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Equipamento pessoal

Roupas que protegem e até aliviam o calor

Por Ismael Baubeta 9 mar 2012, 18h15 | Atualizado em 18 mar 2024, 14h28
Equipamento pessoal
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Equipamento pessoal

Se o verão é um convite para andar de moto, o calor pode ser um desestímulo ao uso de equipamentos de proteção. A boa notícia é que há uma crescente oferta de equipamentos seguros, mais leves e frescos, para uso nos dias mais quentes.

Encontramos nas lojas capacetes abertos com preços que variam entre 105 e 1 700 reais. Ao escolher um casco sem queixeira, dê preferência aos que envolvem todo o crânio, inclusive a base da nuca, e cobrem as bochechas.

Alguns capacetes fechados têm sistema de ventilação forçada. Esse sistema faz com que o ar fresco percorra o espaço entre o casco e a proteção acolchoada, promovendo uma bem-vinda dissipação do calor.

A variedade de modelos, origens, desenhos e preços é enorme. Encontramos modelos à venda com preços que vão desde módicos 95 reais a estratosféricos 3 200 reais. Na média, com algo entre 500 e 700 reais é possível encontrar um produto de qualidade, capaz de garantir sua segurança. Opção são capacetes escamoteáveis, que têm a parte frontal móvel, ao estilo dois em um. Há versões entre 340 e 2 230 reais.

Os capacetes fechados ao estilo offroad são bem arejados graças à queixeira afastada do rosto, da grande janela frontal e da aba (pala sobre os olhos) que direciona o vento para essa área. Alguns modelos, como o Bieffe 3 Sport (340 reais) e o Arai Tour X (2 100 reais), têm viseira embutida, que permite andar sem os óculos de proteção. Encontramos versões com preços entre 100 e 2 450 reais.

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PRIMEIRA PELE

A vestimenta não é menos importante que o capacete, mas é muito mais negligenciada pelos motociclistas, principalmente quando o calor toma conta do dia a dia e as temperaturas chegam aos 30 ºC. De fato, não é agradável estar sobre a motocicleta e sentir o sour escorrer por dentro das roupas.

Há uma variedade ampla de jaquetas, calças, luvas e até botas ventiladas que, se não resolvem totalmente o desconforto de andar coberto sob o sol, são arejadas. A roupa interior chamada de segunda pele também pode ser eficiente contra o calor, especialmente em longas viagens, dissipandoo parcialmente, permitindo a evaporação do suor e a respiração da pele.

A segunda pele é feita em geral de um tecido sintético bem fino e elástico, com diferentes composições – dependendo do fabricante. Essa roupinha justa fica entre sua pele e o equipamento principal de segurança, calça ou jaqueta, e ajuda na evaporação do suor e a baixar a temperatura corporal, segundo os fabricantes. Cada marca tem seu diferencial. Há recursos como nanopartículas de dióxido de titânio para bloquear os raios solares UVA e UVB nos produtos da marca Solo; e íons de prata (funcionam como antibactericidas contra o mau cheiro) nos produtos da Curtlo. Supermicrofibras sem costura lateral são itens extras de conforto. O custo de uma segunda pele fica entre 100 e 200 reais a peça.

A segunda pele Solo X-Sensor promote baixar a temperatura do corpo em até 3 ºC. São duas as virtudes apregoadas para o produto: ser capaz de dispersar os raios infravermelhos do Sol, graças à nanotecnologia Nano Aqua Chem (NAC) do tecido, e reduzir a temperature superficial da pele em 1 ºC, graças a uma substância chamada comercialmente de Xilitol que, em contato com a umidade da pele, promete resfriá-la. Não é muito viável utilizar as vestimentas tipo segunda pele na cidade durante os dias quentes, mas na estrada a coisa funciona bem.

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As jaquetas ou calças de cordura também são confeccionadas em versões específicas para o calor, com parte das peças em tecido ventilado, reticulado ou vazado, e aberturas para circulação do ar que podem ser fechadas com zipper ou velcro. As partes cruciais de proteção, como as regiões de cotovelos, antebraços, ombros e costas – ou joelhos e quadris, nas calças -, sempre recebem tecido mais grosso para não comprometer a segurança em um eventual e indesejado contato com o chão.

Segundo Ricardo Asa, gerente de marketing da marca Alpinestars no Brasil, o material sintético utilizado na confecção das jaquetas e calças de proteção para motociclistas pode diferir na capacidade de resistência à abrasão do asfalto pela espessura, trama do tecido e até mesmo pelas linhas utilizadas nas costuras. “Uma linha de costura que não tenha boa resistência pode comprometer toda a proteção que a jaqueta deve dar ao motociclista, fazendo com que a peça vá se abrindo, desmanchando no atrito com o asfalto, e expondo o corpo do motociclista.”

Reforços com proteções internas rígidas em calças e jaquetas são fundamentais no caso de impactos e quedas. Os de plástico rígido costumam ser removíveis para lavagem. No caso dos produtos de couro, o mais comum é ver as partes menos vulneráveis trazerem furos para ventilação e as roupas incorporarem partes em material elástico e térmico – tipo neoprene – entre as pernas, atrás dos joelhos e nas axilas. Os preços variam entre 400 e 540 reais, no caso das jaquetas sintéticas ventiladas, e entre 300 e 990 reais, para as calças leves.

A escolha de luvas para a proteção das mãos – talvez o item de segurança mais negligenciado no verão – também deve ser criteriosa. Não basta que a luva seja curta, de material leve e maleável, para que seja mais fresquinha. O mais importante no momento da escolha de seu par para a estação quente é verificar se há reforços nos pontos adequados e necessários, como os nós e as juntas dos dedos e a palma da mão. Há luvas com proteções rígidas adequadas e tecido mais leve com preços entre 70 e 670 reais, dependendo da marca e do estilo.

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Se você acha que usar bota no verão não dá pé, saiba que as botas para uso esportivo ou em competição, além de contarem com ventilação e proteções extras, também são mais leves. Na hora de escolher o calçado, é importante fazer alguns pequenos testes para ver se ele vai realmente proteger seus pés. Verifique a flexibilidade do movimento ascendente do pé esquerdo, aquele que se faz para passar a segunda marcha, puxando a ponta do pé para cima.

A aderência do solado também deve ser observada para garantir bom grip nas pedaleiras e no solo. As botas que vêm com proteções rígidas nas canelas e nos calcanhares, apesar de mais indicadas para uso esportivo, oferecem proteção suplementar para essas partes críticas. A peça rígida no calcanhar tem o objetivo de fazer o pé deslizar – num eventual tombo -, evitando seu travamento no asfalto, o que poderia fazer o piloto entrar em rolamento e ocasionar eventual fratura ou lesões ligamentares.

Independente das marcas e do tipo de equipamento, o motociclista é o responsável pela escolha de seus apetrechos de segurança. Faça frio ou calor, é fundamental manter a pele – a sua pele – longe do asfalto.

GUARDA-ROUPA CLIMATIZADO

De tecidos que reduzem a temperatura do corpo a capacetes arejados: calor não é desculpa para andar desprotegido.

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Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil ao fundo e uma bola no gramado. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas, com um carro vermelho em destaque. Um ícone de árvore branca aparece no canto superior direitoTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca.
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