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Audi A8 e o inovador sistema de suspensões que gera eletricidade

Sistema eletromecânico terá um motor em cada roda para controlar a reação da suspensão em tempo real

Por Henrique Rodriguez - Atualizado em 13 mar 2020, 14h33 - Publicado em 27 jun 2017, 18h30
Há um motor em cada roda só para controlar a suspensão Reprodução/Youtube

Com apresentação marcada para 11 de julho, a nova geração do Audi A8 terá tecnologias inéditas. Uma delas é o sistema ativo de suspensão controlado por motores elétricos.

Outro é o sistema elétrico de 48 volts, que fará sua estreia entre os Audi – hoje é utilizada apenas no Bentley Bentayga – e permite o uso da nova suspensão por ser mais eficiente.

A Audi tinha projeto para usar sua suspensão eletromecânica para gerar eletricidade para as baterias do carro, mas ainda não é o caso. A suspensão do A8 garante apenas conforto aos ocupantes.

Suspensão eletromecânica permite que o carro se adapte ao relevo das ruas Divulgação/Audi

A grande sacada do sistema eletromecânico é conseguir interferir com mais agilidade no comportamento de cada roda. Ao contrário do que ocorre em conjuntos de amortecedores convencionais, magnéticos ou pneumáticos, a eletromecânica não depende da força de retorno (como a força de uma mola após ser comprimida).

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Há um motor elétrico por roda. Eles são ligados a uma caixa de engrenagens e a um tubo rotativo com barra de torção interna de titânio e uma alavanca que pode exercer até 1.100 Nm na suspensão por meio de sua haste de acoplamento. 

O movimento dos motores elétricos é coordenado por uma câmera capaz de ler as condições da superfície da estrada 18 vezes por segundo.

A informação passa pelo módulo ECP, responsável por cruzar todas as informações do chassi, e em milésimos de segundo os motores elétricos reagem para eliminar qualquer vibração ou solavanco.

Eixo do sistema mecânico que movimenta as rodas traseiras Divulgação/Audi

O sistema eletromecânico trabalha em conjunto com a suspensão a ar (pneumática), que ajuda a dar suavidade ao conjunto e a mudar as respostas e a altura da suspensão de acordo com o modo de condução.

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Outro sistema parceiro da suspensão é o de esterçamento das rodas traseiras, já visto no Q7. Dependendo da velocidade, as rodas traseiras podem acompanhar o movimento das dianteiras ou girar para o lado oposto.

É neste segundo caso que o efeito é maior: alcança diâmetro de giro menor que o do A4, de acordo com a Audi.

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Por se adaptar rapidamente, a suspensão eletromecânica também trabalha em conjunto com os sistemas de segurança do A8. Caso os sensores do sistema Audi pre sense 360° detectem a possibilidade de colisão acima dos 25 km/h, um sinal é emitido e a suspensão reage levantando a carroceria em até 8 cm.

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Assim, o impacto é direcionado às áreas mais fortes do carro, como as molduras laterais e a estrutura do assoalho. A redução da carga de impacto é reduzida em até 50%.

Quatro vezes mais tensão

Sem a infraestrutura elétrica de 48V seria impossível a instalação da suspensão eletromecânica ou de qualquer outro sistema que exija alta potência.

Para trabalhar com baixa tensão (como os 12V dos carros de hoje) e alta potência seria necessário usar cabos de maior calibre, que são caros, pesados e não passam por qualquer lugar em um carro.

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Ao usar tensão de 48V, facilita-se o uso de sistemas que exigem mais potência sem colocar os ocupantes em risco; uma rede de 60V exigiria cuidados suplementares para evitar choques.

Outros sistemas beneficiados pela rede de 48V são os de regeneração de energia elétrica, turbocompressores elétricos e até mesmo sistemas híbridos, que sofrem menos perda de energia com transformadores.

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