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Revisão do barulho

Por Redação 1 abr 2014, 13h58

Por Péricles Malheiros

18 136 km

Com sua transmissão de dupla embreagem em caixa seca, o Golf faz barulho metálico ao rodar sobre piso irregular (paralelepípedo, principalmente). Em 2013, no lançamento do A3 (modelo que utiliza a base mecânica do Golf), notamos o mesmo ruído que, à época, a Audi definiu como característica do projeto. Resposta parecida foi dada pela Volkswagen na edição anterior a esta, na seção Autodefesa. “O ruído percebido em pisos irregulares e baixas velocidades não afeta a durabilidade do veículo nem a segurança”, disse a VW em resposta aos leitores que, assim como a gente, se incomodaram com a barulheira metálica do Golf com DSG. Por via das dúvidas – e seguindo a recomendação da própria fábrica –, pediremos uma verificação durante a segunda revisão, que, aliás, já se aproxima. Por ora, vamos falar da primeira, realizada logo após o fechamento da última edição.

A parada dos 10000 km correu por conta da autorizada paulistana Frankfurt. Nada de complicado: o plano de manutenção prevê apenas a troca de óleo do motor e filtro – na nota fiscal, porém, constava ainda higienização do ar-condicionado e líquido limpador do para-brisa. No site da fábrica, o valor sugerido da revisão é de 220 reais, mas ao chegar no caixa da Frankfurt, a surpresa: 460 reais. Reclamamos e conseguimos um desconto de 90 reais. “O preço do site está errado. Os 220 reais não pagam nem o óleo”, disse o gerente da autorizada.Aos 370 reais da revisão somaram-se ainda 140 reais do alinhamento e balanceamento e 25 reais de uma lavagem que não pedimos nem autorizamos.

Consultada sobre a diferença entre o preço sugerido em seu site e o praticado na Frankfurt, a Volkswagen disse: “Os valores divulgados no site estão corretos, mas são apenas sugeridos. A rede tem liberdade para cobrar mais ou conceder descontos. No entanto, quando apenas a manutenção básica é solicitada, os serviços adicionais deverão ser previamente autorizados pelo cliente. Caso isso não ocorra, ele tem direito ao reembolso do valor excedente”. A marca ainda ressaltou que a primeira e a segunda revisões têm a mão de obra gratuita.

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Vale lembrar que a Frankfurt não cobrou a montagem do par de pneus que compramos fora da concessionária (a 510 reais cada um) para substituir os que estavam com bolha. Ao entregar o carro, a consultora técnica da Frankfurt disse: “Notamos um ruído na traseira e substituímos o par de amortecedores em garantia”. Liberado, o Golf caiu na estrada.

Companheiro do editor Péricles Malheiros em suas férias, o carro engordou 8 000 km em 22 dias. “Rodei por São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e o maior incômodo foi um pneu traseiro furado”, diz Péricles. Tanta quilometragem também serviu para que o editor notasse outras características. “Na mesma viagem, dirigi um trecho de madrugada, a uma temperatura de 18 ºC, e logo depois, à tarde, a até 35,5 ºC. A perda de desempenho com o ar ambiente aquecido é clara, com retardo de resposta nas reduções de marcha muito maior”, diz. Ainda assim, o motor 1.4 turbo arrancou elogios do editor: “O consumo de gasolina na casa dos 13 km/l e o tanque de 50 litros resultam numa autonomia de mais de 600 km, obrigando a menos paradas para abastecimento”.

Consumo

No mês (8,7% na cidade) – Gasolina 11,4 km/l

Desde dez/13 (15,8% na cidade) – Gasolina 10,3 km/l

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