Clique e assine por apenas 8,90/mês

Cheiro de carro novo pode ser nocivo à saúde

Odor é causado pela liberação de substâncias químicas que podem causar até doenças graves

Por Vitor Matsubara - Atualizado em 9 nov 2016, 14h53 - Publicado em 21 mar 2016, 15h31
Cheiro de carro novo

O cheiro de carro novo adorado por muitos consumidores pode ser nocivo à saúde. Segundo informações da BBC, o odor encontrado em veículos zero quilômetro é resultado de uma combinação de produtos químicos, sendo que alguns deles podem ser altamente tóxicos. São cheiros de diversos solventes, adesivos, plásticos, tecidos e borrachas utilizadas no processo de fabricação do carro. Muitos desses materiais, porém, possuem compostos orgânicos voláteis, que podem ser até letais em certas quantidades.

“Trata-se de um coquetel químico feito com diversas toxinas. Aproximadamente 200 compostos químicos podem ser encontrados nos veículos, mas, considerando que não há ninguém fiscalizando o uso destes materiais, os consumidores não têm como saber o tamanho do perigo com o qual estão lidando”, afirma Jeff Gearhart, diretor de pesquisa do Centro de Ecologia de Michigan. O instituto vem monitorando e testando os níveis de agentes químicos presentes nos interiores dos automóveis há anos, e admite que houve uma melhoria de uns tempos para cá. Mas ainda há muito a ser feito.

A lista de substâncias encontradas na cabine dos veículos possui nomes “de peso”, como benzeno, tolueno, formaldeído (cuja forma líquida é conhecida popularmente como formol) e metais pesados. São vários os sintomas imediatos no corpo humano, variando de uma simples dor de garganta a tontura, reações alérgicas e náuseas. Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, a exposição contínua a algumas destas substâncias pode acarretar em disfunção hormonal, problemas na reprodução, danos ao fígado, rins e sistema nervoso central e, em casos extremos, até câncer.

Como é de se imaginar, o perigo se torna ainda maior quando o veículo é novo e o tradicional cheiro está mais presente. É justamente nos primeiros meses de uso que os materiais do interior estão propensos a liberar vapores químicos que causam tal odor. Deixar o veículo exposto a altas temperaturas por muito tempo piora a situação, já que isso acaba acelerando a reação química. Segundo especialistas, depois de seis meses as chances de gases nocivos se dissiparem cai significativamente.

Continua após a publicidade

Cientes deste problema, as montadoras dizem que trabalham constantemente para reduzir os índices de produtos químicos dentro de seus automóveis. Além de utilizar materiais e substâncias menos nocivas, as fabricantes dizem que melhoraram a ventilação de ar dentro da cabine e dos sistemas de filtragem de impurezas. Algumas empresas também ampliaram o uso de fibras naturais nos revestimentos dos bancos, reduzindo a quantidade de agentes químicos e contribuindo para a reciclagem dos materiais.

Publicidade