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Audi A3 e Fiat Mobi: manutenção filtrada

Filtro de cabine do A3 pediu substituição antecipada. No Mobi, cobraram pelo filtro de combustível, cuja troca nem estava prevista

Por Péricles Malheiros - Atualizado em 23 nov 2016, 21h56 - Publicado em 31 out 2016, 15h43
A3 e Mobi - Longa Duração
Revisão da revisão: toda manutenção é vistoriada Acervo/Quatro Rodas

Audi A3 e Fiat Mobi fizeram uma pausa no último mês. O primeiro, com 30.000 km, passou pela manutenção que indica a metade de sua trajetória aqui no Longa Duração. O segundo debutou na rede Fiat ao encostar para a revisão dos 10.000 km.

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O agendamento da parada do A3 ocorreu sem problemas. Sem observações anotadas no diário de bordo, o carro foi deixado na concessionária Audi Center ABC, em Santo André (SP), sem nenhum pedido especial. Por esse motivo, foi sugerido o serviço expresso, que consumiria apenas duas horas. Declinamos e só retiramos o carro no dia seguinte.

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Mas assim que recebeu o carro, o consultor técnico fez a verificação do filtro de cabine e cravou: “A fábrica recomenda a substituição somente a cada 20.000 km, mas ele já está bastante obstruído. Recomendo a troca”. Como o componente estava visivelmente contaminado, aceitamos a sugestão e pagamos salgados R$ 163 extras.

A revisão, no entanto, saiu bem mais em conta do que a Audi sugere em seu site: R$ 706 ante R$ 1.000. A lista de sugestão da Audi mostra apenas o valor de cada parada até 30.000 km, bem menos completa, portanto, do que o padrão de mercado, com indicação de preço e conteúdo de cada revisão até 60.000 km.

Enquanto o Audi atingiu a segunda metade da jornada, o Mobi fez sua primeira visita à rede Fiat. Aos 10.000 km, ele passou por um rápido pit-stop de 2h40 na concessionária Impéria, em Limeira (SP).

No site da Fiat, o valor sugerido é de R$ 208, com troca de lubrificante do motor e filtros de ar e do óleo. Apesar de rápido, o serviço foi falho. A começar pela conta: R$ 225. Com o carro já fora da oficina, percebemos a presença de um item extra na nota fiscal: filtro de combustível.

Ligamos para a Impéria e, a princípio, o consultor alegou que o componente tem troca prevista em todas as revisões, ou seja, a cada 10.000 km. Rebatemos a informação dizendo que, de acordo com o manual do carro e o site do fabricante, a peça é substituída a cada 20.000 km.

Ele, então, se desculpou e disse que devolveria os R$ 19 do filtro. No entanto, a nossa verificação pós-revisão revelou algo ainda pior: o tal filtro cobrado indevidamente sequer havia sido trocado.

Fiat Mobi – 10.183 KM
CONSUMO
No mês: 10,6 km/l com 18,9% de rodagem na cidade
Desde julho de 2016: 10,2 km/l com 22% de rodagem na cidade
Combustível: etanol
GASTOS NO MÊS
Combustível: R$ 1.488
Revisão:  R$ 207
Alinhamento: R$ 145
FICHA TÉCNICA
Versão: Like On 1.0 Flex
Motor: 4 cilindros, dianteiro, transv., 999 cm3, 8V, flex, 75/73 cv a 6.250 rpm, 9,9/9,5 mkgf a 3.850 rpm
Câmbio: manual, 5 marchas
Audi A3 – 30.053 KM
CONSUMO
No mês: 8,8 km/l com 29,5% de rodagem na cidade
Desde fevereiro de 2016: 8,4 km/l com 25,3% de rodagem na cidade
Combustível: etanol
GASTOS NO MÊS
Combustível: R$ 1.460
Revisão: R$ 706
Alinhamento: R$ 280
Filtro de cabine: R$ 163
FICHA TÉCNICA
Versão: Ambiente 1.4 Turbo Flex
Motor: 4 cilindros, dianteiro, transv., 1.395 cm3, 16V, flex, 150 cv a 4.500 rpm, 25,5 mkgf a 1.500 rpm
Câmbio: aut., seq., 6 marchas

 

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