso que o antigo Astra Sedan e tem porta-malas de 563 litros – são 103 litros a mais do que o Corolla e 123 que o Cruze.

Mas ainda é um sedã compacto como o Prisma.

Embora tenha sido o único Cobalt que a GM dispunha para as fotos, o Elite deixou de existir na linha 2020. Restou apenas o Cobalt LTZ, que custa R$ 68.490 com câmbio manual e R$75.790 com câmbio automático.

Em média, é só R$ 3.000 mais caro que as mesmas versões do Prisma LTZ, com os mesmos equipamentos.

Sedã compartilha instrumentos, volante e botões com o Prisma

Sedã compartilha instrumentos, volante e botões com o Prisma (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O Cobalt leva vantagem em dois aspectos importantes para veículos familiares: seu espaço interno é bem maior, graças ao entre-eixos 10 cm mais longo (2,62 m contra 2,52 m) e seu motor, um pouco mais potente.

São 111 cv e 17,7 mkgf no 1.8 8V Família 1 (que estreou por aqui no Meriva em 2002) contra os 106 cv e 13,9 mkgf do 1.4 8V do Prisma.

Bom é que com as diversas atualizações sofridas nos últimos anos deixaram o 1.8 quase tão eficiente quanto o 1.4.

Porta-malas pode levar até 563 litros

Porta-malas pode levar até 563 litros (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O Prisma atual será substituído pelo Onix Sedan em outubro, mas o Cobalt deverá sobreviver nas lojas por mais alguns anos. Será uma alternativa mais conservadora ao novo sedã, que ainda será menor, porém mais eficiente e mais bem equipado.

Hoje essa estratégia só tem convencido frotistas: eles compraram 80% dos 6.704 Cobalt vendidos no primeiro semestre.

Custos – Chevrolet Cobalt LTZ 1.8 AT

  • Seguro: R$ 1.611
  • Revisões até 60.000 km: R$ 3.484
  • Cesta de peças: R$ 6.307
  • Garantia: 3 anos
  • Pontos positivos: espaço interno, porta-malas, nível de equipamentos de série
  • Pontos negativos: design, falta de equipamentos de segurança básicos e acabamento pobre

Ficha técnica – Chevrolet Cobalt LTZ 1.8 AT

  • Preço: R$ 75.790
  • Motor: flex, diant., transversal, 4 cilindros, 1.796 cm³, 80,5 x 88,2 mm, 10,5:1, 108/106 cv a 5 400/5 600 rpm, 17,1/16,4 mkgf a 3.200 rpm
  • Câmbio: automático, 6 marchas
  • Suspensão: McPherson (diant.)/eixo de torção (tras.)
  • Freios: disco ventilado (diant.) e tambor (tras.)
  • Direção: elétrica
  • Rodas e pneus: liga leve, 185/65 R17
  • Dimensões: comprimento, 448,1 cm; largura, 173,5 cm; altura, 152,3 cm; entre-eixos, 262 cm; altura livre do solo, 13,3 cm; peso, 1.129 kg; tanque, 54 l; porta-malas, 563 l

Teste – Chevrolet Cobalt LTZ 1.8 AT

Aceleração
0 a 100 km/h: 13,1 s
0 a 1.000 m: 34,8 s – 146,4 km/h

Retomada (D)
40 a 80 km/h: 6,1 s
60 a 100 km/h: 7,4 s
80 a 120 km/h: 10,9 s

Frenagens
60/80/120 km/h – 0 m: 15,9/26,3/62,5 m

Consumo
Urbano: 10,4 km/l
Rodoviário: 13,8 km/l

Mitsubishi Lancer – Seu por R$ 81.990

Rodas de liga aro 18 impressionam, mas o Lancer ficou mais alto do que deveria

Rodas de liga aro 18 impressionam, mas o Lancer ficou mais alto do que deveria (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Este foi o primeiro e certamente será o último Mitsubishi Lancer produzido no Brasil. A atual geração do sedã médio surgiu lá fora em 2007, mas só apareceu por aqui em 2011.

A produção nacional, por sua vez, começou em 2014. Talvez o atraso para chegar ao país tenha garantido a sobrevida do sedã médio por aqui depois que saiu de linha no Japão.

O fato é que, mesmo com o peso da idade avançada nas costas, o Lancer tem fãs cativos. Outro ponto é que ele raramente é considerado na hora da compra por quem procura um sedã médio.

É melhor enxergá-lo como uma alternativa aos sedãs compactos premium.

Painel entrega o projeto de 12 anos e tem acabamento simples

Painel entrega o projeto de 12 anos e tem acabamento simples (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Na tabela, o Lancer custa R$ 81.990 na versão HL e R$ 86.990 na versão HL-T. Mas as concessionárias trabalham com descontos de R$ 10.000, em média.

