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VW Amarok Dark Label

Série especial é cheia de acessórios, mas cobra alto demais pela exclusividade

Por Vitor Matsubara Atualizado em 9 nov 2016, 14h40 - Publicado em 10 set 2015, 19h01
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Cavar espaço no segmento das picapes médias é uma missão complicadíssima. Afinal, brigar com Chevrolet S10, Ford Ranger e Toyota Hilux não é para qualquer um. A Volkswagen aceitou este desafio em 2010 ao lançar a Amarok, a primeira picape média 100% projetada e fabricada pela empresa alemã – até então havia apenas uma versão da Hilux com logotipos VW lançada em meados dos anos 90.

Se a Amarok não conseguiu ameaçar as líderes, pelo menos não foi tachada como fracasso, ocupando no Brasil o quinto lugar no segmento – atrás de S10, Hilux, Ranger e L200. Sem grandes novidades desde sua chegada, a picape ganhou uma série especial: a Dark Label. Limitada a 1.000 unidades, ela é baseada na versão de acabamento Trendline, destacando-se pelo visual, com direito a adesivos laterais, detalhes externos em preto fosco (como as capas dos espelhos retrovisores e o para-choque traseiro) e acessórios normalmente instalados nas concessionárias, incluindo rodas de liga leve exclusivas, estribos laterais e santantonio. Por dentro, a picape traz apliques em preto brilhante e um curioso revestimento dos bancos imitando fibra de carbono. Aqui na redação houve quem gostou e quem não curtiu. Fiquei no primeiro grupo.

Embora seja baseada na configuração intermediária, a Dark Label tem um nível satisfatório de equipamentos de série. Ela sai de fábrica com freios ABS com função off-road, bloqueio eletrônico do diferencial, controle de estabilidade, assistente de partida em rampas, controle de velocidade em descidas, computador de bordo, volante multifuncional com comandos de som e telefone, rádio com entradas USB e SD, tração nas quatro rodas e faróis de neblina. No entanto, o acabamento interno deixa a desejar para um veículo vendido por mais de R$ 140 mil, com plásticos duros de qualidade ruim por toda a cabine. Outros detalhes também desagradam: falta ajuste elétrico nos bancos, vários componentes (como botões e alavancas) são compartilhados com modelos mais baratos da VW e o ar-condicionado até parece digital, mas não é.

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Felizmente todos estes pormenores caem por terra quando giramos a chave da Amarok. Nem tanto pelos 180 cv gerados pelo motor 2.0 TDI biturbo, mas sim pelo comportamento irrepreensível ao volante. Nenhuma concorrente tem uma dirigibilidade tão próxima com a de um automóvel de passeio como a Amarok. A direção é leve na medida certa e tem respostas rápidas, facilitando as manobras em lugares apertados – o pesadelo de todo dono de picape. A transmissão automática de oito marchas (a mesma do Touareg) também faz o motorista se sentir dirigindo um sedã de luxo em vez de um utilitário grandalhão.

Quem precisa utilizar a caçamba para transportar objetos grandes também não terá do que reclamar. Com 1,28 m3 de volume total e área de 2,52 m2, ela tem 1,55 metro de comprimento e 1,62 metro de largura, além de ganchos para amarração de carga. Sua capacidade de carga máxima é de 1.038 quilos.

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A Amarok Dark Label é uma opção interessante para quem procura uma picape imponente para levar quatro pessoas com conforto dentro ou fora do asfalto. Mas nem a presença de alguns itens a mais justifica a diferença de R$ 7 mil em comparação com a versão Trendline automática – são R$ 147.990 contra R$ 140.990.

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