Clássicos: Chevrolet Bel Air 1957, o queridinho da América

De enorme sucesso, o modelo marcou a virada da Chevrolet sobre a Ford

Preço baixo e boa qualidade fizeram as vendas explodir

Preço baixo e boa qualidade fizeram as vendas explodir (Marcelo Spatafora/Quatro Rodas)

Ligue o rádio e sintonize alguma famosa canção dos anos 50, olhe pelo pára-brisa panorâmico e ouça o ronco do V8. Até 1954, a cena seria impossível dentro de um Chevrolet. Foi quando a marca percebeu que estava atrasada no tempo e precisava dar uma virada.

Na linha 1955, seus automóveis mudaram radicalmente de desenho, ganhando estilo mais jovem com um leve ar sofisticado. Saiu o pára-brisa plano e entrou uma moderna versão curvada, além de ganhar colunas recuadas para eliminar pontos cegos.

Antes mesmo de 1955, já havia três níveis de acabamento: o básico One-Fifty, o intermediário Two-Ten e o luxuoso Bel Air, cuja imagem ficou tão forte e marcante na cultura americana que depois virou sinônimo para toda a linha de 1955 a 1957. O preço baixo e a boa qualidade fizeram com que as vendas acompanhassem o boom de prosperidade americana do pós-guerra.

O Bel Air 1957 conversível chamava a atenção pela larga grade frontal

O Bel Air 1957 conversível chamava a atenção pela larga grade frontal (Marcelo Spatafora/Quatro Rodas)

O modelo 1955 também marcava a estréia do clássico motor small-block, compartilhado com o Corvette. Inicialmente com 4,3 litros, era o primeiro V8 da marca desde 1919 e gerava até 180 cavalos brutos.

Para quem não precisasse de tanta força, continuava o pacato seis-cilindros em linha de 3,8 litros, da mesma família que veríamos aqui nas picapes 3100 e C-14 e de geração anterior à do Opala. Entre os câmbios havia três opções manuais e uma automática de duas marchas, a Powerglide.

Seguindo tradição da época, todo ano havia uma mudança de estilo. Em 1956, pequenas alterações na traseira, com lanternas e pára-lamas insinuando ainda mais um rabo-de-peixe.

Rabo de peixe: um clássico dos americanos nos anos 1950

Rabo de peixe: um clássico dos americanos nos anos 1950 (Marcelo Spatafora/Quatro Rodas)

Em 1957, considerado o auge do modelo, ganhou um autêntico rabo-de-peixe e recebeu o V8 283, com injeção mecânica de combustível, 4,6 litros e 283 cavalos, o que gerou o mote de 1 cavalo para cada polegada cúbica. Suspeita-se que produzisse algo como 290, sendo o “sumiço” de 7 cavalos só uma idéia publicitária. Na transmissão, duas novas automáticas de três marchas: a Powerglide, com overdrive, e a Turbo Glide, com marchas curtas.

No velocímetro, mais espaço para voar baixo com o V8

No velocímetro, mais espaço para voar baixo com o V8 (Marcelo Spatafora/Quatro Rodas)

Aquele ano totalizaria cerca de 1,5 milhão de unidades e o estilo começaria a ficar ultrapassado com a chegada de carros mais quadrados. Cada vez mais foi perdendo a cara do way of life americano dos dourados anos 50. Mas ficou o mito do Bel Air, o modelo que fez a Chevrolet ultrapassar a Ford nas vendas pela primeira vez.

Ficha técnica – Chevrolet Bel Air 1957

  • Motor: 6 cilindros em linha, 3851 cm3 (versão 235); 8 cilindros em V, 4345 cm3 (versão 265); 8 cilindros em V, 4640 cm3 (versão 283)
  • Potência: 123 cv (versão 235); 162 e 180 cv (versão 265); 283 cv (versão 283)
  • Câmbio: manual de 3 marchas, automático de 2 ou 3 marchas
  • Dimensões: comprimento, 508 cm; largura, 185 cm; altura, 150 cm; entre-eixos, 292 cm
  • Carroceria: sedã de 2 ou 4 portas, cupê hardtop, perua de 2 ou 4 portas, conversível
  • Desempenho: 0 a 96 km/h em 8 s; 193 km/h
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