O sedã com motor 2.0 de 160 cv, câmbio CVT – bastante ágil, diga-se – rodas aro 18, central multimídia, ar-condicionado automático, faróis com acendimento automático e sensor de chuva sai pelo preço de um Honda City LX 1.5, que também carece de controles de tração e estabilidade e tem espaço interno equivalente.

Dobradiça pantográfica não amassa as malas e é raridade

Dobradiça pantográfica não amassa as malas e é raridade (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Se o Honda não tem revisões com preço fixo, as do Mitsubishi são feitas a cada seis meses em vez de um ano.

Ainda assim, vale ficar atento às movimentações da Mitsubishi. A fabricante japonesa anunciou que seu foco a partir de agora são os veículos utilitários e hoje o Lancer é vendido apenas no Brasil e na China, já com novo visual. Seu fim por aqui pode estar próximo.

Custos – Mitsubishi Lancer HL-T 2.0 CVT

  • Seguro: R$ 2.431
  • Revisões até 60.000 km: R$ 4.890
  • Cesta de peças: R$ 10.958
  • Garantia: 3 anos
  • Pontos positivos: conjunto motor e câmbio, nível de equipamentos, design esportivo
  • Pontos negativos: preços de peças, consumo, revisões a cada seis meses ou 10.000 km

Ficha técnica – Mitsubishi Lancer HL-T 2.0 CVT

  • Preço: R$ 81.990
  • Motor: gasolina, diant., transv., 4 cil. em linha, 1.998 cm3, 16V, 86 x 86 mm, 10:1, 160 cv a 6.000 rpm, 20,1 mkgf a 4.200 rpm
  • Câmbio: CVT, 6 marchas simuladas, tração dianteira
  • Suspensão: McPherson (diant.)/multilink (tras.)
  • Freios: disco ventilado (diant.) e sólido (tras.)
  • Direção: hidráulica
  • Rodas e pneus: liga leve, 215/45 R18
  • Dimensões: comprimento, 457 cm; largura, 176,5 cm; altura, 150,5 cm; entre-eixos, 263,5 cm; altura livre do solo, 17 cm; peso, 1.310 kg; tanque, 59 l; porta-malas, 413 l

Teste – Mitsubishi Lancer HL-T 2.0 CVT

Aceleração
0 a 100 km/h: 10,6 s
0 a 1.000 m: 32 s – 165,6 km/h

Retomada (D)
40 a 80 km/h: 4,7 s
60 a 100 km/h: 5,7 s
80 a 120 km/h: 7,5 s

Frenagens
60/80/120 km/h – 0 m: 17,4/29,6/70,2 m

Consumo
Urbano: 8,3 km/l
Rodoviário: 12,3 km/l

Nissan Sentra – Seu a partir de R$ 85.790

De traseira, o Sentra é mais conservador do que os rivais

De traseira, o Sentra é mais conservador do que os rivais (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Apesar da origem japonesa, o Nissan Sentra vê de longe o sucesso de Toyota Corolla e Honda Civic.

Com 1.457 unidades emplacadas no primeiro semestre, ficou atrás de Chevrolet Cruze e Volkswagen Jetta – que vendeu 5.833 carros, quatro vezes mais.

E olha que o Sentra é mais barato: parte dos R$ 85.790 na versão S, que já tem o câmbio automático CVT combinado ao motor 2.0, controle eletrônico de estabilidade, sensor de estacionamento, retrovisor eletrocrômico, faróis automáticos e rodas aro 16.

A SV, fotografada, também é a mais vendida e soma ar automático bizona, bancos com imitação de couro, piloto automático, sistema multimídia, câmera de ré e rodas aro 17 ao preço de R$ 94.790. Os Jetta e Cruze mais baratos custam R$ 100.000.

Volante é inspirado no 370Z, mas central não tem Android Auto ou Apple Carplay

Volante é inspirado no 370Z, mas central não tem Android Auto ou Apple Carplay (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O que não dá para negar é que o Sentra é o sedã que mais acusa a idade. Não do motorista, mas de seu projeto – esta geração estreou por aqui em 2013 e os usados têm bons preços (leia na pág. 86).

A mecânica é conservadora: o motor 2.0 tem 140 cv e 20 mkgf (pouco perto dos rivais turbo) e o câmbio CVT não simula marchas.

É um carro pacato, que parece feito para ser agradável. O rodar confortável e silencioso, que combina com sua aceleração de 0 a 100 km/h em 11,5 s (no nosso teste) e com a direção leve, que facilita as manobras.

Porta-malas tem capacidade de 503 litros

Porta-malas tem capacidade de 503 litros (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O acabamento é bom, com direito a painel todo emborrachado, e o espaço generoso tanto para os ocupantes, acolhidos em ótimos bancos, como para a bagagem, acomodada em um porta-malas de 503 litros.

