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Este VW Zé do Caixão com motor BMW V12 custou R$ 250.000

Oficina montou projeto com novo chassi e peças de um 750i 1996 e de um Mustang de segunda geração. Mas carroceria e cabine são originais

Por Renan Bandeira Atualizado em 5 jun 2020, 16h48 - Publicado em 5 jun 2020, 16h27
Embora tenha recebido um novo (e grande) trem de força, manteve as características estéticas Free Style/Divulgação

Os modelos refrigerados a ar da Volkswagen estão entre os mais admirados pelos amantes de carro clássicos no Brasil.

No entanto, um projeto um tanto diferente chamou atenção da equipe de QUATRO RODAS: um VW 1.600 quatro-portas – conhecido popularmente como Zé do Caixão – de 1968 com motor V12.

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Quem contou a história foi Juliano Luchesi e Luis Luchesi, responsáveis pelo projeto e donos da Free Style Veículos Especiais.

Segundo eles, tudo começou com o desejo de um cliente em ter o primeiro Zé do Caixão V12 do mundo.

Motor foi tirado de BMW igual ao desta imagem Reprodução/Internet

O primeiro passo foi comprar um BMW 750i de 1996, em perfeito estado, para utilizar seu motor V12 48V de 5,4 litros que rende 326 cv de potência e 50 kgfm de torque.

Um novo chassi tubular e reforçado foi produzido pela oficina pra suportar o novo conjunto mecânico Free Style/Divulgação

Como o Volkswagen carrega naturalmente um motor 1.600 de 60 cv refrigerado a ar, foi necessária uma série de preparações para comportar o motorzão BMW na carroceria.

A Free Style criou um novo chassi tubular especialmente para o projeto, uma vez que o original não suportaria o peso do novo propulsor.

Motor do veículo tomou toda a dianteira, onde antes ficava o bagageiro Free Style/Divulgação

A suspensão dianteira veio do Ford Mustang de segunda geração, importada, e conta com bandejas duplo-A, amortecedores de ação dupla e molas helicoidais.

Na traseira, foi usada a suspensão do próprio 750i, que é do tipo independente multilink com amortecedores iguais aos de carros de corrida e regulagem de altura, pressão e posicionamento horizontal.

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Suspensão traseira também é do BMW Free Style/Divulgação

Para frear tudo isso, foram adicionados freios a disco também do Mustang. Do veículo norte-americano foi aproveitada ainda a caixa de direção hidráulica – afinal, haja braço para mover as rodas dianteiras com o novo propulsor.

Acoplado ao V12 – que só coube na dianteira do VW, onde ficava o antigo bagageiro – está o câmbio automático de cinco marchas da ZF, que tomou espaço de quase toda a cabine do Volkswagen.

Nova transmissão tomou o habitáculo e barra de direção e painéis de instrumentos foram realocados mais para a esquerda Free Style/Divulgação

Por conta da transmissão, um novo assoalho teve de ser modelado e soldado à carroceria. Além disso, a empresa alterou a posição de dirigir, com a coluna de direção realocada um pouco mais à esquerda.

Para alimentar o supermotor, o time de preparadores desenvolveu um tanque de combustível de 60 litros em aço inoxidável polido, que está alojado no lugar do antigo motor boxer de quatro-cilindros do veículo lá na traseira.

Tanque de combustível fica na traseira, espaço onde ficava o antigo motor original do VW Free Style/Divulgação

Quem olha o bom velhinho sem saber sua história acredita que seja um veículo comum, uma vez que manteve a carroceria original, com todas as dimensões de largura, comprimento, entre-eixos e bitolas, e todo o interior da época.

Externamente, veículo mantém aparência de um velhinho Free Style/Divulgação

No entanto, estamos falando de um legítimo “sleeper” – veículos que parecem mansos no visual – de R$ 250.000 que deu vida ao primeiro Zé do Caixão V12 do mundo.

Infelizmente, não há informações técnicas sobre aceleração e velocidade máxima do veículo.

Isso, porque durante a passagem dos componentes do BMW para o VW toda a fiação e acelerador do sedã de luxo se deterioraram. Por se tratar de uma tecnologia antiga e rara, não encontraram uma peça igual para reposição.

A Free Style fez uma proposta ao proprietário para a troca do sistema de injeção, que permitiria o uso de um novo acelerador.

No entanto, sem que houvesse acordo entre as partes, não realizaram o serviço e, por isso, o projeto ainda não roda.

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    Fernando Pires/Quatro Rodas
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