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Mitsubishi ASX AWD

Crossover brasileiro consome mais que o japonês

Por Ulisses Cavalcanti | Fotos Christian Castanho 4 ago 2013, 18h15 | Atualizado em 9 nov 2016, 01h26
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Os brasileiros conheceram o ASX em 2010, quando o ele chegou ao país importado do Japão. O gosto foi mútuo, o carro resolveu criar raízes aqui e começou a ser produzido na fábrica brasileira da Mitsubishi, em Catalão, Goiás. É o sétimo veículo da marca a ganhar nacionalidade brasileira, nos moldes dos demais. A Mitsubishi é representada pelo Grupo Souza Ramos, que produz os veículos sob licença da japonesa.

Visualmente, o ASX nacional não sofreu mudanças, já que uma leve reestilização foi apresentada no começo do ano. A central eletrônica do motor foi reprogramada e a suspensão teve melhorias. Molas e amortecedores passaram por reajuste de carga, visando aumentar o conforto em pisos acidentados. O carro ficou 15 mm mais alto, mas a engenharia brasileira afirma que a alteração não trouxe prejuízos à estabilidade. “Sob grande solicitação, os amortecedores reagem à pressão maior e tornam-se mais firmes”, diz Reinaldo Muratori, diretor de engenharia da Mitsubishi. Além disso, o ASX brasileiro agora conta com rodas de 18 polegadas. Para compensar o aumento, os pneus têm a medida 225/55, ante 215/60 R17 do japonês.

O revés está no consumo, que piorou. O ASX japonês fez 8,5 e 10,6 km/l, nos ciclos urbano e rodoviário – marcas mais convidativas que as do “nosso”.

A nacionalização do ASX exigiu um investimento de 77 milhões de reais e faz parte de um projeto de expansão da Mitsubishi, que contará com a ampliação da planta goiana – cuja meta é dobrar a capacidade produtiva no Centro-Oeste.

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Hoje cerca de 64% dos componentes do ASX são nacionais, mas o índice será elevado para 80% até o fim do ano, quando alguns itens importados passarem a ser produzidos aqui. O motor, por exemplo, é montado em Goiás, mas as peças vêm de fora, bem como transmissões e componentes eletrônicos.

A produção local não trouxe reduções maiores que 1,5% no preço. A versão CVT AWD custa 99 990 reais, ante 101 490 reais do importado. Com teto de vidro e xenônio, vai a 105 990 reais.

VEREDICTO

O preço alto vem acompanhado de uma generosa lista de equipamentos. Consumo poderia ser melhor, mas não falta conforto.

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Torcedor com camisa do Brasil e braços erguidos em estádio de futebol lotado, com bandeira brasileira e bola no campo. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas, sobre fundo verde escuro. No canto superior direito, um ícone de árvore brancaTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
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