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A tecnologia espacial que fará o novo Tesla Roadster devorar as pistas

Em 2018, um Tesla Roadster foi enviado ao espaço. Agora sua nova geração usará foguetes em busca de performance insana

Por Eduardo Passos Atualizado em 11 Maio 2021, 16h51 - Publicado em 3 mar 2021, 10h19
Tesla Roadster 2 foguetes rockets
Ação e reação: a Tesla aproveitará tecnologia da SpaceX, mas não haverá nenhuma reação química no processo. Apenas a física trabalhando Otávio Silveira/Quatro Rodas

Excentricidades são comuns nos veículos da Tesla, mas quando o dono da empresa, Elon Musk, anunciou que o novo Roadster contaria com foguetes desenvolvidos pela SpaceX – braço espacial do seu conglomerado – muitos acharam se tratar apenas de mais uma piada com público e mídia

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Diante disso, Musk reforçou o plano e deu mais detalhes sobre o sistema: serão dez bocais ao redor do cupê (sim, o novo Roadster não é um roadster), que atuarão quando o atrito com o asfalto for insuficiente para domar a potência de três motores (dois traseiros e um dianteiro), alimentados por uma bateria de 200 kWh – quatro vezes maior que a do novo Peugeot 208.

Círculo de tração

Um carro depende dos pneus empurrarem o solo e, pelo princípio de ação e reação (Terceira Lei de Newton) , ser empurrado de volta para conseguir se mover. Entretanto, há um limite de quanto os pneus conseguem lidar com esse “empurra-empurra”, inclusive lateralmente. Isso é representado pelo círculo de tração: quando a força G excede a linha, o carro derrapa ou destraciona. E é para não depender da borracha que a Tesla usará foguetes, dando esse empurrãozinho a mais.

Assim, em eventuais destracionadas, saídas em curva ou frenagens bruscas, jatos de gás comprimido a altíssima pressão manterão o carro na trajetória ideal, independente do limite de tração dos pneus.

2022-tesla-roadster
Divulgação/Tesla

O sistema é o mesmo que auxilia os foguetes da SpaceX a voltarem do espaço em pouso controlado, derrubando o mito de que “foguete não dá ré”. Com o auxílio do mecanismo, o novo Roadster, previsto para até 2022, deve ir de 0 a 100 km/h em cerca de 1,1 segundo e passar com folga os 400 km/h.

Os esportivos a combustão que corram atrás, porque pelo menos na aceleração o Tesla Roadster seria o mais rápido do mundo.

  • Então voa controlado

    Para medir a eficiência de um foguete, usa-se o impulso específico (Isp). No ônibus espacial, com químicos altamente inflamáveis, o Isp gira na casa de 300 s. No Tesla deverá bater os 75 s.

    Discrição

    Musk diz que propulsores traseiros ficarão sob a placa, que abaixará momentaneamente.
    Esse mecanismo é proibido em diversos lugares.

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    Gás gelado

    Não haverá ignição, mas sim ejeção de gás armazenado a baixas temperaturas. Lógica semelhante a um desodorante aerossol.

    Armazenamento

    O gás será armazenado em um só tanque, de material compósito, a cerca de 10.000 psi. A própria bateria do carro será responsável por pressurizá-lo.

    Esguio

    Jatos saindo das laterais devem garantir curvas fechadas (e velozes) mesmo quando os pneus já não derem conta da tração.

    STOP!

    Os bocais dianteiros servirão para frenagem extremamente rápida, útil em emergências (a desaceleração, nesse caso, será brutal).

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