Custos – Nissan Sentra SV 2.0 CVT

  • Seguro: R$ 2.806
  • Revisões até 60.000 km: R$ 3.114
  • Cesta de peças: R$ 9.543
  • Garantia: 3 anos
  • Pontos positivos: preço, espaço interno e pacote de equipamentos
  • Pontos negativos: desempenho, consumo, idade do projeto, preço de peças

Ficha técnica – Nissan Sentra SV 2.0 CVT

  • Preço: R$ 94.790
  • Motor: flex, diant., transv., 4 cil., 1.997 cm3, 16V, 84 x 90,1 mm, 9,7:1, 140 cv a 5.100 rpm, 20 mkgf a 4.800 rpm
  • Câmbio: CVT, tração dianteira
  • Suspensão: McPherson (diant.)/eixo de torção (tras.)
  • Freios: disco ventilado (diant.) e tambor (tras.)
  • Direção: elétrica
  • Rodas e pneus: liga leve, 205/50 R17
  • Dimensões: comprimento, 463,6 cm; largura, 176,1 cm; altura, 150,4 cm; entre-eixos, 270 cm; altura livre do solo, 18,6 cm; peso, 1.337 kg; tanque, 52 l; porta-malas, 503 l

Teste – Nissan Sentra SV 2.0 CVT

Aceleração
0 a 100 km/h: 11,5 s
0 a 1.000 m: 33,1 s – 158,7 km/h

Retomada (D)
40 a 80 km/h: 4,9 s
60 a 100 km/h: 6,3 s
80 a 120 km/h: 8,3 s

Frenagens
60/80/120 km/h – 0 m: 15,8/26,5/63,2 m

Consumo
Urbano: 10,4 km/l
Rodoviário: 14,5 km/l

Hyundai Tucson – Seu a partir de R$ 137.990

Versão GLS tem rodas aro 17 e lanternas sem leds

Versão GLS tem rodas aro 17 e lanternas sem leds (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A nova geração do Hyundai Tucson não vai tão bem nas lojas como a primeira, que popularizou os SUVs médios no Brasil entre 2005 e 2018, quando saiu de linha.

Teve 2.682 unidades vendidas no primeiro semestre, menos de 10% dos 28.035 Jeep Compass que ganharam as ruas no mesmo período.

Não faltam qualidades ao Tucson, que leva vantagem sobre o Jeep Compass no espaço interno, principalmente na segunda fileira de bancos e no porta-malas: são 513 litros contra 410 litros. E ainda é mais potente.

Amplos ajustes de banco e direção garantem boa posição de dirigir

Amplos ajustes de banco e direção garantem boa posição de dirigir (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Seu motor 1.6 turbo com injeção direta só queima gasolina, é verdade, mas gera 177 cv, contra 166 cv do Compass com motor 2.0 flex.

Impressiona pelo fôlego e pelo bom casamento com câmbio automatizado de duas embreagens e sete marchas, mais rápido e suave que o automático de seis marchas do rival.

Não poderia ser diferente em um SUV batizado por uma cidade do Arizona: a suspensão privilegia o conforto e o freio de estacionamento é acionado por pedal, como um bom carro pensado para o mercado norte-americano.

Porta-malas comporta 513 litros

Porta-malas comporta 513 litros (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Tem teto panorâmico, central de 7 polegadas, rodas de liga aro 17, banco do motorista com ajustes elétricos e ar-condicionado bizona com saídas traseiras desde a versão de entrada, GLS, que custa R$ 137.990. É um bom pacote frente aos R$ 146.990.

As peças importadas – só a montagem é feita no Brasil – são caras, mas as revisões até 60.000 km custam menos que as do HB20: R$ 2.654 contra R$ 2.726.

Custos Hyundai New Tucson 1.6 T GLS

  • Seguro: R$ 2.028
  • Revisões até 60.000 km: R$ 2.654
  • Cesta de peças: R$ 9.067
  • Garantia: 5 anos
  • Pontos positivos: desempenho, espaço interno, custo de manutenção, garantia
  • Pontos negativos: faltam sensores de estacionamento e cinto de três pontos

Ficha técnica Hyundai New Tucson 1.6 T GLS

  • Preço: R$ 137.990
  • Motor: gasolina, diant., transv., 4 cil. em linha, turbo, injeção direta, 1.591 cm3, 16V, 77 x 85,4 mm, 10:1, 177 cv a 5.500 rpm, 27 mkgf a 1.500 rpm
  • Câmbio: automatizado de dupla embreagem, 7 marchas, tração dianteira
  • Suspensão: McPherson (diant.)/multilink (tras.)
  • Freios: disco ventilado (diant.) e sólido (tras.)
  • Direção: elétrica
  • Rodas e pneus: liga leve, 225/65 R17
  • Dimensões: comp., 447,5 cm; larg., 185 cm; alt., 166 cm; entre-eixos, 267 cm; altura livre do solo, 17,2 cm; peso, 1.624 kg; tanque, 62 l; porta-malas, 513 l

