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A decadência das cores no mercado

Com a crise, o mercado foge dos carros coloridos e volta à era do preto e prata

Por Guilherme Fontana Atualizado em 9 nov 2016, 15h04 - Publicado em 20 set 2016, 15h15
Mercado - pintura

Além do impacto nas vendas de automóveis, a crise econômica do Brasil tem causado ainda outro efeito: as ruas estão voltando a ser monocromáticas.

O período de instabilidade como o que o país enfrenta faz com que os consumidores prefiram apostar nos óbvios preto, prata e agora branco, que são os tons mais valorizados na revenda, abandonando cores mais chamativas.

Um dos principais sinais dos tempos difíceis está nas paletas das fabricantes. Em 2015, por exemplo, Fiat, Toyota e Volks começaram a excluir o amarelo da sua linha.

Não é por menos, já que a tonalidade é uma das que mais desvalorizam um automóvel no mercado de usados. Um VW Up! amarelo, por exemplo, chega a custar até R$ 3.000 a menos do que um preto, com as mesmas características de versão, equipamentos, ano e quilometragem.

No caso da Chevrolet, o Onix, que antes oferecia um vermelho vibrante, laranja e azul, agora só dispõe de um tom escuro de vermelho – com exceção da recém-lançada versão Activ, oferecida na tonalidade “Laranja Burning”.

Além da ausência nos show-rooms, os modelos vermelhos também estão em falta nos pátios das concessionárias. “Em grande parte dos casos em que o cliente opta pela cor vermelha, quando disponível, temos que procurar o veículo no estoque de outras cidades”, relatou uma consultora de vendas Peugeot em São Paulo.

Segundo um estudo da PPG, que produz tintas automotivas, branco, preto, prata e cinza são os preferidos do consumidor sul-americano, com 87% da frota. O vermelho fica com 9%, enquanto o azul, grande tendência deste ano (foi a cor de destaque nos lançamentos de Fiat Mobi e da família Gol renovada), tem só 2,5%.

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