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Os materiais utilizados no interior dos carros podem fazer mal?

Em carros novos, plásticos expostos ao sol podem liberar vapores tóxicos

Por Da Redação Atualizado em 4 Maio 2021, 09h39 - Publicado em 14 abr 2017, 15h49
Quanto mais plástico barato, mais veneno no ar
Quanto mais plástico barato, mais veneno no ar Marco de Bari/Quatro Rodas

É verdade que o interior de um carro na sombra com as janelas fechadas pode liberar até 800 mg de benzeno, podendo chegar a 4.000 mg num dia de sol forte? Quais o risco para os ocupantes? – David Antônio Costa Barros, Goiânia (GO).

É verdade. Segundo o médico Dirceu Rodrigues Alves Júnior, da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), isso ocorre principalmente nos carros zero-quilômetro, com o famoso “cheirinho de carro novo”.

Este odor característico é fruto de diversos solventes, adesivos, plásticos, tecidos e borrachas utilizadas no processo de fabricação do carro. O problema é que tudo isso libera em forma de vapores tóxicos não só o benzeno, mas também substâncias como tolueno, acetona ou estireno.

Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, a exposição contínua a algumas destas substâncias pode acarretar em dor de garganta, tontura, reações alérgicas e náuseas, disfunção hormonal, problemas na reprodução, danos ao fígado, rins e sistema nervoso central e, em casos extremos, até câncer.

Mas essa emissão tende a diminuir conforme o veículo vai ficando velho. Sobre a quantidade, tudo depende dos materiais usados pelo fabricante, mas em geral nos carros populares (com plásticos mais baratos) a liberação de vapores nocivos é maior.

Por isso, a dica é evitar estacionar o veículo no sol, usar protetor de para-brisa (para cobrir os plásticos do painel), não usar a ventilação forçada com os vidros fechados, não deixar a recirculação de ar acionada o tempo inteiro e sempre abrir as portas por alguns minutos antes de entrar, para que os vaporem saiam.

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