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Empresa oferece a emoção de pilotar os carros de rali do Grupo B

Audi Quattro, Peugeot 205 T16, Ford RS2000 e Lancia 037 fazem parte do acervo

Por Vitor Matsubara 28 fev 2017, 13h45

Os carros atuais do Campeonato Mundial de Rali (WRC) são fantásticos, mas os fãs do esporte lembram mesmo é do Grupo B. Nascida em 1982, a categoria tinha poucas restrições no regulamento, sem limites de peso e exigindo a produção em série de apenas 200 veículos de passeio para a homologação.

Como não havia limitações de potência, a cavalaria dos carros campeões saltou de 250 cv em 1981 para mais de 500 cv em menos de cinco anos. Várias montadoras entraram na categoria e os espectadores se deleitavam com máquinas como o Audi Quattro S1 (que passava dos 600 cv) e o Peugeot 205 T16.

Mas o Grupo B se mostrou perigoso demais para os pilotos: vários acidentes em série (incluindo alguns fatais) fizeram a FIA extinguir a categoria no fim de 1986.

Atividades são realizadas em pista exclusiva da locadora
Atividades são realizadas em pista exclusiva da locadora reprodução/Quatro Rodas

Quase 30 anos depois, uma empresa francesa promete realizar o sonho de sentir na pele as emoções de um piloto do Grupo B. A Vaison Groupe B aluga réplicas perfeitas de veículos de rali produzidos de 1983 a 1986 – os originais, raríssimos, seriam valiosos demais para tal serviço.

De tão fiéis mecanicamente, porém, as reproduções foram elogiadas até por Sebastien Loeb (eneacampeão do WRC), que escolheu um Peugeot 205 T16 Evo 2 para participar do Vosges Rallye Festival.

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O Audi Sport Quattro S1 era uma das máquinas mais badaladas do Grupo B
O Audi Quattro S1 era uma das máquinas mais badaladas do Grupo B Reprodução/Quatro Rodas

A locadora proporciona um dia inesquecível para fanáticos por velocidade. Depois de passarem por um briefing, os clientes vestem a indumentária completa de piloto (com direito até a macacões iguais aos de Fórmula 1) antes de se dirigir à pista.

Todo participante é acompanhado por um instrutor, que pode regular a potência do motor e até assumir o comando do veículo, já que o lado do passageiro também conta com os pedais de embreagem, freio e acelerador – como em um veículo de autoescola.

Clientes são acompanhados por um instrutor que assume o controle do carro em emergências
Clientes são acompanhados por um instrutor que assume o controle do carro em emergências reprodução/

A diversão, porém, custa caro: pilotar um Audi Quattro S1 ou um Peugeot 205 T16 custa 1.788 euros com impostos inclusos. Se a indecisão for grande, basta desembolsar 3.348 euros para experimentar os dois veículos ou 8.388 euros para pilotar quatro réplicas – além do Audi e do Peugeot, o acervo da locadora inclui um Audi Sport Quattro, um Austin Metro 6R4, um Lancia 037 e um Ford RS200.

Réplica do 205 T16 foi elogiada até por Sebastien Loeb
Réplica do 205 T16 foi elogiada até por Sebastien Loeb reprodução/Quatro Rodas

Se a grana está curta, a opção é rodar como copiloto em um dos veículos de competição conduzidos por um piloto profissional. Neste caso, os preços variam de 249 euros (para o Audi Quattro e o Austin Metro) a 348 euros (Lancia 037 ou Ford RS200).

Pilotar quatro carros custa mais de 8 mil euros
Pilotar quatro carros custa mais de 8 mil euros reprodução/Quatro Rodas

As réplicas possuem de 300 a 550 cv e são conduzidas em uma pista própria da empresa, localizada em Torcy, cidade localizada a 3h de Paris de carro – se a viagem for realizada pelo TGV (trens de alta velocidade) o tempo de percurso cai para 1h20.

Assista abaixo ao vídeo produzido pela Vaison – e separe seu passaporte…

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