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Teste: Fiat Cronos 1.3 CVT é sedã sensato que faz mais de 17 km/l

Agora com câmbio CVT aliado ao motor 1.3, o sedã tem um conjunto eficiente. E não cobra tão caro por isso

Por Henrique Rodriguez
Atualizado em 13 mar 2023, 01h24 - Publicado em 13 mar 2023, 01h19

O Fiat Cronos viu a ascensão dos carros compactos automáticos sem poder fazer muita coisa. Lançado em 2018, o sedã derivado do Argo passou quatro anos vendendo bem com câmbio manual, mas sem uma opção atrativa para quem dispensa o pedal de embreagem.

O câmbio automatizado GSR (antigo Dualogic) não convencia com o motor 1.3, e bom câmbio automático de seis marchas só estava disponível em versões bem mais caras, com o motor 1.8 (descontinuado por ser poluidor) mais antigo e gastão.

cronos s-design 1.3 cvt
O pacote Série S-Design tem aerofólio, retrovisores e rodas pretos, logotipos em tom de cobre e tantos equipamentos que convidam a optar por ele (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Agora há um bom câmbio combinado com um bom motor para acabar com essa desvantagem estratégica. O Fiat Cronos 2023 recebeu uma leve atualização estética, opção de motor 1.0 e também passou a combinar o motor 1.3 Firefly com o câmbio CVT com simulação de sete marchas da japonesa Aisin (é o mesmo câmbio do Toyota Yaris). Só faltava isso.

cronos s-design 1.3 cvt
Central de 7 polegadas não tem Android Auto e CarPlay sem fio como até o Mobi oferece. Novo volante estreou no Pulse, mas todo o resto é bem conhecido (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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(Fernando Pires/Quatro Rodas)

É uma escolha puramente sensata. O 1.3 8V aspirado de 107 cv e 13,7 kgfm não deixa o Cronos passar sufoco, mas não o faz acompanhar o desempenho dos Chevrolet Onix Plus e Hyundai HB20S com motores 1.0 turbo. E ninguém esperava por isso. O que importa aqui é que o câmbio CVT permite explorar sua força sem comprometer a eficiência ou o conforto, como faz o câmbio manual de cinco marchas.

cronos s-design 1.3 cvt
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Não se escuta o motor na estrada a 120 km/h, quando funciona sereno na casa das 2.000 rpm – a versão manual estaria perto das 4.000 rpm. Só quando o motor é exigido, que ele vai a 4.000 rpm e faz a cabine ressonar.

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Na cidade, o atraso nas respostas do acelerador aumenta a hesitação do CVT para fazer o carro começar a se mexer, especialmente em ladeiras, onde esse tipo de transmissão sempre costuma exigir mais paciência do motorista.

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cronos s-design 1.3 cvt
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Quem gosta de suavidade pode comemorar a capacidade de reação sem exigir muito do motor. Há uma clara evolução frente ao antigo câmbio automatizado e não vai desagradar quem gostava do câmbio automático. Dá até para dizer que a mecânica combina com a suspensão com acerto claramente dedicado ao conforto dos passageiros.

Na pista, o desempenho de 0 a 100 km/h foi mediano, com 13,7 s. Os números de retomada também não são dos mais animadores, precisando de longos 10,5 segundos para ir de 80 a 120 km/h.

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Os 2,52 metros de entre-eixos limitam o espaço traseiro, que não tem muita sobra para as pernas de adultos. USB de trás fica no prolongamento do console central (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Mas os números de consumo agradam: 13 km/l nos trechos urbanos e 17,1 km/l nos rodoviários, sempre rodando com gasolina no tanque. Gasta menos que quase todos os sedãs compactos automáticos, pois o Honda City faz 17,4 km/l.

A nova mecânica estreia justamente no meio do ciclo de vida do Fiat Cronos. A linha 2023 pode ser reconhecida pela nova grade, com dois filetes horizontais, e por usar o mesmo volante do Pulse e do Fastback. É um pequeno toque de frescor no mesmo carro de sempre, que segue, inclusive, com uma versão mais antiga da central multimídia Uconnect.

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Com o enorme trilho da alavanca do câmbio automático, o console central fica minúsculo: resta apenas um porta-copos, que provavelmente será ocupado por um smartphone. Nas versões manuais há dois porta-copos e um outro compartimento horizontal, suficientes para o dia a dia.

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O porta-malas de 525 litros é o maior entre os sedãs à venda no Brasil (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O espaço traseiro é razoável para quatro passageiros, mas o túnel central dificulta a vida do quinto ocupante. Há mais porta-copos e uma segunda porta USB para quem anda ali e mais nada. O que realmente se destaca no Fiat Cronos é o porta-malas: são 525 litros de capacidade ali dentro, é o maior porta-malas entre todos os carros compactos.

