Modelos em freada brusca

Em apenas um ano, carros despencam quase 50% nas vendas

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O mercado automotivo cresceu 4,6% no primeiro semestre de 2013 na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram emplacadas mais de 1,7 milhão de unidades. Apesar do maior volume de vendas, modelos considerados figurinhas carimbadas nos rankings agora amargam acentuada queda.

O Chevrolet Celta encerrou o primeiro semestre de 2012 como o quinto mais vendido do Brasil. Mas a chegada do primo Onix – maior, mais equipado e apenas um pouco mais caro – fez o Celta perder terreno e sair da lista dos dez mais emplacados do Brasil. Pior que a 13ª posição no semestre, suas vendas caíram de 60 091 unidades em 2012 para 37 078 neste ano – 38% a menos.

No entanto, o maior prejudicado pelo lançamento do novo Chevrolet é outro modelo da gravatinha dourada. O Agile encerrou o primeiro semestre de 2012 na 14ª colocação, com um total de 29 486 veículos emplacados. Um ano depois, a procura pelo modelo despencou em quase 50% e o Agile fechou o primeiro semestre com pouco mais de 15 000 unidades comercializadas, em uma modesta 31ª colocação.

Mexicano de origem japonesa, o March caiu no gosto do brasileiro quando foi lançado, no fim de 2011. Mas a mudança do regime automotivo que limita a importação de veículos produzidos no México atrapalhou os planos da Nissan e fez com que o hatch sofresse retração de 46% e se tornasse presença mais rara nas ruas. De janeiro a junho de 2012, foram emplacados 21 617 March, o que colocava o hatch em 19º no ranking. Neste ano, foram apenas 11 565 carros e a 38ª posição no acumulado. A situação da Nissan só deve melhorar com o início da operação da fábrica de Resende (RJ), que possibilitará à marca japonesa produzir até 200 000 carros anualmente.

Além de mudança na lei de importação ou reforço na concorrência, outro motivo para uma queda abrupta nas vendas é a proximidade da troca de geração de um carro. É o caso de outros dois modelos. A Ford não confirma a chegada da nova geração do Ka e, segundo fontes, o lançamento deve demorar pelo menos mais um ano. Enquanto isso, o Ka atual vai sobrevivendo nas lojas. A 15ª posição do primeiro semestre de 2012 e as 26 288 unidades vendidas são passado. Em 2013, foram 17 046 carros em seis meses e o 28º lugar.

Se o Ka ainda não está confirmado, a chegada da segunda geração do Logan é garantida ainda para 2013. O sedã que inaugurou o nicho dos carros espaçosos com preços convidativos vai ficar mais bonito e equipado, atributos que devem recolocar o sedã na briga pelo gosto do brasileiro. O fôlego do Logan despencou 36%, com números caindo de 16 694 para 10 592 nos primeiros semestres de 2012 e 2013, respectivamente.

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