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Geely GC2

O chinês Geely GC2 chega para a briga jogando as fichas no preço baixo e na lista generosa de equipamentos

Por Marcio Ishikawa - 22 out 2014, 10h57
impressoes

Enquanto a construção da sua fábrica no Brasil está com planos congelados, aguardando uma definição na situação econômica, a chinesa Geely segue trazendo carros feitos no Uruguai. Depois do sedã EC7, lançado em fevereiro, agora é a vez do hatch GC2. Com porte dos conterrâneos JAC J2 e Chery Face, seu design é inspirado no panda, animal-símbolo chinês.

Segundo a Geely, o público-alvo é o jovem universitário que busca um carro seguro e equipado, a preço acessível. Por R$ 29 900 (o mesmo que um Celta quatro portas básico), tem ar, trio elétrico, direção hidráulica, EBD, chave com controle, sensor de estacionamento e MP3. O GC2 foi único da categoria a levar cinco estrelas no China NCap, mérito da estrutura com zona de deformação programada e coluna de direção retrátil.

O motor 1.0 a gasolina, de 68 cv, tem pouco fôlego nas retomadas e demanda trocas constantes – mas o câmbio oferece engates fáceis e precisos. A suspensão, diferente da usada no modelo vendido na China, tem bom compromisso entre conforto e estabilidade – é a mesma especificação da versão Cross na China (que só chega aqui em 2015), mais alta e com molas e amortecedores mais firmes.

O espaço interno não foge do aperto que se vê nos rivais. Tive dificuldade de achar a posição de dirigir: como a ignição é muito baixa, a chave batia no meu joelho. Com o banco ajustado para mim (tenho 1,69 metro), fui para o assento traseiro: sobraram dois dedos para os joelhos, mas a cabeça raspava na lateral do teto. O porta-malas leva só 205 litros e a abertura se dá apenas pelo vidro, o que complica o acesso, pois o painel traseiro forma uma barreira alta. Fugindo do estigma de carro chinês, o carro avaliado tinha peças bem-encaixadas e alinhadas, tanto na carroceria como no interior. Mas falta suavidade no acionamento dos comandos e refinamento em alguns itens de acabamento, como na imitação de fibra de carbono no painel ou na tampa deslizante do porta-luvas.

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A Geely quer vender 500 carros até o fim do ano e diz ter um plano para garantir a reposição de peças. O flex deve chegar no início de 2015, quando a montadora espera ter 25 revendas.

VEREDICTO

Pelos itens de série, o preço é atraente, mas sempre há o risco de a rede reduzida e pouco conhecida afastar alguns clientes.

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