Saldo positivo

O Cronos conseguiu construir uma boa imagem e é um dos carros familiares mais honestos, um bom substituto para o Fiat Siena, que o antecedeu. Por R$ 99.990 (R$ 6.000 a mais que a versão manual), o Cronos Drive 1.3 CVT é o sedã automático mais barato do Brasil.

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Motor 1.3 aspirado não é dos mais potentes, mas seu grande talento é gastar pouco (Fernando Pires/Quatro Rodas)

E mesmo essa configuração já tem tudo que uma família realmente precisa, sem firulas. Ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos nas quatro portas, central com Android Auto e CarPlay (por fio), sensor de estacionamento traseiro, controles de estabilidade e tração são de série. Tem apenas dois airbags obrigatórios, pois os laterais deixaram de ser opcionais. Rodas de liga leve, setas nos retrovisores e câmera de ré custam mais R$ 2.980.

O pacote S-Design, como o do carro testado, é mais interessante e excede as expectativas de um sedã compacto (e não mexa nisso, Fiat). Soma as rodas e aerofólio pretos, logotipos em tom de bronze, faróis de neblina, ar-condicionado digital, chave presencial, volante revestido de vinil e sensor de temperatura externa por R$ 3.970. Chega a R$ 103.980.

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Cronos tem lanternas com luzes de led e os faróis do S-Design já incluem a luz diurna de led, um item que veio das antigas versões Precision 1.8 e HGT (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Outra opção é ignorar o pacote e ir direto para o Cronos Precision, de R$ 107.890. Não tem detalhes esportivados, mas soma rodas aro 16” diamantadas, retrovisores com rebatimento elétrico e luzes de boas-vindas, retrovisor interno fotocrômico, acendimento automático dos faróis, sensor de chuva, borboletas para trocas sequenciais e bancos de vinil.

Não fosse pelo motor e pela falta de airbags laterais e de cortina e de regulagem de profundidade da direção, (só ajustes de altura) chegaria perto da oferta dos sedãs médios mais baratos à venda.

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(Fernando Pires/Quatro Rodas)

O Fiat Cronos definitivamente não é para o público que faz questão de desempenho ou equipamentos mais sofisticados como alerta de colisão, assistente de permanência em faixa, Wi-Fi a bordo ou a segurança proporcionada por mais airbags. Mas quem busca um carro confortável, confiável, econômico e com espaço para a família é muito bem atendido pelo Fiat Cronos CVT. Pelo menos no atual patamar de preço.   

Veredicto

O sedã automático mais barato do Brasil também é muito econômico. É o sonho do pai de família que ainda não quer um SUV.

Ficha Técnica – Fiat Cronos Drive 1.3 CVT S-Design

Motor: 1.3 flex, diant., transv., 4 cilindros em linha; 107/98 cv a 6.250 rpm, 13,7/13,2 kgfm a 4.000 rpm
Câmbio: CVT, 7 marchas sim., tração dianteira
Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
Direção: elétrica
Freios: disco ventilado (diant. e tras.)
Pneus: 185/60 R15
Dimensões:
comprimento, 436 cm; largura, 172,6 cm; altura, 150,8 cm; entre-eixos, 252 cm; tanque, 48 litros; porta- -malas, 525 litros; peso, 1.139 kg; altura do solo, 15,8 cm

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Teste Quatro Rodas – Fiat Cronos Drive 1.3 CVT S-Design

Aceleração
0 a 100 km/h: 13,7 s
0 a 1.000 m: 35,2 s – 149,5 km/h
Velocidade máxima: 170 km/h (dado de fábrica)
Retomadas
D 40 a 80 km/h: 5,7 s
D 60 a 100 km/h: 7,5 s
D 80 a 120 km/h: 10,5 s
Frenagens
60/80/120 km/h a 0: 13,5/23,8/52,9 m
Consumo
Urbano:13 km/l
Rodoviário: 17,1 km/l
Ruído interno
Neutro/RPM máx.: 42,7/70,5 dBA
80/120 km/h: 63/69,9 dBA
Aferição
Velocidade real a 100 km/h: 98 km/h
Rotação do motor a 100 km/h: 2.100 rpm
Volante: 2,7 voltas
Seu Bolso
Preço básico: R$ 103.980
Garantia: 3 anos

Condições de teste: alt. 660 m; temp., 23 °C; umid. relat., 57,5%; press., 1.013 kPa. Realizado no Campo de Provas da ZF

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