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Volkswagen Jetta

Linha 2015 tem leves retoques e nova versão de entrada, Trendline. Mas o esperado motor 1.4 turbo ficou para depois

Por Péricles Malheiros 22 abr 2015, 12h17
testes

Não foi dessa vez que o Jetta incorporou o motor 1.4 turbo do Golf: ele segue com o 2.0 flex aspirado 120/116 cv. A expectativa de um conjunto mecânico mais moderno é compreensível: seus principais concorrentes, também 2.0 – Corolla, C4 Lounge, Civic e Focus -, têm, respectivamente, 154/142 cv, 151/143 cv, 155/150 cv e 178/175 cv. O próprio Jetta tem, na versão topo de linha, Highline, um elogiado conjunto formado por um motor 2.0 turbo de 211 cv e câmbio automatizado de dupla embreagem. Muito mais completo, parte de R$ 98 000(estimados) e briga no andar de cima da versão aqui mostrada: a estreante Trendline, de R$ 75 000, já com câmbio automático.

A linha 2015 trouxe um pacote de novidades que somente fãs e proprietários de Jetta notarão de imediato. Na dianteira, a grade levemente retocada chama menos atenção do que a porção inferior do para-choque, agora com entrada de ar maior e, no caso do Trendline, sem faróis de neblina. Na traseira, destaca-se a nova tampa do porta-malas, com volume suavizado na região que recebe a placa. As lanternas estão com novo contorno na porção inferior e o para-choque tem layout retocado.

Na cabine, a versão Trendline exibe uma versão empobrecida do volante oriundo do Golf, sem apliques de plástico preto brilhante, alumínio escovado, teclas de som e telefonia iluminadas ou borboletas para troca de marchas. O resultado é uma peça pobre, capaz de destoar do restante do painel, que, apesar de clássico e isento de firulas, é elegante. É por meio desse volante simples que o motorista encontra outro ponto fraco da nova versão de entrada. Muito pesada, sobretudo nas manobras com o carro parado, a direção hidráulica nem de longe lembra a assistência elétrica suave e bem-calibrada que equipa a versão top, Highline.

Amplo, o interior oferece bastante espaço mesmo para quem viaja atrás. Ainda que com tampa sem dobradiças pantográficas, o porta- malas tem amplo acesso e acabamento que otimiza a utilização dos 510 litros de volume.

Em uma grande concessionária VW de São Paulo, o gerente de venda de veículos novos revelou detalhes do que classificou como plano de mix de versões para o Jetta: “Assim como a Toyota e a Honda, a Volks sabe da importância das vendas para taxistas. A versão Trendline é a aposta para esse segmento. Tem muito espaço na cabine e no porta-malas, dispensa as perfumarias e tem um conjunto de motor e câmbio confiável. É, basicamente, o mesmo powertrain que o Bora utilizava quando se aposentou, em 2010. E ele era o VW queridinho dos taxistas”.

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Uma outra fonte ligada à Volks diz: “A partir de julho, o Jetta deixa de vir do México e passa a ser produzido na fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP). Quando isso acontecer, o catálogo ganha o motor 1.4 turbo na versão Comfortline, hoje equipada apenas com o mesmo 2.0 8V aspirado da Trendline”.

Os números modestos da ficha técnica se traduzem em uma rodagem monótona. Caso as informações de nossas fontes se confirmem, fica a dica: é melhor esperar pelo 1.4 turbo.

VEREDICTO

Diante do boato de que o Jetta nacional terá o ótimo motor 1.4 turbo do Golf, o melhor é esperar. A menos que você não faça questão de vanguarda técnica.

★★★☆

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