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Quando comprar um automóvel financiado é mais vantajoso que pagar à vista

Por André Paixão | Foto: Renato Pizzutto Atualizado em 9 nov 2016, 12h11 - Publicado em 20 dez 2012, 17h57
geral

Pagar um carro à vista exige um pesado investimento, que nem sempre alguém tem condições de bancar. Assim, os financiamentos podem ser ótimas soluções para esses casos, já que o comprador leva o veículo na hora e paga a conta em parcelas, com juros. Dependendo do prazo de pagamento, a quantia paga ao fim do plano é quase suficiente para adquirir outro carro. Porém, uma alternativa para quem não tem o valor total de um veículo e não quer perder dinheiro com um financiamento são os planos com juro zero.

Numa rápida consulta aos classificados de qualquer jornal, é fácil encontrar uma série de anúncios divulgando essa prática. Isso porque quase todos os fabricantes entraram nessa onda. Mas é preciso cuidado. “O maior obstáculo nesses casos é a porcentagem de entrada que as marcas exigem, de pelo menos 50%, além do prazo de financiamento reduzido”, diz o economista Raphael Galante.

Considerando condições tão rigorosas, a prática pode ser lucrativa para outro tipo de cliente: aquele que paga à vista. Até porque a maioria dos compradores não é contemplada com os benefícios da taxa zero. Segundo a Anef, a associação das financeiras das montadoras, o prazo médio de financiamento no Brasil é de 40 meses. “Os maiores beneficiados com planos de juro zero são aqueles que podem comprar um carro à vista”, afirma Galante.


É o caso do corretor imobiliário Marcio Tirotti. Quando resolveu trocar de carro, pensava em comprar um March pagando na hora, mas mudou de ideia com a promoção da revenda Nissan. Com 30% de entrada, o saldo poderia ser parcelado em 18 vezes sem juros. “Depois que coloquei no papel, incluindo a TAC [Taxa de Abertura de Crédito] de 800 reais, vi que economizaria mais de 2 000 reais”, disse. Feliz da vida, aplicou a diferença na previdência privada. A economia é suficiente para encher o tanque de 41 litros do March mais de 30 vezes com etanol, com o litro custando 1,80 real.


“Esse tipo de prática só dá resultado se o rendimento do valor aplicado for superior às TACs médias de 800 a 1 000 reais cobradas pelas financeiras para conceder crédito, além do IOF, que varia de acordo com o preço do veículo”, diz Raphael Galante.

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