Range Rover Classic

O off-road inglês saiu do trilho ao criar o segmento de SUVs de luxo, aliando requinte e valentia por 26 anos

Range Rover Vogue 1992 Faróis circulares e capô quadrado remetiam aos Land Rover

Faróis circulares e capô quadrado remetiam aos Land Rover  (/)

A primeira geração do Range Rover tem um privilégio raro no mundo do automóvel, o de ter criado um segmento próprio: os SUVs de luxo. Antes dele, ninguém imaginava colocar carpete num rústico 4×4, até então destinado a batalhas na lama e paisagens rurais. Apresentado em 1970, foi resultado de uma ideia concebida no pós-guerra, quando a Rover idealizou um utilitário baseado em uma perua de luxo.

Range Rover Vogue 1992 Colunas finas garantiam excelente visibilidade

Colunas finas garantiam excelente visibilidade  (/)

Sua semelhança com os espartanos Land Rover estava só no chassi de longarinas sobre eixos rígidos. A carroceria era de painéis de alumínio apoiados sobre estrutura de aço, para maior rigidez torcional. As suspensões eram de longo curso, com molas helicoidais de baixa carga, resultando em conforto de automóvel sem perder a capacidade off-road. O 4×4 atuava o tempo todo com o auxílio de um diferencial central com bloqueio pneumático para situações críticas. Bancos de tecido, quadro de instrumentos completo e interior acarpetado eram inéditos num veículo do tipo, e a alta qualidade de construção rivalizava com os sedãs de luxo da Rover.

Range Rover Vogue 1992 Chamado de Rolls-Royce da lama, esbanjava luxo com couro e suspensão a ar

Chamado de Rolls-Royce da lama, esbanjava luxo com couro e suspensão a ar  (/)

A carreira aventureira começou em 1971, na Expedição Britânica Transamericana, indo do Alasca à Terra do Fogo. Depois, venceu o Paris-Dakar em 1979 e 1981. Parte do sucesso se deve ao V8 3.5 Rover, todo de alumínio. Com um câmbio manual de quatro marchas, atingia 153 km/h e ia de 0 a 100 km/h em pouco mais de 15 segundos, notável para um utilitário. Sucesso imediato de público e crítica, alcançou fila de quase um ano de espera. O ápice da sofisticação foi em 1992, quando foi chamado de “Rolls-Royce da lama”, com direito a interior de couro Connolly e suspensão pneumática eletrônica regulável. É dessa linhagem o carro ao lado, um Vogue 1992 do empresário Eduardo Andrade de Carvalho. “É um legítimo estradeiro, graças ao desempenho do V8. A suspensão é macia e indiferente à qualidade do piso: com asfalto ou sem, ele anda sempre no mesmo ritmo. Mas isso tem seu preço: consumo de 4 km/l.”

Com tantas qualidades, essa geração permaneceu em produção até fevereiro de 1996, convivendo ainda dois anos com seu sucessor. Sucesso para ninguém botar defeito, dentro ou fora da estrada.

MADE IN USA

O V8 de alumínio do Range Rover foi desenvolvido pela Buick na década de 50, destacando-se pelo tamanho reduzido e peso de apenas 144 kg. O alto custo de produção fez com que a GM vendesse o projeto à Rover, que o aprimorou e o manteve em linha até 2006.

Ficha Técnica – Range Rover Vogue 1992
Motor 8 cilindros em V de 3,9 litros
Potência 182 cv (SAE) a 4 750 rpm
Câmbio automático de 4 marchas
Carrocerias station wagon, 5 lugares
Dimensões comprimento, 445 cm; largura, 181 cm; altura, 177 cm; entre-eixos, 254 cm; peso, 1 892 kg
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