Teste – Hyundai New Tucson 1.6 T GLS

Aceleração
0 a 100 km/h: 8,7 s
0 a 1.000 m: 30,1 s – 176,2 km/h

Retomada (D)
40 a 80 km/h: 3,6 s
60 a 100 km/h: 4,5 s
80 a 120 km/h: 5,8 s

Frenagens
60/80/120 km/h – 0 m: 17,1/29,5/67 m

Consumo
Urbano: 11,1 km/l
Rodoviário: 13,9 km/l

Chevrolet Trailblazer – Seu a partir de R$ 193.190

A versão LTZ foi transformada em Premier para 2020

A versão LTZ foi transformada em Premier para 2020 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Até o lançamento do novo Mitsubishi Pajero Sport, o Chevrolet Trailblazer brigou sozinho com o Toyota SW4.

E perdeu feio: o Toyota fabricado na Argentina teve 6.664 unidades emplacadas no semestre, contra 1.576 do Chevrolet de São José dos Campos (SP).

Tradição e marca pesam neste segmento. Pelo visto, mais até que o preço e o desempenho do carro.

O Trailblazer é o mais potente e barato dos SUVs grandes com chassi de longarinas: parte dos R$ 193.190 na versão Premier (nome da antiga versão LTZ a partir da linha 2020) com o motor V6 3.6 com injeção direta de 277 cv.

SUV tem central MyLink e ar-condicionado automático

SUV tem central MyLink e ar-condicionado automático (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O valor que sobe para R$ 235.990 com o motor 2.8 turbodiesel de 200 cv. O SW4 SRX (177 cv) custa R$ 263.790 e o Pajero Sport (190 cv), R$ 265.990.

Por conta do tamanho, assistentes como os sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, câmera de ré e alertas para saída involuntária de faixa, de colisão frontal, de pontos cegos e de movimentação traseira cruzada são úteis, mas faltam itens esperados de um veículo tão caro, como chave presencial, faróis de xenônio e ajuste de profundidade da direção.

Espaço traseiro é bom o suficiente para adultos

Espaço traseiro é bom o suficiente para adultos (Christian Castanho/Quatro Rodas)

No entanto, preserva equipamentos preponderantes do segmento como ar-condicionado automático com saídas traseiras e terceira fileira de assentos, que tem espaço para adultos e fácil acesso.

O Trailblazer é um veículo ágil e confortável, seja na terra, seja no asfalto. Pela diferença de R$ 27.800 na comparação com o SW4, deve ser uma opção a ser considerada para quem precisa de um SUV com tração 4×4 de verdade.

Custos – Chevrolet Trailblazer 2.8 Premier

  • Seguro: R$ 4.177
  • Revisões até 60.000 km: R$ 5.896
  • Cesta de peças: R$ 12.914
  • Garantia: 3 anos
  • Pontos positivos: espaço interno, motor, pacote de equipamentos de segurança
  • Pontos negativos: rolagem da carroceria em curvas, custos de peças, custo de revisão

Ficha Técnica – Chevrolet Trailblazer 2.8 Premier

  • Preço: R$ 235.990
  • Motor: diesel, diant., longit., 4 cil. em linha, 2.776 cm3, 16V, 94 x 100 mm, 16,5:1, 200 cv a 3.600 rpm, 51 mkgf a 2.000 rpm
  • Câmbio: automático, 6 marchas, tração 4×4
  • Suspensão: McPherson (diant.)/eixo rígido (tras.)
  • Freios: disco ventilado (diant. e tras.)
  • Direção: elétrica
  • Rodas e pneus: liga leve, 265/60 R18
  • Dimensões: comprimento, 499,7 cm; largura, 190,2 cm; altura, 184,4 cm; entre-eixos, 284,5 cm; altura livre do solo, 19 cm; peso, 2.161 kg; tanque, 76 l; porta-malas, 554 l (5 lugares) e 205 l (7 lugares)

Teste – Chevrolet Trailblazer 2.8 Premier

Aceleração
0 a 100 km/h: 9,7 s
0 a 1.000 m: 37,6 s – 135,1 km/h

Retomada (D)
40 a 80 km/h: 4,2 s
60 a 100 km/h: 5,7 s
80 a 120 km/h: 7,4 s

Frenagens
60/80/120 km/h – 0 m: 15,9/28,7/65,8 m

Consumo
Urbano: 9,1 km/l
Rodoviário: 13,1 km/l

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