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Audi A3 Limousine

A marca alemã aposta que o Limousine, o seu menor sedã, será o modelo mais vendido da família A3

Por Joaquim Oliveira | Fotos Tobias Sagmeister Atualizado em 9 nov 2016, 01h20 - Publicado em 18 ago 2013, 15h47
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O pequeno sedã A3 Limousine é a resposta da Audi para o recente Mercedes CLA, acirrando a disputa entras as três alemãs premium, ao lado da BMW. Com o modelo, o foco não será a Europa, mas sim Estados Unidos e China. A estimativa é que, no mundo, o sedã represente sozinho metade das vendas, com o restante dividido entre três portas, cinco portas e cabrio.

Com 4,46 metros, ele é 15 cm mais comprido que o A3 Sportback (cinco portas), enquanto o entreeixos foi mantido. A grade de moldura única e cromada tem acabamento negro e há faróis de neblina (dependendo da versão) nos cantos das entradas de ar. O designer Wolfgang Egger, que define o estilo dos novos Audi, conta que o A3 Limousine não tem um único painel de carroceria em comum com seus irmãos de linha. Até o capô rebaixado (agora de alumínio, assim como o subchassi dianteiro e a travessa traseira, para reduzir o peso) foi redesenhado para harmonizar com o novo perfil de três volumes. O sedã beneficia-se de várias medidas de emagrecimento (uso de magnésio, alumínio, mais aço de altíssima rigidez etc.) para ser só 35 kg mais pesado do que o Sportback, mesmo sendo 15 cm mais longo.

Na cabine, vemos o habitual refinamento da Audi nas superfícies do painel (impressionantes materiais de toque suave) e de acabamentos e montagem (folgas mínimas, cromados de alta qualidade, saídas de ventilação inspiradas em motores de aviões a jato). A instrumentação clássica, de fundo negro com gráficos brancos, permite excelente leitura e é ligeiramente voltada ao motorista. Nas versões mais equipadas, a tela sobre o painel é retrátil. Combinada com o MMI (Man Machine Interface), permite gerir de forma intuitiva tudo ligado ao infotenimento sem que o motorista tire os olhos da estrada, além de desafogar o interior do excesso de comandos.

Os bancos dianteiros têm apoio lateral reforçado na versão Ambition e são também um pouco mais duros, enquanto na S Line os encostos de cabeça são integrais. Os passageiros atrás gostarão das saídas de ar próprias e não estragarão o penteado desde que não tenham mais de 1,78 metro. Já o espaço para as pernas é mais generoso. A largura atrás é suficiente para levar um terceiro adulto, que terá de abstrair o elevado túnel central no piso. O porta-malas é de 425 litros (45 mais que no cinco portas), mas pode chegar a 880 se o banco for rebatido.

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A direção elétrica é de série, mas pode-se optar por um sistema avançado de assistência progressiva com desmultiplicação variável (mais voltas em alta velocidade e menos em balizas). O diferencial de bloqueio eletrônico visa tornar o comportamento mais seguro nas curvas mais rápidas e é um subsistema inteligente do sistema de controle de estabilidade. Outro recurso é o Audi Drive Select (de série na Ambition), que permite escolher entre diferentes programas que modificam o gerenciamento do motor, a resposta da direção e o câmbio automático (quando houver). Há ainda um sistema de amortecedores controlados eletronicamente e mais duas variações esportivas da suspensão: a Sport é 15 mm mais baixa que a normal e a S Line, 25 mm.

Em nosso test-drive em Budapeste (Hungria), avaliamos a versão 1.8 TFSI de 180 cv, que virá para o Brasil no segundo trimestre do ano que vem. O que mais impressiona neste motor moderno é a rapidez com que faz as retomadas de velocidade, não sendo fácil encontrar um concorrente direto que consiga se equiparar a ele nesse quesito. No 0 a 100 km/h, também manda bem: 7,3 segundos. Grande parte do mérito se deve à entrega dos 25,5 mkgf de torque máximo logo a 1 250 rpm e que se mantém assim até 5 000. Ele trabalha de modo suave e silencioso, ajudado ainda nesse ofício pelo competentíssimo isolamento acústico da cabine. O câmbio automatizado S Tronic de sete marchas e dupla embreagem também deve ser elogiado, tanto pelo funcionamento quase instantâneo nas trocas como pelo bom casamento com o motor. O resultado do entrosamento da dupla se evidencia no consumo – fizemos nas ruas e rodovias uma média de quase 12,5 km/l, dirigindo de modo normal.

O comportamento em estradas tende a ser firme e, até com o ajuste mais esportivo da suspensão, ela nunca é dura demais – a não ser que se rode em piso irregular e o Drive Select esteja no modo Dynamic (o mais seco). A direção elétrica não mascara o que acontece entre as rodas e a estrada. Pelo contrário, transmite as informações com riqueza de detalhes e de forma rápida e direta. Já os freios merecem parabéns tanto pelas curtas distâncias de frenagem como pela progressividade do pedal. No geral, seu comportamento é prazeroso e equilibrado como num A3 hatch, com a diferença que agora ele leva mais bagagem e penaliza um pouco o espaço de cabeça para o passageiro de trás, por culpa da coluna traseira com ares de coupê. Mas que vale o sacrifício pelo belo trabalho do design, que o deixou parecendo um mini-A4.

VEREDICTO

O sedã oferece um porta-malas maior sem abrir mão dos valores de sempre do A3: excelente qualidade geral, motor competente e de baixo consumo, conforto e segurança.

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