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Manual da crise: de grão em grão

Economias aparentemente bobas podem ajudar a poupar um bom dinheiro sem fazer muito esforço

Por Gustavo Henrique Ruffo Atualizado em 9 nov 2016, 14h38 - Publicado em 19 ago 2015, 14h53
geral

CUIDE DA DOCUMENTAÇÃO

Tirar o carro pronto da concessionária pode ser prático, mas pesa no bolso. Em geral, a autorizada não entrega o veículo emplacado com os documentos em ordem por menos de R$ 1 500, via despachante próprio. Mas o Detran-SP, por exemplo, cobra R$ 235,88 pelo registro mais R$ 106,40 pelas placas, um total de R$ 342,28 – ou um quinto do que a revenda pede.

ESTACIONE LONGE

O valet em frente ao restaurante ou o estacionamento ao lado de locais com grandes eventos costumam ser bem mais caros. Se o táxi ou o transporte público não for a melhor opção, procure parar em estabelecimentos que são mais distantes. Estacionar uma quadra mais longe nas imediações de um teatro de São Paulo pode baixar o valor de 3 horas de R$ 28 para R$ 18.

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PAGAMENTO ANTECIPADO

Sempre que o governo oferecer um descontinho de imposto por pagamento antecipado, aproveite. O abatimento no IPVA pode chegar a 3%, e dificilmente se encontra alguma aplicação financeira que ofereça esse rendimento no período de parcelamento da dívida. Se tiver para pagar à vista, agarre a oportunidade.

GASOLINA OU ETANOL?

Ter um automóvel flex permite que você escolha entre abastecer com gasolina ou etanol sempre que for ao posto. Mas você sabe qual é o consumo de seu carro com cada um deles? Se não sabe, deveria saber. A conta de que o etanol só vale se custar 70% do preço da gasolina é generalista, por levar em conta que o combustível vegetal tem cerca de 70% da energia que o fóssil contém. Mas cada veículo lida com os dois de um modo um pouco diferente, dependendo do projeto original do motor e da programação da injeção eletrônica.

Motores flex que privilegiem o etanol podem fazer média de 80% do que rendem com gasolina. Projetos bem adaptados ao combustível fóssil podem não chegar a 60% usando álcool. E o seu carro? Conhecer seu comportamento é a certeza de um consumo menor.

XÔ, ADULTERAÇÃO

Você achou um posto que tem combustível bem baratinho, mas não percebeu que seu carro passou a gastar mais. Ou então teve de parar na oficina mais cedo para fazer um revisão no motor. Ambos podem ser culpa de combustível adulterado. Uma boa dica para não cair em armadilhas é consultar o site da Agência Nacional de Petróleo (www.anp.gov.br), que divulga os postos autuados por adulterações, que podem tanto ser de composição quanto de volume.

Postos de redes de supermercados costumam ser mais confiáveis e oferecer preços baixos, mas já houve uma unidade do Carrefour, em São Paulo, que foi autuada por falha na aferição, ou seja, por vender menos combustível do que a bomba indicava. Fique de olho!

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