Dez promessas recentes de carros que acabaram não vindo para o Brasil

Alguns modelos foram prometidos (e até anunciados) para o nosso mercado, como Veloster Turbo, Soul elétrico e Mustang. Mas algo deu errado e as notas de importação foram para a lixeira

Renault Mégane R.S. 265 A Renault chegou a importar algumas unidades do Mégane R.S., mas desistiu de lançá-lo no mercado

A Renault chegou a importar algumas unidades do Mégane R.S., mas desistiu de lançá-lo no mercado  (/)

“Promessa é dívida” é um ditado que o mundo dos negócios nem sempre cumpre à risca. Muitas vezes, em situações favoráveis, os fabricantes anunciam a chegada de importantes modelos para o mercado, mas são pegas de surpresa por mudanças econômicas ou de marketing. Com isso, esses lançamentos são abortados e vão para a gaveta. Para lembrar de alguns, adaptamos outro ditado: “Dever para gearhead é dever para dois”. Veja o que está anotado em nosso caderninho.

Alfa Romeo 

Alfa Romeo Giulia

Este é um caso antigo. Desde 2006, quando deixou o Brasil, a Alfa Romeo ensaia sua volta ao país. Sete anos depois, em 2013, os modelos MiTo e Giulietta foram flagrados em testes por aqui, sinalizando o retorno próximo — chegou a ser cogitada, inclusive, a possibilidade de que os Alfa seriam comercializados em lojas Dodge e Chrysler. Mas não aconteceu. Com o lançamento do sedã Giulia, em 2015, os rumores voltaram e a atual previsão é de que isso aconteça em 2017. Vamos aguardar.

Audi A3 e-tron

Audi A3 e-tron

Um dos destaques da Audi durante o último Salão do Automóvel de São Paulo, o A3 e-tron também foi uma das promessas da ocasião. Além dele, a marca anunciou para 2015 a chegada do novo TT e a nacionalização de A3 Sedan e Q3. Os três últimos, de fato, chegaram. O e-tron, não. O visual do hatch híbrido é basicamente o mesmo das versões a combustão, tendo como atrativo seu conjunto mecânico, formado por um motor 1.4 turbo a gasolina e um elétrico — combinados, ele geram 204 cv. Ele vai de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos, com a média de consumo de 66/15,5 km/l em ciclo urbano/rodoviário. 

Citroën C4 Cactus

Citroën C4 Cactus

O francês de visual ousado marcou presença, ainda em formato conceitual, no Salão de São Paulo, em 2014. Isso serviu de termômetro para avaliar sua importação, prometida desde então e adiada, cada vez mais, pela má situação econômica do país. O receio da marca não foi à toa: o C4 Cactus tem desenho bastante incomum, especialmente para um mercado conservador como o brasileiro. No entanto, fontes internas da marca ainda apostam no risco e garantem a chegada do Cactus por aqui nos próximos anos equipado com motor 1.6 THP.

Ford Mustang

Ford Mustang

A Ford parece não se importar com o sucesso do Camaro no Brasil que, sem concorrentes diretos, domina o segmento de esportivos. Desde meados de 2013, a fabricante do oval azul mostrou sinais de interesse na importação do Mustang, confirmada um ano depois, com direito à exposição do cupê no Salão do Automóvel nas versões conversível e fechada. Na ocasião, a Ford apontou que o modelo estava em fase de adequação para as ruas brasileiras. Fase essa que, aparentemente, nunca acabou.

Ford Everest

Ford Everest

Baseado na Ranger, o utilitário esportivo faria sucesso por aqui brigando com Toyota SW4 e Chevrolet Trailblazer. Especulações apontavam para sua chegada em 2014, quando seria revelado durante o Salão do Automóvel, mas ele não veio. Mesmo assim, fontes internas da Ford afirmavam que o Everest ganharia as ruas brasileiras. Os planos mudaram e o SUV foi descartado. 

Hyundai Veloster Turbo

Hyundai Veloster Turbo

A passagem do Veloster pelo Brasil foi um fiasco: as propagandas enganosas informavam equipamentos e números de potência inexistentes no modelo comercializado por aqui, sendo fonte de piadas e ações judiciais. O motor 1.6 era o mesmo do irmão mais barato HB20, com 128 cv – insuficientes para darem o desempenho esperado ao modelo. A Hyundai, porém, percebeu a falha e retirou o Veloster de linha, anunciando a venda da configuração turbo do hatch. Ele nunca deu as caras, fora a apariação no Salão de 2014.

