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Volkswagen Fox

Hatch traz novo design global da Volks e conjunto ótico similar ao do novo Golf

Por Péricles Malheiros Atualizado em 8 nov 2016, 18h06 - Publicado em 26 set 2014, 15h52
impressoes

Em 2009, quando recebeu o face-lift que lhe tirou o interior barulhento e simplório, o Fox também ganhou o direito de ser o primeiro modelo brasileiro a ostentar a então nova linguagem mundial de design da Volkswagen. Nos últimos três anos, a marca fez uma atualização dessas características básicas (tratada pelos designers como face-family), e ela chega agora ao Brasil novamente pelo Fox.

De frente, a linha 2015 do hatch tem a mesma apresentação do Golf: grade estreita ostentando o logotipo emoldurado pelo capô e linha inferior invadindo os faróis. Estes, aliás, são iguais aos do Golf, mas menores e menos sofisticados – ainda assim, exibem os duplos defletores com moldura retangular.

A traseira é outro forte ponto de contato com o Golf. Saem as lanternas acanhadas, de corpo simples, entram as bipartidas, horizontais, com novo layout de luzes. Na tampa, o vinco que liga as lanternas e ostenta ao centro o logotipo da marca foi mantido, mas agora o emblema, assim como no Golf, é móvel e funciona como maçaneta. No perfil, a nova linha de junção da capa do para-choque traseiro com a carroceria deu volume à região da coluna C.

Na cabine, as novidades estão mais atreladas ao conteúdo do que às formas – além das saídas de ventilação, agora um pouco maiores, pouca coisa mudou.

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Na pista, testamos o Fox Highline, topo de linha, único a oferecer o novo motor EA211 1.6 16V de 120/110 cv. Outra novidade exclusiva do Highline é o câmbio manual de seis marchas – as demais versões, Trendline, BlueMotion e Comfortline, seguem com a caixa de cinco velocidades de série.

Mas voltemos ao ponto em que foi dito que o interior tinha novidades de conteúdo. De série, a versão Highline oferece volante multifuncional (muito parecido com o do Golf), sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e controle de tração, além, é claro, de itens menores para o segmento em que atua, como trio elétrico, som, faróis e lanternas de neblina, ar-condicionado e direção com assistência elétrica. Infelizmente, o melhor foi deixado na lista de opcionais, onde constam itens como controle de estabilidade, piloto automático e GPS. Novidade no Fox, os faróis de neblina que se acendem automaticamente em curvas também devem ser pagos à parte. Ao todo, os equipamentos extras podem somar R$ 10 640 ao preço do Fox Highline, que é de R$ 48 490.

A salada de versões, porém, rende um ponto negativo para a Volkswagen. São dois motores 1.0 (quatro cilindros 8V e três cilindros 12V), dois 1.6 (ambos MSI, mas cada um de uma família diferente), dois câmbios manuais (um com cinco e outro com seis marchas) e duas gerações do automatizado I-Motion. Tudo isso distribuído em quatro versões de acabamento: Trendline (1.0 8V e 1.6 8V), BlueMotion (1.0 12V), Comfortline (1.0 8V e 1.6 8V) e Highline (1.6 16V).

VEREDICTO

Esse face-lift deve acompanhar o Fox até a próxima geração, montada sobre nova plataforma e aguardada para 2017. Pena que os novos (e bons) opcionais elevem tanto o preço final.

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