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O valor das centrais multimídia no mercado de novos e usados

Os sistemas de entretenimento viraram item quase obrigatório para o consumidor

Por Guilherme Fontana - Atualizado em 9 nov 2016, 15h07 - Publicado em 1 nov 2016, 16h42
Mercado - central multimídia

As centrais multimídia deixaram de ser artigos de luxo nos automóveis. Se antes equipavam apenas as versões mais caras, agora elas não apenas estão presentes na maior parte dos modelos como interferem diretamente na compra do veículo – até mesmo daqueles menos ligados à tecnologia.

Lançado em 2012, o Chevrolet Onix introduziu o item no segmento de entrada. E agora, em 2016, passou a ter o sistema MyLink desde a versão LT. A configuração básica, Joy (com cara antiga), oferece uma central mais simples como opcional.

O Renault Sandero repete a estratégia da Chevrolet e apenas a versão mais barata não tem sistema multimídia. E neste ano a Peugeot tornou-se a primeira marca a equipar, de série em todas as versões, seu modelo mais barato (o 208) com uma central de entretenimento.

É nas lojas que o item mostra sua importância. “Central multimídia é um dos equipamentos mais procurados por pelo menos 80% dos clientes”, disse um consultor de vendas da Chevrolet. “Para muitos, o sistema é mais importante que itens básicos, como trio elétrico”, completou.

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Por outro lado, marcas que ainda não apostam na tecnologia acusam o golpe. É o caso da Volks. No Gol, multimídia de série só na top Highline (e sem GPS). Para as demais, o opcional varia de R$ 1.163 a R$ 2.483. Os vendedores relutam, mas não negam que a prática afasta os clientes.

O comportamento do mercado de usados é o mesmo: sistemas multimídia (originais) aumentam a facilidade de revenda em até 60%.

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