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Pilotamos a incrível Mitsubishi L200 V8 que compete no Rali dos Sertões

Picape preparada com quase 400 cv é considerada a F-1 dos ralis

Por Paulo Campo Grande Atualizado em 19 nov 2020, 01h33 - Publicado em 3 nov 2020, 17h33
Versão Racing já está competindo com a nova frente da L200 Fernando Pires/Quatro Rodas

Quando engatei a primeira marcha e liberei a embreagem da Mitsubishi L200 Triton Sport Racing, meu plano era dar umas voltas de reconhecimento. Acontece que a picape com motor V8 de quase 400 cv não anda devagar e já na primeira curva fiquei com a sensação de que estava em velocidade excessiva. 

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O test-drive com o carro que está competindo no Rali dos Sertões 2020 aconteceu em uma plantação de cana, no interior de São Paulo, e eu não enxergava a curva completa. Prendi a respiração, posicionei o volante, acelerei de leve para continuar tracionando e segui. 

Picape recebe um motorzão V8 5.0 a gasolina com quase 400 cv Fernando Pires/Quatro Rodas

Foi fácil. A Triton cumpriu a trajetória que precisava. Mas logo depois veio uma reta. E, além do impulso do motor, a troca de marchas no câmbio sequencial manual – em que para avançar, a alavanca deve ser puxada para trás e, para reduzir, empurrada para a frente – me convidava a acelerar mais.

E ainda havia o cenário da trilha (que poderia ser o de um rali de verdade) e os sons invadindo a cabine: motor, transmissão, suspensão, pneus.

Instrumentação necessária para o rali domina a cabine Fernando Pires/Quatro Rodas

Era como se o universo dissesse: “Acelera, PCG”. Deixando meu plano inicial de lado, acelerei sabendo que no final da reta eu teria uma curva bem fechada. Essa era a primeira vez que eu passava por ali ao volante. Antes, tinha dado três voltas ao lado do piloto e navegador Youssef Haddad, da equipe Mitsubishi Spinelli Racing (Guiga Spinelli e Youssef Haddad), no banco do passageiro. Mas o comportamento previsível da picape me deixava muito à vontade e passava confiança. 

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Segundo Haddad, um dos motivos da boa dirigibilidade é a tração 4×4 permanente, com dois diferenciais autoblocantes, que leva a L200 para onde a direção apontar – os outros são o motor e o trabalho da suspensão com amortecedores duplos.

Suspensão tem uma dupla de amortecedores por roda Fernando Pires/Quatro Rodas

Tirar a picape – com chassi tubular (aço cromo-molibdênio), carroceria de fibra de carbono e 1.850 kg – do traçado era fácil. Eu nem precisava fazer a conhecida manobra de pêndulo para desestabilizar a traseira, bastava entrar na curva mais forte. Puxando a alavanca de freio fica ainda mais tranquilo, disse Haddad. 

“Acelera, PCG!” Fernando Pires/Quatro Rodas

Ao final, entendi por que os pilotos falam que esse tipo de veículo (categoria T1 FIA) é o F-1 dos ralis. Além da sofisticação técnica, eles podem atingir velocidades próximas a 200 km/h. De minha parte, nunca pensei que um carro de rali pudesse ser tão divertido e bom de guiar. 

L200 Triton Sport Racing

  • Motor: gasolina, dianteiro, longitudinal, V8, 32V, 5.000 cm3, 396 cv a 5.400 rpm, 61,2 kgfm a 4.200 rpm
  • Câmbio: manual sequencial, 6 marchas, tração integral permanente 
  • Suspensão: duplo A nos dois eixos
  • Freios: disco nas quatro rodas
  • Direção: hidráulica 
  • Rodas e pneus: alumínio, 245/80R16 
  • Dimensões: comprimento, 451,3 cm; largura, 198,5 cm; altura, 188 cm; entre-eixos, 291 cm; peso, 1.850 kg; tanque, 480 l 

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