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Nova geração do Audi A1 será fabricada no Brasil

A segunda geração do compacto premium, ainda inédita, vai compartilhar a plataforma da nova geração do Polo

Por Paulo Campo Grande Atualizado em 7 abr 2017, 21h12 - Publicado em 1 mar 2017, 08h05
Hatch compacto terá visual inspirado no irmão maior, o A3
Hatch compacto terá visual inspirado no irmão maior, o A3 Du Oliveira

A Audi vai ampliar seu portfólio made in Brazil com a fabricação do compacto A1. O carro, previsto para chegar às lojas brasileiras no segundo semestre de 2018, já será um exemplar da segunda geração, cuja apresentação ocorrerá poucos meses antes, na Europa. Essa estreia está prevista para março de 2018, no Salão de Genebra, palco do lançamento da primeira geração, em 2010.

Conceitualmente, o A1 vai deixar a identidade própria um pouco de lado, se aproximando de uma versão reduzida do A3. Isso quer dizer que terá os novos faróis do irmão e também equipamentos como o Virtual Cockpit.

A principal novidade do compacto estará no espaço interno, isso porque o A1 vai crescer, oferecendo mais conforto no banco traseiro e maior capacidade no porta-malas. As medidas precisas ainda são desconhecidas, mas a distância entre-eixos deve aumentar dos atuais 2,47 metros para algo próximo de 2,60 metros.

Isso se deve à nova plataforma, que será a MQB A0, em substituição da PQ25. O consumidor brasileiro pode não estar familiarizado com esses códigos, mas logo vai entender as mudanças, uma vez que a PQ25 serve de base para o VW Fox e a MQB A0 será a plataforma da nova geração do Polo, com estreia prevista para abril.

Além de mais espaço, a plataforma MQB A0 vai garantir maior controle direcional e conforto ao rodar, pois sua estrutura terá maior rigidez graças ao uso intensivo de aços especiais e alumínio em sua construção.

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Lanternas seguem a identidade da marca
Lanternas seguem a identidade da marca Du Oliveira

Toda essa sofisticação de materiais estará só no A1, que deverá custar bem mais que o Polo. O hatch da Volks usará a mesma base, porém sem os componentes mais caros, como as partes de alumínio.

Em relação ao modelo que será vendido na Europa, o nosso não terá a opção de carroceria com duas portas (aqui o A1 terá apenas a versão Sportback, com quatro portas) e nem motores diesel, híbrido ou elétrico (estes dois últimos, possibilidades cogitadas na Europa).

Em compensação, os motores 1.0 TSI e 1.4 TFSI, previstos para o Velho Continente, também serão disponibilizados aqui – e em versões flex. O 1.0 TSI de 105/101 cv é o mesmo que equipa o VW Up!, e o 1.4 TFSI de 150cv vem do A4.

A versão 1.8 TFSI de 192 cv sai de cena. No futuro, há a possibilidade de a Audi oferecer uma versão S, importada, com tração integral Quattro e motor de quatro cilindros com cerca de 250 cv.

A Volkswagen ainda não decidiu se o A1 será produzido em São José dos Pinhais (PR), de onde saem A3 e VW Golf, ou em Taubaté (SP), que faz Gol, Voyage e Up!.

Consultada pela reportagem, a Audi do Brasil nega as informações e diz que não pretende aumentar a quantidade de modelos produzidos no país (atualmente A3 sedã e Q3).

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