Dia do Automóvel: Revista em Casa por 9,90

Inversão térmica

Sistema reduz a temperatura e aumenta sensivelmente o rendimento dos motores

Por Gustavo Henrique Ruffo | Ilustrações Martini 5 ago 2014, 00h44 | Atualizado em 9 nov 2016, 13h56
geral

O motor a combustão só consegue aproveitar cerca de 30% da energia gerada pela queima do combustível. Os outros 70% se esvaem em perdas mecânicas e, principalmente, térmicas – com calor sendo dissipado pelo radiador e pelo escapamento. A empresa americana RTU, no entanto, desenvolveu uma forma de inverter essa relação de perdas e ganhos. Mudando os sistemas de admissão e de refrigeração, ela elevou a eficiência a 70%, com aumento substancial da força gerada. De acordo com o engenheiro Al Solaroli, fundador da RTU, usando um motor Audi 2.5 de cinco cilindros a gasolina, o mesmo que equipava o antigo VW Jetta, a empresa chegou a 814 cv de potência, 102 mkgf de torque e consumo de 18,9 km/l, com gasolina. Segundo Al Solaroli, além de obter um ganho significativo de rendimento, o novo motor é mais confiável, tem maior vida útil e exige menos manutenção do que um convencional, considerando que o calor é o maior fator de quebras ou fadiga dos materiais.

O sistema RTU pode ser aplicado em motores desenvolvidos especificamente para recebê-lo, mas também adaptado para motores convencionais. O maior desafio nesse sentido, segundo a empresa, é conseguir tornar o dispositivo economicamente viável para o consumidor final. O sistema pode ser usado em qualquer motor dos ciclos Otto, Diesel ou Atkinson.

TEORIA E PRÁTICA

A RTU se baseou no princípio dos processos adiabáticos, nos quais se manipula matéria sem ganho ou perda de energia. Mas esse conceito é só teórico, já que a conservação total de energia, sem perda alguma, é algo impossível na natureza. por isso, motores que funcionam segundo esse princípio são chamados de pseudo-adiabáticos.

CICLO COMPLETO

Sistema dispensa radiador e catalisador, mas usa um coletor de admissão com capacidade para resfriar o ar usado na combustão

Continua após a publicidade

1. ADMISSÃO

Antes de entrar nas câmaras, o ar admitido passa por um intercooler (resfriador) que baixa a temperatura para 30 °C e segue por um coletor que ajuda a resfriá-lo ainda mais, até -20 °C. a empresa não revela o segredo desse coletor especial.

2. RESFRIAMENTO

Continua após a publicidade

Nessa temperatura baixíssima, é possível comprimir mais ar nas câmaras e trabalhar com misturas pobres (pouco combustível). o sistema RTU consegue efetuar uma combustão a baixa temperatura.

3. CORPO FECHADO

Como trabalha em temperaturas mais baixas, o motor não precisa de um sistema de refrigeração convencional. por isso, ele ainda dispensa o uso de um radiador, que troca o calor com o ambiente para esfriar o motor.

Continua após a publicidade

4. COMBUSTÃO

A câmara de combustão conserva boa parte da temperatura da queima, e o calor represado ajuda a esquentar o ar admitido e a expandi-lo. É a expansão dos gases que move o pistão e exige uma queima com menos combustível e a temperaturas mais baixas. Assim, no final, a maior parte da energia da nova queima (70%) é convertida em movimento pelo pistão. Os demais 30% ainda se perdem em calor não aproveitado.

5. ESTADO GASOSO

Continua após a publicidade

Os gases de escapamento, graças à queima de baixa temperatura, são muito mais frios que os de um motor convencional (590 ºC, contra mais de 1 200 ºC). Como o processo consome pouco combustível e aproveita o calor já gerado para eliminar poluentes, o motor da RTU não precisa do catalisador.

6. AR FRESCO

Como os gases de exaustão têm temperaturas menos elevadas, a turbina aquece menos do que em um carro comum e o ar admitido (antes do intercooler) se conserva em temperaturas mais baixas que o costume (75 ºC, em lugar de 200 ºC).

Publicidade
TAGS:

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Carro SUV preto em estrada sinuosa com montanhas e vegetação ao fundo, sob céu alaranjado de pôr do sol. No canto superior direito, uma capa de revista com o título "Quatro Rodas" e outro carro.Carro SUV cinza escuro em estrada, com montanhas e vegetação ao fundo. No canto superior direito, logo da Quatro Rodas e outros carros.
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

Apaixonado por carros? Então isso é pra você!
Pare de dirigir no escuro: com a Quatro Rodas Digital você tem, na palma da mão, testes exclusivos,comparativos, lançamentos e segredos da indústria automotiva.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 52% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Quatro Rodas impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).