Volkswagen Gol

Enfim o Gol recebe o visual mundial da marca, além de melhorias nos motores - e sem aumento de preço

testes

Aos poucos, aquilo que parecia impossível vai virando rotina. Com o mercado habituado e conformado com o fato de modelo novo vir equipado de série com preço recalculado, o não aumento de um lançamento, ainda mais com melhorias em relação ao modelo anterior, ainda é encarado como notícia. É o caso do Gol 2013. O hatchback está chegando às lojas com novo design, motores aperfeiçoados e mais equipamentos de série, com preços praticamente iguais aos cobrados pelo seu antecessor.

Aqui mostramos os dois extremos da nova linha. A versão 1.0 básica, que custava 27 904 reais, passou a ser vendida por 27 990 reais e a top 1.6 Power foi de 38 242 para 38 290 reais. Segundo o gerente de marketing de produto, Henrique Sampaio, “a VW manteve os preços para tornar os veículos ainda mais competitivos no mercado brasileiro”.

As novidades na linha 2013 começam no design. O novo Gol incorpora a linguagem mundial da VW, definida pela dianteira com dois elementos horizontais (correspondentes às áreas ocupadas pelas grades principal e inferior), faróis com fundo escuro e um friso interno cromado e lanternas traseiras multifacetadas. Por dentro, as saídas de ar foram redesenhadas, o console central ganhou acabamento preto e a iluminação dos instrumentos passou a ser branca (com leds) e vermelha. A versão Power tem grade dianteira preto brilhante, com um detalhe cromado que se encontra com os frisos dos faróis. Já na básica, a grade é preto opaco e não traz o cromado.

No que diz respeito ao conteúdo, a família subiu na vida e está mais bem equipada. A lista de equipamentos de série do Gol 1.0 inclui conta-giros, banco do motorista com regulagem de altura, vidros (dianteiros) e travas elétricos, limpador do para-brisa com temporizador, lavador e limpador do vidro traseiro, cintos de segurança traseiros retráteis e para-sóis com espelhos para motorista e passageiro. O Gol Power tem ainda duplo airbag, ABS e direção hidráulica com ajuste em altura e profundidade. Ar-condicionado é sempre opcio- nal, oferecido em pacotes ou livremente.

Além de mais recheado, o Gol recebeu novos recursos possibilitados pelo aperfeiçoamento de sua eletrônica. A antiga rede CAN/LIN foi substituída por outra de padrão inteiramente CAN, mais cara, mas com maior capacidade de transmissão de dados. Graças a essa arquitetura, todas as versões do Gol passaram a ter aviso sonoro de faróis ligados, limpador traseiro automático (acionado toda vez que o dianteiro estiver em funcionamento e a marcha a ré for engatada) e retrovisor autoajustável para proporcionar a visão do meio-fio, nas manobras de estacionamento, caso o carro esteja equipado com os retrovisores elétricos, opcionais. Há também a função Coming and Leaving Home, que na linha Fiat se chama Follow Me Home, que mantém os faróis acessos durante 30 segundos quando as travas elétricas são acionadas. Esse recurso, apesar de ser oferecido como opcional, depende apenas de programação do sistema que já está instalado no carro.

Central de inteligência

Outro recurso eletrônico é o I-System, uma central multimídia que reúne diversas funções. Ela abriga as informações do rádio, do telefone (conectado via Bluetooth) e do computador de bordo. Também permite configurar ao gosto do motorista diversas funções, como o volume do alarme do sensor de estacionamento, por exemplo. E ainda serve de interface para um dispositivo chamado Eco Comfort, que orienta o motorista a guiar de forma econômica, por meio de dicas exibidas no visor no quadro de instrumentos.

Em nome da eficiência, se o motorista estiver dirigindo com o ar-condicionado ligado e os vidros abertos, o sistema envia a seguinte mensagem: “Ar-condicionado ligado; fechar as janelas” – uma vez que os vidros fechados facilitam o trabalho do condicionador de ar, exigindo menor esforço do motor no acionamento do compressor. Segundo a Volkswagen, o sistema Eco Comfort tem dicas de economia para oito situações diferentes.

