Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês

McLaren F1 1995 é leiloado por R$ 108 milhões e bate recorde

Supercarro fabricado há 26 anos tem apenas 400 km rodados e foi alvo de disputa de lances

Por Henrique Rodriguez 16 ago 2021, 19h36
MClaren f1 1995
Gooding&Company/Reprodução

O McLaren F1 é um carro lendário. Não só por ter sido o primeiro carro de rua construído pela McLaren, mas por toda a história e complexidade por trás de sua produção. Não foi à toa que o superesportivo lançado há 28 anos alcançou preço recorde em leilão realizado no último fim de semana no Concurso de Elegância de Peeble Beach, nos Estados Unidos.

Clique aqui e assine Quatro Rodas por apenas R$ 8,90

O exemplar leiloado é especial e praticamente intocado. Fabricado em 1995, este McLaren F1 tem apenas 400 km rodados e tem os painéis da carroceria (feitos de fibra de carbono) pintados na exclusiva cor “Creighton Brown”.

MClaren f1 1995
Gooding&Company/Reprodução

O carro alcançou os 20,5 milhões de dólares (R$ 108 milhões ao câmbio atual) após uma longa disputa de lances — só não divulgaram o nome do felizardo que arrematou o carro. Nunca se pagou tanto por um exemplar de rua do McLaren F1.

MClaren f1 1995
Gooding&Company/Reprodução

O McLaren F1 tem motor V12 6.1 litros de origem BMW, com 635 cv de potência e 66,2 mkgf de torque. Precisava de meros 3,2 segundos para chegar aos 100 km/h.

MClaren f1 1995
Gooding&Company/Reprodução

O supercarro chegou a ser, inclusive, recordista de velocidade máxima entre os carros do seu tempo. Embora o velocímetro tenha registrado a máxima 391 km/h, para o recorde foi considerado a média obtida em duas passagens (386,4 km/h) — realizadas cada uma num sentido da pista de testes.

MClaren f1 1995
Gooding&Company/Reprodução

Apenas 106 unidades foram produzidas entre 1992 e 1998. O mais curioso é que a McLaren teve prejuízo em todas elas, mesmo cobrando, na época, 1 milhão de libras por cada carro. Por isso, também, teve produção reduzida: apenas 64 unidades de rua.

  • As particularidades do McLaren F1

    • O motor V12 gerava tanto calor que foi necessário cobrir o cofre do motor com ouro. O material nobre é um dos melhores dissipadores térmicos conhecidos e é usado nos carros de Fórmula 1 e até em satélites espaciais.
    • O banco do motorista (feito de plástico reforçado com fibra de carbono) não era ajustável, assim como os pedais e o volante: cada F1 saía de fábrica perfeitamente ajustado para seu proprietário.
    • A maçaneta das portas precisou ser realocada para a base dos assentos dos passageiros, permitindo que o motorista alcançasse os mecanismos.
    • O volante tinha duas borboletas que podiam enganar a turma da nova geração: em vez de trocar marchas, uma acionava a buzina; a outra, o lampejador do farol alto.
    • Um aerofólio na traseira se elevava para controlar o centro de gravidade do carro durante frenagens, aumentando a resistência aerodinâmica e abrindo dutos de ventilação dos freios por tabela.

    Não pode ir à banca comprar, mas não quer perder os conteúdos exclusivos da Quatro Rodas? Clique aqui e tenha o acesso digital.

    Edição de julho
    Continua após a publicidade
    Publicidade