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Peugeot 2008

Aposta da marca francesa quer distância do off-road. Baseado no 208, compartilha com o hatch motor, câmbio e até o painel

Por Ulisses Cavalcante 9 jan 2015, 14h43
impressoes

A Peugeot fará sua estreia no segmento de SUVs com um 208 anabolizado. E o modelo não faz questão de esconder a semelhança: compartilha com o hatch a plataforma, o conjunto mecânico e até o painel.

Mas nada disso é demérito, pelo contrário. O zero a mais no nome acrescentou qualidades a um modelo agradável no dia a dia. A principal delas surge quando o motorista se acomoda atrás do volante. É possível notar que a posição de dirigir é parecida, preservando sua postura esportiva. O volante pequeno, idêntico em ambos, torna a dirigibilidade bastante prazerosa. E também facilita a leitura dos instrumentos, vistos por cima do aro superior. No entanto, dependendo da altura do motorista, os relógios podem ficar encobertos.

Essa semelhança com um automóvel comum (hatch ou sedã) é o que diferencia o 2008 dos demais SUVs. E serve como um argumento de vendas: com jeitão de hatch grande, o modelo deve atrair quem não vê um utilitário esportivo como opção viável para sua garagem. Ou acha que essa categoria não valoriza a esportividade.

Ainda não foi possível levar o 2008 para a pista, mas o francês é quem guarda as melhores expectativas no desempenho. Será o primeiro Peugeot a utilizar o motor 1.6 THP (turbo) acoplado a uma transmissão manual de seis velocidades – no DS3, por exemplo, essa combinação é divertidíssima. São 165 cv a 6 000 rpm e 24,5 mkgf a 1 400 rpm. Se você aguardava um 208 envenenado, e até hoje essa configuração não veio, pode começar a juntar dinheiro. A vocação do SUV 2008 é estritamente urbana. E os pneus 225/50 R17 corroboram essa aptidão. A unidade fotografada veio com os novos Goodyear EfficientGrip, específicos para o asfalto.

Por dentro, a qualidade de acabamento é ligeiramente superior à do 208. Há esmero em detalhes aparentes, como o emprego de metais no pomo da alavanca de câmbio e um freio de estacionamento estilizado. Há detalhes cromados no volante, nas molduras de saídas de ar e no sistema multimídia.

A Peugeot ainda não revelou quais versões pretende lançar, mas o leque deve ser inaugurado com duas: Allure e Griffe. A primeira deve partir de R$ 58 000, equipada com o motor 1.6 flex aspirado do 208 (de 122 cv) e câmbio manual de cinco marchas. E, como opcional, a caixa automática sequencial de quatro velocidades – também disponível no hatch. Já a Griffe, topo de linha, deve ficar na casa dos R$ 80 000 e será a única a oferecer o propulsor 1.6 turbo. Porém, com uma novidade: o 2008 fará sua estreia equipado com o THP Flex, capaz de rodar com álcool ou gasolina. O uso do etanol deve elevar a potência original, que é de 165 cv.

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Dois equipamentos também serão exclusivos do 2008 Griffe: o teto panorâmico de vidro e o Grip Control. Este último controla o gerenciamento eletrônico do motor e o funcionamento do controle de estabilidade, adaptando o carro às condições do piso. Por meio de um seletor no console, o motorista escolhe a condição de rodagem compatível (neve, areia, asfalto ou terra) e a eletrônica modifica o controle da tração – só na dianteira. Não haverá configuração 4×4.

O lançamento está previsto para o começo de maio, e a data sugere que o franco-brasileiro produzido em Porto Real, no Rio de Janeiro, seja apresentado após o Renegade e o HR-V. A ideia da marca é aguardar as movimentações das rivais para divulgar preços mais convidativos.

O modelo das fotos é o mesmo que estava exposto no Salão do Automóvel. Se você não gostou das rodas ou dos adesivos, não se preocupe. Eles não devem ser oferecidos de série, nem como opcional.

A Peugeot espera que um em cada cinco Peugeot vendidos seja 2008. É uma tentativa de oxigenar o caixa da empresa, que hoje não anda bem.

VEREDICTO

É o SUV mais urbano do trio e também o mais esportivo. Se você gosta desse tipo de carro, mas não precisa de 4×4, pode ser uma boa opção.

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