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Os motores de três cilindros possuem alguma vantagem técnica?

Eles oferecem menor consumo e melhor torque em baixas rotações; as vibrações, porém, são maiores

Por Redação - Atualizado em 30 jun 2018, 13h00 - Publicado em 9 dez 2015, 15h36

Motor Ford 1.0 EcoBoost

Quais as vantagens técnicas do motor três-cilindros em relação ao de quatro? — ALEXANDRE VAROTO, SÃO CARLOS (SP)

Desde que mantida a mesma capacidade cúbica, o três-cilindros gasta menos combustível por causa do atrito reduzido, causado pelo menor número de peças.

O atrito entre pistão e camisa de cilindro representa a maior perda mecânica dentro do motor. Estima-se que, em relação ao motor de quatro cilindros, a perda de um cilindro represente uma perda por atrito 15% menor.

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As massas móveis dos tricilíndricos também são reduzidas, produzindo menos inércia.

Com menos cilindros, também podem ser reduzidos o tamanho e o peso das outras partes do motor, como bloco, cabeçote, comando de válvulas e virabrequim.

Outro efeito do cilindro a menos é uma menor geração de calor, o que implica em menos energia dissipada. Tudo isso resulta não apenas em consumo inferior, mas também melhor torque em baixas rotações e respostas mais rápidas

Uma característica que divide opiniões é o ronco próprio. Como a frequência do som do três cilindros cresce 50% mais rápido do que o de quatro, ele soa como cortador de grama para alguns ou mais esportivo para outros.

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A desvantagem, principalmente nos primeiros tricilíndricos que chegaram por aqui, são as vibrações maiores geradas em altas rotações. Elas são mais sentidas que num motor de 4 cilindros pois, como o número de cilindros é ímpar, a distribuição de massas e forças fica assimétrica, tornando mais difícil o seu balanceamento.

Por outro lado, o recente boom mundial dos três-cilindros, ocorrido em função do nível de exigência cada vez maior das leis que regulam as emissões de poluentes, pode solucionar esse problema no curto prazo.

Hoje, todas as grandes marcas oferecem, no mínimo, um três cilindros no cardápio: tem aspirado, turbo, 1.0, 1.2, gasolina, flex… E o lado bom dessa história é que, naturalmente, a competitividade entre os fabricantes acaba acelerando o processo evolutivo.

Não se espante, portanto, se em poucos anos o três-cilindros que era referência de eficiência acabar sendo classificado como obsoleto.

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