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Latin NCAP diz que ESP custaria apenas US$ 60 por carro

Este seria o custo unitário do equipamento para as fabricantes. Informação é de diretor de órgão que avalia segurança dos carros latino-americanos

Por Vitor Matsubara - 28 mar 2017, 17h59
Toyota Corolla com ESP
Item de segurança será obrigatório no Brasil a partir de 2020 divulgação/Toyota

Acrescentar controle de estabilidade a qualquer veículo custaria apenas US$ 60 a mais para cada montadora. Foi essa a revelação feita por Alejandro Furas, diretor técnico do Latin NCAP, órgão responsável por avaliar a segurança dos veículos feitos na América Latina.

“Infelizmente as montadoras oferecem o ESP como um artigo de luxo e cobram muito por ele, sendo que o custo do equipamento é de US$ 60 ou até menos. Assim, os países que ainda não exigem o item por lei estão fazendo o ‘jogo’ das fabricantes, dando-lhes espaço para que sigam ganhando muito dinheiro vendendo o ESP a preços exorbitantes, às vezes atrelando-o a outros itens que não aprimoram a segurança do veículo.

Trata-se do mesmo cenário que acontecia com o airbag antes da obrigatoriedade em países como Argentina, Brasil e Uruguai”, declarou Furas, em entrevista ao site Argentina Autoblog.

Desde 2016, os critérios de avaliação do Latin NCAP exigem que o veículo avaliado só possa obter quatro ou cinco estrelas na média de avaliação de proteção a adultos se oferecer controle de estabilidade entre os itens de segurança. O mercado argentino exigirá o item em todos os veículos fabricados localmente a partir de 2018. No Brasil, o ESP deve ser obrigatório apenas em 2020.

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Seguindo o novo protocolo de avaliação estabelecido pelo órgão no ano passado, o VW Golf se tornou o primeiro modelo fabricado no Brasil a conquistar cinco estrelas tanto na proteção a adultos quanto a crianças, igualando o resultado do Golf feito no México.

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