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Esta Ferrari era a viatura mais temida por bandidos da Itália nos anos 60

Clássica 250 GTE usada como carro policial em Roma provocava pesadelos nos criminosos da época e hoje está à venda. Preço? Quase R$ 3 milhões

Por Guilherme Silva Atualizado em 3 jul 2021, 16h30 - Publicado em 28 abr 2020, 07h19
A icônica Ferrari 250 GTE viatura
A icônica Ferrari 250 GTE viatura Girardo & Co/Divulgação

Apresentada como carro-madrinha das 24 Horas de Le Mans de 1960, a Ferrari 250 GTE 2+2 foi o primeiro carro de produção da marca italiana com quatro lugares.

Surgiu para atender à demanda da clientela que precisava viajar com conforto mas sem abrir mão do desempenho de um esportivo da época.

O modelo foi desenvolvido a partir do chassi da 250 GT de dois lugares, ganhando adequações para aumentar o espaço da cabine e com direito a um bom porta-malas.

O belo desenho da carroceria ficou a cargo do renomado estúdio Pininfarina.

Quem tinha dívidas com a lei e se via diante desta máquina já podia se considerar capturado
Quem tinha dívidas com a lei e se via diante desta máquina já podia se considerar capturado Girardo & Co/Divulgação

O motor V12 de 3 litros, alimentado por três carburadores Weber, também vinha da GT. Os cerca de 240 cv de potência eram enviados às rodas traseiras por meio de um câmbio manual de quatro marchas.

  • A GTE 250 2+2 atingia números de desempenho expressivos para a década de 1960. Fazia de 0 a 100 km/h na casa dos 8 segundos e alcançava os 240 km/h de velocidade máxima.

    250 GTE foi a primeira Ferrari 2+2
    250 GTE foi a primeira Ferrari 2+2 Girardo & Co/Divulgação

    Bela e refinada, a primeira Ferrari com banco traseiro se tornou o modelo mais popular da marca e foi objeto de desejo das celebridades da época. O cantor norte-americano Frank Sinatra, por exemplo, foi dono de um exemplar.

    Das 954 unidades fabricadas, estima-se que menos da metade tenha sido mantida com as características originais, uma vez que a 250 GTE 2+2 serviu de doadora de peças a modelos lançados posteriormente.

    O motor V12 triplamente carburado
    O motor V12 triplamente carburado Girardo & Co/Divulgação

    E um desses exemplares conservados em estado original é o de chassi número 3999 (625ª unidade produzida), que serviu à polícia da capital italiana Roma entre 1962 e 68.

    O carro era conduzido pelo agente Armando Spatafora em patrulhas noturnas pelas estradas da região.

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    Quem não ficaria motivado em combater o crime a bordo de uma máquina destas?
    Quem não ficaria motivado em combater o crime a bordo de uma máquina destas? Girardo & Co/Divulgação

    Reza a lenda que era praticamente impossível fugir de uma perseguição, devido à habilidade de Spatafora ao volante da Ferrari. Escapar da dupla era uma façanha no submundo de Roma naqueles tempos.

    Estofamento e revestimentos seguem impecáveis
    Estofamento e revestimentos seguem impecáveis Girardo & Co/Divulgação

    A Ferrari, chamada de Pantera Negra, foi aposentada em boas condições após seis anos de serviço – todas as manutenções eram feitas na fábrica, em Maranello.

    Comandos do console central eram todos por chaves e puxadores
    Comandos do console central eram todos por chaves e puxadores Girardo & Co/Divulgação

    O carro foi arrematado em um leilão estatal pelo colecionador italiano Alberto Cappelli, que o manteve bem conservado durante quatro décadas.

    A Ferrari viatura cumprindo seu dever nos anos 60
    A Ferrari viatura cumprindo seu dever nos anos 60 Girardo & Co/Divulgação

    Por se tratar de um carro de coleção, a Pantera Negra é o único carro particular na Itália que pode rodar caracterizado como viatura policial.

    Fugir da 250 GTE era praticamente impossível
    Fugir da 250 GTE era praticamente impossível Gerardo & Co/Divulgação

    Desde 2015, a Ferrari pertence a outro colecionador italiano, que a exibe em eventos de veículos clássicos pela Europa. Mas o proprietário decidiu que está na hora de encontrar um novo dono para o carro.

    A venda da Ferrari está sendo conduzida pela loja de veículos antigos Girardo & Co., com sedes na Inglaterra e Itália.

    A bordo desta Ferrari, o agente Armando Spatafora fez fama
    A bordo desta Ferrari, o agente Armando Spatafora fez fama Gerardo & Co/Divulgação

    Um representante da empresa disse à reportagem de QUATRO RODAS que o preço do modelo é confidencial “devido ao histórico e procedência”. A Ferrari rodou apenas 34.000 km nos últimos 58 anos.

    Para efeito de comparação, a unidade de chassi 3985 foi vendida há três anos pela casa de leilões RM Sotheby’s por 460.000 euros, o equivalente a R$ 2,8 milhões em conversão direta na cotação atual.

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