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Honda WR-V usado é alternativa a Fit com suspensão mais confortável

Apesar do estilo controverso, ele conquista pela praticidade e pela eficiência do seu conjunto mecânico

Por Felipe Bitu Atualizado em 7 jun 2021, 13h10 - Publicado em 7 jun 2021, 13h07
Honda WR-V
O crossover WR-V é derivado da mesma plataforma de Fit e City Christian Castanho/Quatro Rodas

Desenvolvido pelo departamento de engenharia da Honda do Brasil, o WR-V é um tipo de transformer aventureiro do Honda Fit. Apresentado no Salão de São Paulo de 2016, ele é muito mais que um Fit com suspensão elevada, porém.

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Feito a partir da mesma plataforma de Fit e City, o WR-V recebeu modificações mecânicas e estilísticas substanciais, devidamente aprovadas pela matriz japonesa.

A decoração externa traz itens exclusivos como os faróis com iluminação diurna, lanternas traseiras com extensões horizontais sobre a tampa do porta-malas, para-choques com grade bipartida na parte central e laterais com apliques de plástico nos arcos de roda. O interior é praticamente idêntico ao do Fit, diferenciando-se apenas pelo revestimento exclusivo em tons coloridos de laranja ou cinza.

O WR-V é sempre impulsionado pelo motor 1.5 flex de 116/115 cv e 15,3/15,2 kgfm acoplado a uma transmissão continuamente variável (CVT). Os 29 kg a mais que o Fit e os pneus 10 mm mais largos cobram seu preço na eficiência: 0 a 100 km/h em 12,2 s (1 s a mais que o Fit) e consumo em cidade/estrada de 12,2/14,8 km/l (contra 12,5/15,4 km/l).

Honda WR-V
Visual pode parecer estranho, mas guarda identidade da marca Christian Castanho/Quatro Rodas

A versão de maior sucesso é a mais simples EX, que traz airbags frontais e laterais, ar-condicionado, sistema de som com Bluetooth, tela LCD de 5 polegadas e entradas USB/auxiliar, rodas de liga leve aro 16, câmera de ré, faróis de neblina, direção com ajuste de altura e profundidade, retrovisores elétricos, piloto automático e volante multifuncional. Mais completa, a versão EXL conta com airbags de cortina e central multimídia com tela de 7 polegadas sensível ao toque e sistema de navegação (GPS).

Itens importantes como porta-objetos com apoio de braço integrado, vidros dianteiros com sistema de acionamento elétrico de um toque, ar-condicionado digital com tela sensível ao toque, central multimídia compatível com Android Auto e Apple CarPlay só vieram no modelo 2019. A versão EXL ia além, com GPS integrado à multimídia, retrovisores com rebatimento elétrico e bancos de couro com costura laranja.

Na hora da manutenção, trata-se de um modelo sem praticamente nenhum problema crônico. O perfil dos proprietários ajuda: o histórico de serviços costuma ser dos melhores, mérito também da rede de concessionárias, que desfruta de uma boa reputação no pós-venda. E da boa oferta de peças, que faz a alegria dos reparadores independentes, para quem o WR-V há muito deixou de ser um mistério.

HONDA WR-V
Interior do automóvel WR-V, da Honda Christian Castanho/Quatro Rodas

Defeitos do Honda WR-V

• Cabeçote  A folga das válvulas deve ser verificada a cada 40.000 e ajustada se necessário: está diretamente relacionada ao rendimento do motor, com grande influência no consumo e desempenho.

• Câmbio CVT  O fluido HCF-2 deve ser substituído a cada 24 meses ou 40.000 km, o que ocorrer primeiro. A oxidação natural do fluido é a principal responsável por vibrações e falhas na corrente metálica e nas polias da transmissão.

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• Suspensão dianteira  É simples e robusta, mas pode apresentar ruídos decorrentes de eventuais abusos em estradas sem pavimentação. O reaperto dos componentes costuma eliminar os ruídos: os mais persistentes podem indicar desgaste em buchas, mancais e bieletas. Aproveite e verifique os amortecedores.

