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Usar Waze poderá render multa de US$ 200 nos EUA

Prefeitura da cidade de Leonia irá restringir o acesso de motoristas que usam aplicativos para fugir dos engarrafamentos

Por Rodrigo Ribeiro Atualizado em 10 jan 2018, 14h19 - Publicado em 3 jan 2018, 14h56
Quem gosta de usar o Waze terá que ficar atento com a rota dada caso esteja nos arredores de Nova York Divulgação/Internet

Aplicativos como o Waze tornaram-se populares nas grandes cidades por desviarem os motoristas dos engarrafamentos. Mas eles também estão provocando um efeito colateral: o aumento do trânsito em bairros pequenos e ruas vicinais.

Na cidade de Leonia, em Nova Jersey (Estados Unidos), a situação ficou tão séria que a prefeitura tomou uma medida drástica: banir os automóveis de outras cidades no horário de pico.

A proibição vale das 6h às 10h e das 16h às 21h, períodos em que milhares de motoristas vêm e vão de outras cidades até Nova York, usando rotas que passam próximas a Leonia. Quem burlar a restrição terá que pagar uma multa de US$ 200 – mais de R$ 650 com o dólar a R$ 3,25.

O tráfego na cidade só será permitido a veículos com um selo amarelo, que será distribuído aos moradores de Leonia, pendurado no retrovisor.

Trânsito pesado: clássico caso de uso severo
Os aplicativos indicam a rota menos engarrafada – o que pode incluir ruas vicinais até então desconhecidas para motoristas de outras regiões Carlos Hauck/Quatro Rodas

A medida polêmica já está colecionando questionamentos. Um deles é como será feito o controle dos visitantes, que têm como destino a cidade de Leonia mas não possuem autorização especial.

Ainda há a questão legal de uma cidade restringir completamente o acesso a veículos de fora, apesar das prefeituras nos EUA terem autoridade máxima sobre as vias de sua jurisdição.

  • Os moradores se defendem alegando que, além do tráfego intenso, os veículos que buscam rotas alternativas frequentemente dirigem em velocidades incompatíveis com a via, ameaçando a segurança dos moradores.

    Já os usuários do Waze e de outros aplicativos similares alegam possuir o direito de usar qualquer via pública e que diminuem os engarrafamentos ao abrirem mão de rotas congestionadas.

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