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VW Amarok Dark Label

Série especial é cheia de acessórios, mas cobra alto demais pela exclusividade

Por Vitor Matsubara 10 set 2015, 19h01 | Atualizado em 25 mar 2024, 09h48
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Cavar espaço no segmento das picapes médias é uma missão complicadíssima. Afinal, brigar com Chevrolet S10, Ford Ranger e Toyota Hilux não é para qualquer um. A Volkswagen aceitou este desafio em 2010 ao lançar a Amarok, a primeira picape média 100% projetada e fabricada pela empresa alemã – até então havia apenas uma versão da Hilux com logotipos VW lançada em meados dos anos 90.

Se a Amarok não conseguiu ameaçar as líderes, pelo menos não foi tachada como fracasso, ocupando no Brasil o quinto lugar no segmento – atrás de S10, Hilux, Ranger e L200. Sem grandes novidades desde sua chegada, a picape ganhou uma série especial: a Dark Label. Limitada a 1.000 unidades, ela é baseada na versão de acabamento Trendline, destacando-se pelo visual, com direito a adesivos laterais, detalhes externos em preto fosco (como as capas dos espelhos retrovisores e o para-choque traseiro) e acessórios normalmente instalados nas concessionárias, incluindo rodas de liga leve exclusivas, estribos laterais e santantonio. Por dentro, a picape traz apliques em preto brilhante e um curioso revestimento dos bancos imitando fibra de carbono. Aqui na redação houve quem gostou e quem não curtiu. Fiquei no primeiro grupo.

Embora seja baseada na configuração intermediária, a Dark Label tem um nível satisfatório de equipamentos de série. Ela sai de fábrica com freios ABS com função off-road, bloqueio eletrônico do diferencial, controle de estabilidade, assistente de partida em rampas, controle de velocidade em descidas, computador de bordo, volante multifuncional com comandos de som e telefone, rádio com entradas USB e SD, tração nas quatro rodas e faróis de neblina. No entanto, o acabamento interno deixa a desejar para um veículo vendido por mais de R$ 140 mil, com plásticos duros de qualidade ruim por toda a cabine. Outros detalhes também desagradam: falta ajuste elétrico nos bancos, vários componentes (como botões e alavancas) são compartilhados com modelos mais baratos da VW e o ar-condicionado até parece digital, mas não é.

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Felizmente todos estes pormenores caem por terra quando giramos a chave da Amarok. Nem tanto pelos 180 cv gerados pelo motor 2.0 TDI biturbo, mas sim pelo comportamento irrepreensível ao volante. Nenhuma concorrente tem uma dirigibilidade tão próxima com a de um automóvel de passeio como a Amarok. A direção é leve na medida certa e tem respostas rápidas, facilitando as manobras em lugares apertados – o pesadelo de todo dono de picape. A transmissão automática de oito marchas (a mesma do Touareg) também faz o motorista se sentir dirigindo um sedã de luxo em vez de um utilitário grandalhão.

Quem precisa utilizar a caçamba para transportar objetos grandes também não terá do que reclamar. Com 1,28 m3 de volume total e área de 2,52 m2, ela tem 1,55 metro de comprimento e 1,62 metro de largura, além de ganchos para amarração de carga. Sua capacidade de carga máxima é de 1.038 quilos.

A Amarok Dark Label é uma opção interessante para quem procura uma picape imponente para levar quatro pessoas com conforto dentro ou fora do asfalto. Mas nem a presença de alguns itens a mais justifica a diferença de R$ 7 mil em comparação com a versão Trendline automática – são R$ 147.990 contra R$ 140.990.

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Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil ao fundo e uma bola no gramado. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas, com um carro vermelho em destaque. Um ícone de árvore branca aparece no canto superior direitoTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca.
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