Novo Ford EcoSport deve aposentar o câmbio Powershift

Versão chinesa antecipa novidades do modelo brasileiro, que estreia no segundo semestre

Faróis e para-choque do SUV foram redesenhados (divulgação/Ford)

Enquanto marcas como Nissan e Hyundai ingressaram com tudo no segmento de SUVs compactos, a Ford já segue para o quinto ano sem novidades no EcoSport. No entanto, o antigo líder da categoria finalmente terá novidades nos próximos meses – e o Salão de Xangai antecipa as mudanças que serão aplicadas no modelo brasileiro.

Reestilização inclui grade frontal inspirada no Edge (divulgação/Ford)

O design é quase o mesmo do modelo revelado no fim de 2016 durante o Salão de Los Angeles, nos Estados Unidos, onde o EcoSport começa a ser vendido ainda neste ano. A dianteira traz novos faróis (sem as laterais alaranjadas do mercado norte-americano), para-choques e grade frontal – esta última inspirada no Edge.

Diferente do Eco americano, versão chinesa preserva estepe externo – e assim será no Brasil também (divulgação/Ford)

Atrás, o SUV mantém o estepe externo na tampa do porta-malas, solução que também será aplicada no Brasil – o veículo norte-americano possui o pneu sobressalente dentro do compartimento de bagagens.

Assim como ocorreu na transição da primeira para a segunda geração, o EcoSport reestilizado resolverá alguns pontos críticos do projeto, como a qualidade do acabamento interno, o nível de isolamento acústico e o excesso de reflexo nos vidros.

O interior traz um painel totalmente redesenhado, melhorando tanto a ergonomia, quanto a conectividade do SUV. O volante é o mesmo do Focus, com comandos de som e borboletas na parte de trás. Na China, o EcoSport conta com a terceira geração do sistema de multimídia SYNC, destacado em uma tela central de oito polegadas sensível ao toque.

A versão topo de linha virá com ar-condicionado digital e duas entradas USB posicionadas à frente da alavanca de câmbio.

Tela central de oito polegadas é grande novidade da cabine, que foi toda redesenhada (divulgação/Ford)

Por falar em transmissão, a grande novidade é a aposentadoria do controverso câmbio de dupla embreagem Powershift. Em seu lugar surge uma caixa automática convencional de seis velocidades com opção de trocas sequenciais.

O EcoSport chinês terá motorizações 1.0 EcoBoost, 2.0 Duratec com injeção direta de combustível e o inédito 1.5 Ti-VCT. Estas duas últimas opções devem ser adotadas no Brasil: inicialmente vem o 2.0 de 178 cv (o mesmo adotado no Focus), seguido pelo 1.5 de aproximadamente 130 cv, ambos com injeção direta de combustível.

A oferta de tração nas quatro rodas completa o pacote de novidades do novo EcoSport ainda em 2017.

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  1. Gabriel Medeiros

    Boa qualidade no acabamento, motor 2.0 do Focus, cambio AT convencional e tecnologia embarcada. Até agora todos os elementos para fazer o Eco perder a imagem de “Duster” e conseguir brigar com HR-V, Kicks, Creta, Renegate e etc.

  2. Com este step na traseira não rola.

    Deveriam ter observado o mercado dos concorrentes para saber que o step pendurado não é mais um atrativo neste tipo de veiculo.

  3. Fernando Bello Rodrigues de Freitas

    As novidades são todas providenciais uma vez que a concorrência está cada vez mais acirrada no segmento. Contudo, a decisão de manter o estepe no mesmo lugar foi equivocada – um banho de água fria. Não se trata de uma questão meramente estética, mas tem a ver com a abertura dá tampa. Eu vendi o meu Eco 2015 Titanium exatamente por esse problema – por duas vezes bati com o rosto na quina da porta traseira aberta, chegou a abrir meu supercílio.
    Se abrisse para cima nada disso aconteceria. Comprei uma Tracker 1.4 turbo e estou muito satisfeito – em termos de acabamento, maciez, conforto e, melhor de tudo, o motor é o ponto alto – surpreendente, nem dá para crer que é um 1.4 – anda mais que o Duratex de 147hp.
    Uma pena que a teimosia dá Ford tenha prevalecido. O estepe na tampa, que no começo foi uma indicação virou um estorvo.