A economia de combustível esteve na pauta do dia da fábrica, que providenciou diversos aperfeiçoamentos para os dois motores. O trabalho começou pela redução do atrito interno, com aplicação de carbono nas saias dos pistões e substituição de válvulas, molas e retentores. Os engenheiros dizem que é difícil mensurar a vantagem de cada uma dessas ações, mas calculam que todas juntas tenham resultado no ganho de 1 KW (1,36 cv), o que parece pouco, mas não é desprezível, quando se trata de diminuir consumo e emissões. Olhando as fichas técnicas, é possível ver que não houve acréscimo de força nos pontos máximos. No caso do 1.0, o benefício veio no aumento do torque, na ordem de 3%, entre 1 000 e 3 000 rpm, a partir da troca do coletor de admissão.

O motor 1.0, rebatizado de 1.0 TEC, de Tecnologia para Economia de Combustível, foi o que recebeu maiores cuidados. Além das medidas de redução do atrito e do novo coletor, ele ganhou uma central eletrônica mais rápida e com maior capacidade de memória, bicos injetores mais eficientes, sistema de ignição com uma bobina para cada vela (mais energia para as centelhas) e novo sistema de partida a frio com quatro bicos injetores, um para cada cilindro (o anterior tinha apenas um). Ainda não será desta vez que a VW vai aposentar o anacrônico reservatório auxiliar de partida. Segundo a empresa, o sistema que dispensa o famoso tanquinho ao aquecer o etanol na partida custa caro e não é completamente confiável (embora aVW o ofereça no VW Polo Bluemotion).

Apesar de todos esses aperfeiçoamentos nos Gol, os números colhidos na pista de teste não revelaram diferença expressiva no rendimento. Nas provas de aceleração de 0 a 100 km/h, a versão com motor 1.6 apresentou ligeira melhora, com tempo de 11,3 segundos, contra os 11,7 conseguidos pela versão anterior. Mas o 1.0 piorou. De 14,5 segundos, sua marca passou a 16,6. No caso do consumo, a versão antiga do 1.6 tinha as médias de 7,2 km/l na cidade e 10,3 km/l na estrada. Desta vez, registrou 7,6 e 10,3 km/l. E o 1.0 passou de 8,7 e 12 km/l para 8,2 e 12,6 km/l, respectivamente, nos circuitos urbano e rodoviário.

No material de divulgação, a fábrica diz que, segundo suas medições, o motor 1.0 teria ficado 4% mais econômico. Procuramos a VW para tentar entender o porquê da quebra de expectativas de melhora, mas a empresa respondeu que para efeito de comparação seria necessário termos realizado os testes “no mesmo dia, hora, condições climáticas e com a troca de motoristas entre os carros, para diminuir as diferenças do modo de condução”.

DIREÇÃO, FREIO
E SUSPENSÃO


O Gol não é confortável, mas é gostoso de dirigir. A suspensão
é firme, a direção é precisa e os freios
são eficientes.

★★★★

MOTOR E CÂMBIO

Mesmo sem alterações evidentes no rendimento, a melhoria no sentido de reduzir emissões é bem-vinda.

★★★★

CARROCERIA

Reestilizações parciais correm o risco de não combinar com as partes da carroceria que ficaram intactas. Mas esse não foi
o caso do novo Gol.

★★★★☆

VIDA A BORDO

O Gol está mais equipado, em
todas as versões,
e a eletrônica mais sofisticada permitiu a oferta de recursos que aumentam o conforto de todos.

★★★★

SEGURANÇA

ABS e duplo airbag são itens opcionais na versão básica
e de série na Power.

★★★☆

SEU BOLSO

Melhor e mais bonito, os preços permaneceram na mesma faixa dos concorrentes.

★★★★

OS RIVAIS

Fiat Uno (1.0 e 1.4)

633_gol_tx2.jpg

Tem design inovador, carroceria de duas e quatro portas, cores alegres e versões aventureira, econômica e esportiva.

Fiat Palio (1.0, 1.4 e 1.6)

633_gol_tx3.jpg

Bem equipado, tem direção hidráulica, computador de bordo e follow Me Home desde a versão mais básica.

VEREDICTO

O Gol ficou mais bonito, atual, ganhou novos recursos e equipamentos. Os motores, ainda que não tenham melhorado de rendimento, ganharam tecnologias mais limpas. Portanto, ele ficou mais interessante, principalmente porque, depois de todas as mudanças, seu preço não subiu.

>> Confira aqui o Desempenho do carro

>> Confira aqui a Ficha Técnica do carro

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