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Por que existe o risco de tomar choque nos carros de F-1 atuais?

Os modelos de Fórmula 1 podem continuar energizados quando estão parados

Por Rodrigo Ribeiro - 8 fev 2018, 15h19
Divulgação/Renault

Por que existe o risco de tomar choque nos carros de F-1 atuais? – Arthur Meque, São Bernardo do Campo (SP)

Por causa do sistema híbrido (há um motor elétrico e um a combustão), que pode continuar energizado quando o carro está parado.

Mas esse tipo de problema é extremamente raro e só aconteceu quando as equipes ainda estavam desenvolvendo o sistema – até o bicampeão Fernando Alonso chegou a levar um choque.

“Em veículos de competição híbridos ou elétricos, há indicações sonoras e visuais para avisar os fiscais de pista se é ou não seguro encostar no carro”, diz Ricardo Takahira, da Comissão Técnica de Veículos Elétricos da SAE.

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Nos modelos de Fórmula 1, uma luz verde acima do santantônio indica o momento adequado para encostar no monoposto.

“Se for necessário atuar no carro ainda ligado, os fiscais são instruídos a usar luvas isolantes”, explica Takahira. Há também uma chave geral (um botão localizado na parte externa do veículo) que desliga toda a parte elétrica.

Um adesivo com QR Code nos Mercedes-Benz permite aos serviços de resgate terem acesso à localização dos cabos do sistema híbrido Divulgação/Mercedes-Benz

Essa característica dos veículos híbridos e elétricos provoca outros desafios em caso de acidentes. No caso dos carros de passeio, os bombeiros precisam saber por onde passam os cabos de energia para evitar choques quando a carroceria precisa ser cortada para resgatar os passageiros presos nas ferragens.

A reparabilidade deles também é mais complexa. “Como os mecânicos passam a lidar com alta tensão, eles precisam de um treinamento específico e até roupas especiais”, conclui Takahira.

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