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Adrenalina no cerrado: as emoções da Chapada dos Veadeiros

No terceiro episódio de GUIA JEEP QUATRO RODAS BY RENEGADE, Fernanda Keller vai até a Chapada dos Veadeiros para enfrentar seu medo e praticar rapel

Por Abril Branded Content Atualizado em 15 dez 2017, 12h52 - Publicado em 21 nov 2017, 00h06

“Eu nunca fiz rapel, foi a primeira vez. Vale a pena correr o risco, sentir a adrenalina de manusear um equipamento nunca usado e ver se vai fazer certinho. O medo te faz pensar e ficar num estado de atenção.” Enfrentar o medo para viver novas experiências. Essa foi uma das aventuras que Fernanda Keller, a convidada especial de GUIA JEEP QUATRO RODAS BY RENEGADE, viveu ao ir para a Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

Rodeada pela vegetação do cerrado, a Chapada é conhecida pelas suas belas cachoeiras e pelo ecoturismo. Inclusive, durante as férias de julho, a região ganha ainda mais movimento pelos apaixonados por aventura, que vão desbravar as trilhas e as belas paisagens do local. Além do ecoturismo, o destino também é conhecido pelo esoterismo. Não é à toa que Alto Paraíso de Goiás é considerada uma das cidades mais místicas do Brasil: o solo da região é rico em cristais, o que, segundo especialistas, funciona como canalizador de energia.

Estrada

A Chapada dos Veadeiros está situada em três cidades de Goiás, sendo elas Alto Paraíso, São Jorge e Cavalcante. O caminho é inteiro asfaltado na região de Alto Paraíso, uma espécie de capital do local. Porém, para conhecer grande parte das cachoeiras, é preciso se aventurar em estradas de terra e, em alguns casos, somente com veículos 4×4. As distâncias entre as cidades são de 36 quilômetros de Alto Paraíso a São Jorge; 89 quilômetros, de Alto Paraíso a Cavalcante; e 125 quilômetros de São Jorge a Cavalcante.

A capital mais próxima é Brasília. A partir de lá, siga por 41 quilômetros pela BR-020 até o acesso para a BR-010/DF-345/GO-118. Alto Paraíso de Goiás está a 167 quilômetros desse trevo. Já de Goiânia, a distância é de 428 quilômetros.

Mesmo tendo em Alto do Paraíso uma espécie de capital da região, as três cidades contam com pousadas bem estruturadas e campings de referência, com indicações de guias que podem acompanhar os passeios.

#IssoéJeep: o que fazer na Chapada dos Veadeiros

Na Chapada dos Veadeiros, aventura e encantamento se misturam Estúdio Abril/Abril Branded Content

Cataratas dos Couros/ de São Vicente

Vamos ser sinceros: uma cachoeira para a qual é necessário dirigir por 50 quilômetros, sendo 31 deles por terra, tem que ser uma cachoeira com C maiúsculo. As Cataratas dos Couros merecem o sacrifício. Depois de estacionar o veículo, caminha-se por uma trilha tranquila por 800 metros até chegar à primeira queda, a Cachoeira da Muralha (20 metros, com bom poço para banho). A próxima queda está a 900 metros de caminhada ao longo do Rio dos Couros – tem que colocar o pé na água, mas há várias piscinas pelo caminho. Batizada de Almécegas 1000, tem 50 metros de queda. Outra trilha, bem mais íngreme, leva às demais cachoeiras do complexo. Guias não são obrigatórios, mas, por prudência, é bom contratá-los.

 

Complexo de Cachoeiras dos Macaquinhos

Circuito de cachoeiras que conecta diversas quedas e belas piscinas de águas verdes. Fica a 46 quilômetros de Alto Paraíso de Goiás, sendo 15 quilômetros de estrada asfaltada e o restante de terra. Na entrada do complexo há um camping onde é possível se hospedar para aproveitar a região com mais calma. É recomendável passar pelo trecho final, já perto do camping, com veículos 4×4. A trilha que passa pelas cachoeiras é relativamente tranquila, com destaques para o Poço do Sereno, a Cachoeira da Caverna e a Cachoeira do Encontro.

Cachoeira do Macacão

Dos lugares incrivelmente bonitos da Chapada dos Veadeiros, esse é um dos menos visitados. O caminho é o mesmo do Vale do Rio Macaquinho até uma bifurcação. Apenas veículos 4×4 conseguem vencer a estradinha cheia de buracos e algumas travessias de rios até o início da trilha. De lá, são 2 quilômetros até o alto da queda e mais 1 quilômetro até a base, com vegetação exuberante e bons poços para banho. Um totem de pedra bem semelhante a uma igreja leva o nome de Catedral. No local, pode-se acampar.

Trekking pelo Sertão Zen

É a grande caminhada mais próxima de Alto Paraíso de Goiás. Protetor solar e muita água mineral são indispensáveis na empreitada. São 16 quilômetros de trekking em meio ao cerrado com pouca sombra pelo caminho. Com alguns trechos bem difíceis, o ponto alto é a nascente do Rio do Macaco, quando se passa no topo de uma cachoeira de 150 metros. Recomendável contratar um guia.

Cachoeira das Almécegas I e II e Cachoeira de São Bento

O acesso é pela Pousada Fazenda São Bento, na estrada entre Alto Paraíso de Goiás e São Jorge. Para chegar à primeira queda, dirige-se por 6 quilômetros em estrada de terra até o início da trilha. Depois de 1,5 quilômetro de caminhada, chega-se até o mirante da cachoeira, um paredão de quartzito. De lá sai uma trilha bem íngreme de 600 metros até a parte baixa, com poço de banho. Para a Almécegas II, deve-se retornar à portaria e dirigir por 7 quilômetros em uma estradinha, seguida de uma trilha mais tranquila com 200 metros de extensão. Quem não quiser se esforçar muito pode curtir a Cachoeira de São Bento, ao lado de uma pousada.

