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Fábrica de São José não receberá investimentos, diz GM

Falta de flexibilidade trabalhista torna planta pouco competitiva

Por Marcio Ishikawa /fotos: divulgação Atualizado em 9 nov 2016, 14h36 - Publicado em 28 jul 2015, 18h17
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Ao menos por enquanto, nenhum dos 6,5 bilhões de reais que serão investidos no Brasil pela GM na criação de uma nova plataforma e criação de novas gerações de modelos já existentes deve ser destinada à fábrica de São José dos Campos – que, nas palavras do presidente da GM América do Sul, o colombiano Jaime Ardila, ainda nao encontrou um nível adequado de competitividade por conta da falta de acordo na área trabalhista, ao contrário do que acontece em São Caetano, Joinvile, Gravataí e Mogi das Cruzes.

“Os salários e benefícios de São José são maiores e, além disso, os contratos trabalhistas negociados são muito pouco flexíveis. Por isso ainda não conseguimos uma competitividade adequada para realizar um investimento desse porte”, disse o executivo. A criação de uma nova fábrica está totalmente descartada e todo o investimento será voltado para a criação de novos produtos e tecnologias.

Aposentadoria – Ardila ainda aproveitou a coletiva de imprensa para anúncio dos investimentos para revelar que deixa a companhia ao final deste ano. Aos 60 anos, o colombiano será substituído pelo americano Barry Engle, atual CEO da Agility Fuel Systems e que já foi presidente da Ford Brasil entre 2005 e 2006. “Estou muito entusiasmado em entrar no time da General Motors e voltar para a indústria que tanto amo”, disse o executivo no comunicado oficial da empresa. “Estou particularmente interessado em trabalhar com meus colegas da América do Sul para juntos lidarmos com os desafios de curto e médio prazo, enquanto construímos e posicionamos os negócios para manter a posição de liderança na região a longo prazo.” A GM Brasil continua sob o comando do colombiano Santiago Chamorro.

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