• Pneus  Folgas e desgaste nos componentes da suspensão comprometem o alinhamento e provocam o desgaste irregular dos pneus. Um pneu 195/60 R16 de primeira linha não sai por menos de R$ 600.

• Hodômetro  Cuidado com adulterações: muitos WR-V foram parar nas mãos dos motoristas de aplicativo devido à sua aptidão urbana. Atenção ao histórico de manutenção e a sinais evidentes de desgaste como estado de componentes (pedais, volante e estofamento).

A voz do dono

Nome: Gabriel Expedito Marazzi
Idade: 61 anos
Profissão: Engenheiro / Jornalista
Cidade: São Paulo (SP)

O que eu adoro: “Muito prático, posição de dirigir confortável e de boa visibilidade, câmbio CVT eficiente. O melhor é o banco traseiro, que dobra para cima formando um espaço para transporte rápido de objetos estreitos e altos.”

O que eu odeio: “Apesar do funcionamento suave e silencioso, o motor é um pouco fraco. O volume da buzina é baixo e soa como um carro de brinquedo. Mesmo considerando sua funcionalidade, ele é o mais feio dos Honda.”

Preço médio dos usados do VW Fox

tabelas
Quatro Rodas/Quatro Rodas

Nós dissemos

Reprodução Quatro Rodas
Automóvel WR-V, da Honda. Quatro Rodas/Quatro Rodas

Março de 2017 “Com amortecedores, molas, buchas de bandeja e barra estabilizadora reforçados, o WR-V acabou ficando com algumas medidas diferentes das do Fit, como o entre-eixos, por exemplo, respectivamente, 255,5 cm ante 253 cm. Ao volante, o WR-V comprova o discurso da Honda: “Bem acertado, ele é mais do que um Fit com suspensão elevada.”

Teste de pista (com gasolina)

  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 12,2 s
  • Aceleração de 0 a 1.000 m: 33,7 s
  • Retomada de 40 a 80 km/h (em D): 6 s
  • Retomada de 60 a 100 km/h (em D): 6,7 s
  • Retomada de 80 a 120 km/h (em D): 8,8 s
  • Frenagens de 60 / 80 / 120 km/h a 0: 17 / 29,4 / 68,2 m
  • Consumo urbano: 12,2 km/l
  • Consumo rodoviário: 14,8 km/l

Ficha técnica – Honda WR-V EXL

  • Preço: R$ 83.400
  • Motor: flex, dianteiro., transversal, 4 cilindros, 1.497 cm³, 16V, 116/115 cv a 6.000 rpm, 15,3/15,2 kgfm  a 4.800 rpm
  • Câmbio: automático CVT, tração dianteira
  • Suspensão: McPherson(dianteira)/ eixo de torção (traseira)
  • Freios: disco ventilado (dianteira) / tambor (traseira).
  • Direção: elétrica
  • Rodas e pneus: liga leve, 195/60 R16
  • Dimensões: comprimento, 400 cm; altura, 160 cm; largura, 173 cm; entre-eixos, 255 cm; peso, 1.130 kg; tanque, 45 l; porta-malas, 363 l
  • Equipamentos de série: 6 airbags, central multimídia, piloto automático, navegador GPS

Pense também em um…

Nissan Kicks

Nissan Kicks  O SUV patrício é bem similar em proposta: alia o bom motor HR16DE de 114 cv de potência ao câmbio X-Tronic CVT para garantir médias de 10,9 km na cidade e 14,4 km na estrada (gasolina) e ainda é ágil, acelerando de 0 a 100 km/h em 11,9 segundos. Tem bom espaço interno para quatro adultos e um porta-malas de 432 litros.

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Capa Maio 2021
A edição 745 de QUATRO RODAS já está nas bancas! Arte/Quatro Rodas
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