Salto do Rio Preto e Cachoeira do Garimpão

Dentro do Parque Nacional, dá para fazer a trilha, relativamente tranquila e com alguma sinalização, sem guia. Caminha-se 11 quilômetros (ida e volta) rumo ao majestoso Salto do Rio Preto (120 metros), com um lindo mirante, mas sem acesso à parte baixa, e à Cachoeira do Garimpão, um pouco mais baixa (80 metros), mas onde se pode nadar no poço. No retorno, ainda há uma parada para banho nas Corredeiras do Rio Preto.

Cânion 2 do Rio Preto e Cachoeira dos Cariocas

Também dentro do Parque Nacional, a distância percorrida é semelhante à trilha do Salto do Rio Preto, mas a dificuldade é maior. Muitas formações rochosas aparecem pelo caminho. No Cânion 2, há um bom poço para banho. A 1 quilômetro dali, em trecho de forte descida, a Cachoeira dos Cariocas (30 metros) também tem uma piscina natural, além de uma prainha com areia branca.

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Travessia das Sete Quedas

Trekking de 23 quilômetros de extensão percorrido em dois ou três dias, atravessando um longo trecho de cerrado, campos rupestres e um antigo caminho feito por garimpeiros. No primeiro dia, caminha-se 17 quilômetros até a área de camping, com alguns locais para banho de rio pela trilha. Além disso, o camping está bem próximo das Sete Quedas, um conjunto com pequenas cachoeiras. A 100 metros do camping, há um banheiro (o parque não fornece papel higiênico). O segundo dia é mais sossegado, com apenas 6 quilômetros de caminhada, mas a trilha termina a 12 quilômetros de São Jorge, onde fica a portaria. É obrigatório fazer agendamento prévio no site do parque.

Cachoeira do Abismo e Mirante da Janela

A 3 quilômetros de São Jorge, uma trilha dois-em-um para curtir uma das mais bonitas paisagens da Chapada dos Veadeiros. Ao lado do estacionamento, uma casinha serve café e água. Os primeiros 2 quilômetros até a Cachoeira do Abismo, que só se forma na época das chuvas, são bem tranquilos. O bicho pega a seguir: são mais 2 quilômetros agora em terreno bem íngreme – tanto subida quanto descida, com alguns corrimões para auxiliar. A recompensa é um mirante em formato de janela para o Salto do Rio Preto, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Um visual arrebatador.

Cachoeira do Segredo

Uma das caminhadas mais divertidas – e molhadas – da região. Para chegar à cachoeira de 115 metros de altura, atravessa-se 14 vezes o leito dos Rios Segredo e São Miguel, com várias paradas para banho. São duas horas e meia de caminhada só no trecho de ida, ou seja, bom preparo físico é fundamental. É recomendável contratar um guia.

Cachoeiras de Santa Bárbara e da Capivara

A partir da comunidade quilombola Kalunga, no Engenho II, a estrada de terra piora bastante. Alguns seguem a pé de lá (com um guia local que deve ser contratado na comunidade), outros conseguem dirigir por mais 4 quilômetros até o início da caminhada, mas exigindo bastante do veículo. Em 20 minutos, chega-se à Cachoeira de Santa Bárbara, com seu estonteante poço de água cristalina, alternando cores verde e azul. De volta à comunidade Kalunga, depois de uma descida em pedras, alcança-se a Cachoeira da Capivara.

Ponte de Pedra

O mote do passeio é ver um arco natural de pedra com 15 metros de altura sobre o Rio São Domingos, que divide o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros de uma reserva particular. Após passar pelo arco, o rio despenca em uma cachoeira de quase 100 metros (sem acesso à base). No local, há piscinas naturais com água cristalina e geladinha. Para chegar, caminha-se 7 quilômetros em uma trilha de dificuldade moderada, mas que exige bastante do joelho. Obrigatória a contratação de um guia.

Cachoeira do Prata

Quem gosta de estrada de chão e cachoeiras encontra um prato cheio. É preciso dirigir por 62 quilômetros pela terra até chegar ao local. Ao longo de 2 quilômetros do Rio da Prata, percorre-se uma sequência de quatro pequenas quedas com ótimos poços para banho em águas cristalinas. Outra opção, para quem gosta de uma caminhada mais pesada, é enfrentar uma trilha íngreme de 7 quilômetros até deparar-se com a Cachoeira Rei do Prata, com 23 metros. É recomendável a contratação de um guia.

Proteção e respeito

Algumas dicas para curtir ao máximo o contato com a natureza:

– Contate sempre guias locais para entender a melhor forma de conhecer os atrativos da região. Mesmo quando não há a obrigatoriedade da companhia de um profissional, eles sempre poderão dar o melhor tipo de apoio e dicas valiosas;

– Procure se manter dentro das trilhas demarcadas e cumpra todas as normas de entrada e saída dos locais para não prejudicar o ecossistema das áreas visitadas;

– Respeite as regras de proteção de formações históricas e pinturas rupestres. São heranças muito frágeis, que precisam de cuidado para não se perderem;

– Mantenha o silêncio e procure não se aproximar dos animais nem alimentar os que encontrar no caminho. A melhor lembrança que você pode levar desses encontros são as fotos;

– Evite fazer fogueiras e não deixe lixo para trás. Respeitar a natureza: #IssoéJeep.

Gostou? Confira todas as informações sobre a Chapada dos Veadeiros em GUIA JEEP QUATRO RODAS BY RENEGADE e coloque o pé na estrada!

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