Kia Rio

Kia Rio

Apesar do nome que remete a um estado brasileiro, o Rio nunca colocou as rodas nas praias cariocas. E em nenhum outro terreno do país. As promessas, porém, são de longa data. Entre diversos adiamentos, o hatch da Kia foi confirmado para chegar este ano, durante as Olimpíadas. Não mais. De acordo com a marca, ele chega em 2017 para brigar com New Fiesta, C3, 208 e Fox. Uma nova data de lançamento, porém, não seria surpresa.

Kia Soul EV

Kia Soul EV

O anúncio da isenção de impostos para carros híbridos e elétricos surtiram efeitos imediatos na Kia do Brasil. A marca anunciou a importação da versão elétrica do Soul, mas os planos subiram no telhado por, ao menos, três motivos. O mercado brasileiro enfrenta um momento delicado, as cotas de importação para quem não tem fábrica no país (caso da Kia) são limitadas e os preços do Soul EV seriam absurdamente altos (considere que as versões convencionais partem da faixa de R$ 90.000).

Lifan X50

Lifan X50

Mais um exemplo de modelo que foi mostrado em 2014, durante o Salão do Automóvel, e nunca mais apareceu por aqui. O chinês com frente de Opel e traseira de Alfa Romeo promete atrativos para o mercado brasileiro, como boa lista de equipamentos e aspecto de SUV para concorrer com EcoSport e Duster. Entretanto, mais uma vez, a economia brasileira estagnou o processo e o X50 ainda não chegou. A fabricante, porém, garante sua chegada.

Renault Clio Estate

Renault Clio Estate Renault Clio Estate

Renault Clio Estate  (/)

Há três anos, lá em 2013, uma notícia animadora chegava ao Brasil pela boca da Renault: o Clio Estate seria lançado em 2014, junto do Captur. No fim, nenhum veio. A perua do Clio segue sem perspectivas de um dia desembarcar em terras brasileiras, especialmente pelo segmento extinto das peruas no país. O Captur deve ter destino diferente com a criação do Kaptur (com K), um projeto voltado a mercados emergente que deve vir ao Brasil.

Renault Megane R.S.

Renault Megane R.S.

Além do conceito da picape Oroch, o Megane R.S. foi uma das atrações da Renault no Salão de São Paulo há dois anos. O hatch foi prometido para o mercado local, onde não deveria custar menos de R$ 150.000 — talvez um dos fatores responsáveis por seu lançamento não ter saído do papel. A propósito, não se anime ou diga que estamos errados caso aviste um desses rodando por aí: a fabricante importou algumas unidades para o Brasil, todas dedicadas à imprensa e aparições em eventos – um deles, inclusive, foi testado por nós.

Volkswagen Golf GTE

VW Golf GTE

A versão híbrida de apelo esportivo do Golf também deu as caras no Salão de São Paulo, mas não apareceu nas lojas até hoje. No entanto, a Volkswagen apontou, recentemente, que o GTE está em testes e deve chegar ao Brasil — não é difícil encontrar na web flagras do modelo rodando pelas estradas brasileiras. A promessa, porém, ainda fica no ar.

Comentários
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  1. Deryck Ferreira Sousa

    É inevitável ficar tentado sobre a postagem da vinda oficial do Mustang ao Brasil, porém, o mesmo caso da Ford é o caso de outras montadoras. Apesar de existir mercado para superesportivos, às condições não os favorecem!! Há quem insista, mas por uma relação gigantesca de força de vontade e carisma. Enquanto “os sonhos de consumo” não pousam aqui, ao menos às montadoras poderiam investir na fabricação de modelos nacionais de qualidade, focando na proposta inicial, baixo custo de manutenção, baixo custo de fabricação, e qualidade no desempenho ofertado na proposta. Creio que já seria bastante satisfatório.

  2. Clebão Albuquerque

    Eu vi o Golf GTE rodando na airton Sena na região de mogi sp no ano passado!
    Achei mesmo que ia estrear em breve mais……