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Mercedes-AMG GT Black Series tem inédito motor V8 de 730 cv

O novo superesportivo alemão, que será lançado na Europa no final do ano, é exclusivo na forma, no conteúdo e no preço: cerca de R$ 1.535.000

Por Joaquim Oliveira Atualizado em 15 jul 2020, 20h54 - Publicado em 14 jul 2020, 19h00
Mercedes-AMG GT Black Series tem moto V8 com 730 cv de potência Divulgação/Mercedes-Benz

Se Mercedes-Benz já é sinônimo de exclusividade e distinção, então o que dizer de um modelo da marca preparado pela divisão esportiva AMG, que além do nome GT ainda recebe o selo Black Series? 

Pois esse é o caso do Mercedes-AMG GT Black Series que a marca lança no quarto trimestre, na Europa, ao preço de 250.000 euros (cerca de R$ 1.535.000) – e tem perspectiva de ser vendido no Brasil.

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A diferença desse modelo para um Mercedes-AMG GT digamos, comum, começa no visual transformado graças a troca de diversos componentes.

Segundo a fábrica, o carro acelera de 0 a 100 km/h em 32, segundos Divulgação/Mercedes-Benz

A grade dianteira cresceu e ganhou barras verticais em cromado negro e, na parte inferior do para-choque, foi instalado um spoiler dianteiro manualmente ajustável (para utilização em pista) e um difusor frontal preto. 

O capô também é novo: tem duas grandes entradas de ar e partes visíveis da estrutura em fibra de carbono, mesmo material empregado no teto do carro, nas soleiras das portas e no aerofólio traseiro, que pode ser ativado eletricamente por meio de um botão. As rodas AMG são de liga-leve. E a pintura da carroceria vem na cor exclsiva Magmabeam.

Apêndices aerodinâmico não só embelezam o carro: são funcionais nas pistas de corrida Divulgação/Mercedes-Benz

O visual interno também impressiona. O revestimento é em couro preto com costuras na cor laranja. No quadro de instrumentos digital de 12,3” há mostradores com uma apresentação que varia segundo três contextos: Classic, Sporty e Supersport. 

Neste último caso é mostrado um conta-giros central com informação adicional exclusiva, como a luz que indica o momento adequado para fazer as trocas de marchas. 

Ao centro está a central multimídia de 10,25”, onde podem ser igualmente vistas animações dos sistemas de assistência à condução e dos sistemas de comunicação e de funcionamento geral do carro.

Na cabine, o painel herda apenas alguns componentes do GT de linha Divulgação/Mercedes-Benz

Há novos botões coloridos no console central em forma de V que podem ser usados para ajustar transmissão, suspensão, ESP, sistema de escape, aba traseira do aerofólio, entre outros. 

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Os botões da tela touch TFT são fáceis de operar com um pequeno toque no dedo e pelo fato de disporem de um ponto de pressão mecânico funcionam mesmo quando o motorista/piloto está de luvas de competição. 

O volante AMG Performance tem base reta, revestimento em microfibra, comando de trocas de marchas (sistema de dupla embreagem e 7 marchas) e botões integrados para controlar a instrumentação sem que seja necessário retirar as mãos do volante.

Para quem julgar que isso é pouco, o AMG Track Package, disponível como opcional, dispõe de sistema de proteção (santoantonio com tubos em titânio e travessas de reforço no interior) em caso de capotamento, cintos de segurança de 4 pontos para condutor e passageiro e extintor de incêndio de 2 kg.

Pelos números oficiais, este AMG GT faz 7,8 km/l de consumo, em ciclo misto Divulgação/Mercedes-Benz

Como em qualquer superesportivo que se preze, é o motor que torna este carro ainda mais especial. O V8 4.0 biturbo parte da base da unidade que a AMG já utilizava, mas recebeu tantas alterações relevantes que pode ser considerado novo. Tanto que recebeu designação própria: M178 LS2.

É a primeira vez que um V8 AMG recebe virabrequim plano (como os das Ferrari e dos Mustang Shelby). Quer dizer que os moentes que movimentam bielas e pistões estão separados por 180°, e não 90° como nos virabrequins cruzados, mais comuns nos V8 de rua. Isso também torna o motor mais girador e deixa o ronco mais encorpado.

O motor passa a vibrar mais e a entregar o pico de torque mais tarde. Mas a AMG contornou este segundo problema com compressores dos turbo aumentados (permitindo fornecer maior volume de ar, de 1.100 kg/h, contra 900 kg/h do AMG GT-R) e os intercoolers maiores também dão um ajuda para o upgrade que foi feito neste motor.

  • O motor passou a ter, também, o lado do escape virado para a zona interna do V composto pelas duas bancadas de cilindros (é o primeiro V8 da Mercedes-Benz com esta configuração), o que se reflete em melhores performances e uma resposta de acelerador mais ágil.

    O resultado são 730 cv (entre as 6.700 e as 6.900 rpm) e um pico de 80 kgfm de torque (de 2.000 a 6.000 rpm). Tem sistema de lubrificação por cárter seco, em que o óleo fica armazenado em reservatório próprio separado do motor e depois é bombeado a todos os pontos necessários, independentemente das forças a que o conjunto esteja sujeito.

    Que depois se traduz, por exemplo, numa aceleração de 0 a 100 km/h em 3,2 s (3,6 no GT R) e até 200 km/h em menos de 9 segundos, além de uma velocidade máxima de 325 km/h (318 no GT R). 

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    Fernando Pires/Quatro Rodas
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