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Nissan incentiva mulheres sauditas a dirigirem pela primeira vez

Campanha #SheDrives comemora a decisão histórica do país de permitir que as mulheres dirijam

Por Giovana Rampini - 8 fev 2018, 15h58
Campanha #Shedrives da Nissan
Campanha #SheDrives comemora decisão da Arábia Saudita Divulgação/Nissan

Você entra no carro, escolhe uma música, ajeita o banco e escolhe o destino. O ato de dirigir para muitos é sinônimo de terapia e liberdade. Agora imagine um lugar em que dirigir seja proibido para algumas pessoas.

Desde o dia 26 de setembro do ano passado, a Arábia Saudita recorreu de uma lei que proibia mulheres de dirigirem. Tal decisão abre grandes possibilidades de mobilidade e acesso. A medida deve entrar em vigor em junho de 2018.

Para comemorar a decisão, a Nissan ofereceu a um grupo de jovens mulheres a chance de estar ao volante pela primeira vez. 

Para a campanha #Shedrives, a fabricante japonesa produziu um vídeo em que mostra as futuras motoristas dizendo que estão encantadas com a nova lei, mas que ao mesmo tempo enfrentam dificuldades com alguns dos membros da família.

Para ajudá-las a superar isso, a marca convidou as aspirantes motoristas a aprimorar suas habilidades em um curso de condução, mas a grande surpresa estavam em seus instrutores: eram seus  familiares. Maridos, pais e irmãos viraram seus professores por um dia.

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No país, em muitas atividades, as sauditas precisam de uma autorização prévia de algum tutor (pai, marido, irmão). Viajar, casar e tirar passaporte são algumas delas.

“A campanha #SheDrives tem como objetivo motivar as mulheres de toda a Arábia Saudita com uma mensagem clara: quando chegar a hora, a decisão de dirigir será inteiramente sua”, diz Bader Al Houssami, diretor de operações da Nissan Arábia Saudita.

Confira o vídeo produzido pela Nissan:

Contratempo

Em maio de 2011, Manal al-Sharif, líder do movimento de protesto “Women2Drive”, ficou presa por nove dias por ter publicado um vídeo no qual dirigia na cidade de Jobar, no leste da Arábia Saudita. Após sair do cárcere, al-Sharif mudou-se para a Austrália. 

 

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